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segunda-feira, 2 de abril de 2018

10 Besteiras que as pessoas "pseudo-espirituais" fazem

10 coisas “espirituais” que as pessoas fazem e são uma total besteira

Ninguém nunca me disse que a espiritualidade poderia ser uma armadilha de autossabotagem do ego.
Eu passei três anos lendo sobre ensinamentos espirituais e os incorporando em minha vida, antes de aprender que a espiritualidade tem um lado sombrio.
Naturalmente, fiquei surpreso. Eu me senti meio traído.

Como algo que parece ser tão puro pode ser prejudicial?

A resposta tem a ver com algo que os psicólogos chamam de escape espiritual.
No começo da década de 1980, o psicólogo John Welwood cunhou o termo “escape espiritual” para se referir ao uso de práticas espirituais e crenças para evitar o confronto com sentimentos desconfortáveis, feridas não resolvidas e necessidades emocionais e psicológicas fundamentais.
De acordo com o psicoterapeuta Robert Augustus Master, o escape espiritual faz nós nos retirarmos de nós mesmos e de outros, a nos esconder atrás de um tipo de máscara espiritual de crenças e práticas metafísicas.
Ele diz: “Não apenas nos distancia da nossa dor e nossos problemas pessoais, mas também da nossa própria espiritualidade autêntica, nos prendendo em um limbo metafísico, uma zona de gentileza exagerada, bondade e superficialidade”.

Percepções dolorosas: meu próprio escape espiritual

Autossabotagem espiritual
No livro inovador de Robert Augustus Masters, “Spiritual Bypassing: When Spirituality Disconnects Us From What Really Matters”, ele escreve:
Os aspectos do escape espiritual incluem desapego exagerado, anestesia emocional e repressão, excesso de ênfase no positivo, raivafobia, cegueira ou compaixão tolerante demais, limites fracos ou muito pobres, desenvolvimento desequilibrado (a inteligência cognitiva geralmente está bem à frente da inteligência emocional e moral), julgamento prejudicado sobre a negatividade ou o lado sombrio de alguém, desvalorização do pessoal em relação ao espiritual e a ilusão de ter alcançado um nível mais alto de ser.”
Eu encontrei o conceito de escape espiritual pela primeira vez no trabalho de Masters. Embora eu estivesse relutante em admitir, eu imediatamente soube que, em algum nível, este conceito se aplicava a mim.
Conforme continuei refletindo sobre o escape espiritual, eu percebi cada vez mais aspectos inconscientes da espiritualidade, e percebi que eu estava, sem saber, colocando em prática vários deles em determinados momentos.
Embora dolorosas, essas foram algumas das percepções mais importantes que eu já tive.
Elas me ajudaram a parar de usar uma forma distorcida de “espiritualidade” como um levantador de ego e a começar e ter mais responsabilidade para direcionar minhas necessidades psicológicas e os problemas que surgem na minha vida.

Coisas “espirituais’ que as pessoas fazem e sabotam seu crescimento

A melhor maneira de entender o escape espiritual é através de exemplos, então agora é hora de um pouco de “amor bruto”.
Eu irei descrever em detalhes dez tendências inconscientes específicas de pessoas espirituais.
Cuidado: algumas delas podem parecer muito familiares.
Lembre-se: Você não precisa ter vergonha de admitir que alguns itens desta lista se aplicam a você. Eu suspeito que alguns deles se aplicam a todos que já tiveram interesse em espiritualidade.
A maioria deles se aplicava a mim em determinado momento e, em alguns deles, eu ainda estou progredindo.
O objetivo aqui não é julgar, mas aumentar a autoconsciência para progredir em direção a uma espiritualidade mais honesta, capacitada e útil.
Vamos lá.

1. Participar de atividades “espirituais” para se sentir superior a outras pessoas.

Autossabotagem espiritual
Provavelmente este é o aspecto inconsciente mais universal da espiritualidade, que assume várias formas.
Algumas pessoas se sentem superiores porque leem Alan Watts. Ou vão para o trabalho de bicicleta. Ou abstêm-se de assistir TV. Ou consomem uma dieta vegetariana. Ou usam cristais. Ou visitam templos. Ou praticam yoga ou meditação. Ou usam drogas psicodélicas.
Perceba que eu não estou dizendo nada sobre o valor de participar destas atividades. Eu adoro Alan Watts e acho que a meditação é bastante benéfica.
O que estou dizendo é que é perigosamente fácil permitir que suas ideias e práticas espirituais se tornem uma armadilha do ego – acreditar que você é tão melhor e mais iluminado do que todo aquele “povo-gado”, porque você está fazendo todas essas coisas radicais.
Em última análise, esse tipo de atitude em direção à “espiritualidade” não é melhor que acreditar que você é melhor que todo mundo porque você é um Democrata ou um fã dos Lakers.
Essa disfunção, na verdade, inibe a espiritualidade genuína, fazendo nos focar em ser melhor que outras pessoas, ao invés de cultivar um senso de conexão com o cosmos, sentindo uma maravilha poética com a sublime grandeza da existência.

2. Usar “espiritualidade” como justificativa para o fracasso ao assumir a responsabilidade dos seus atos.

Autossabotagem espiritual
A essência deste ponto é que é muito fácil distorcer certos mantras ou ideias espirituais em justificativas para ser irresponsável e não confiável.
“É o que é.” ou “O universo já é perfeito.” ou “Tudo acontece por uma razão.” Tudo pode funcionar como excelentes justificativas para não fazer nada e nunca realmente examinar o comportamento de alguém.
Não estou comentando se as afirmações acima são verdadeiras ou não.
Só estou dizendo que, se você se atrasa constantemente para compromissos, se frequentemente negligencia seus relacionamentos pessoais, se seus colegas de quarto não podem contar com você para pagar o aluguel, talvez você deva parar de dizer a si mesmo: “Tudo bem, cara, a realidade é uma ilusão mesmo”. E começar a se tornar alguém com quem outras pessoas possam contar.
Em uma via similar, é surpreendentemente fácil enganar a si mesmo ao pensar que toda vez que alguém tem um problema com o seu comportamento, é porque essa pessoa “não honra a minha verdade” ou “precisa crescer espiritualmente”.
É muito mais difícil de reconhecer os momentos nos quais agimos brutalmente, egoisticamente ou irrefletidamente e causamos sofrimento a outra pessoa.
É muito mais difícil admitir que estamos muito longe da perfeição e que o crescimento e o aprendizado são processos que nunca acabam.

3. Adotar novos hobbies, interesses e crenças simplesmente porque são a última mania “espiritual”.

Autossabotagem espiritual
Seres humanos querem se encaixar em algum lugar. Nós temos profunda necessidade de sentir que fazemos parte de algo.
E formamos grupos de todos os tipos para satisfazer esta necessidade. Espiritualidade é uma área de interesse onde as pessoas formam todos os tipos de grupos.
Potencialmente, isso é ótimo, mas também tem um aspecto inconsciente.
Para muitas pessoas, “espiritualidade” é um pouco mais do que uma coisa hippie que muitas pessoas parecem se importar.
Essas pessoas têm a ideia de que querem entrar nesse movimento espiritual, então começam a praticar yoga, usar artigos da Nova Era, ir a festivais de música, beber ayahuasca, etc, e dizem para si mesmos que essas coisas os fazem “espirituais”.
Esses “encenadores espirituais” atenuam a importância do aprofundamento espiritual genuíno, da contemplação, da experiência e da percepção.
Eles também, na minha experiência, tendem a ser pessoas “espirituais” que usam a “espiritualidade” como motivo para se sentirem superiores aos outros.

4. Julgar outras pessoas por expressar raiva ou outras emoções fortes, mesmo quando necessário.

Autossabotagem espiritual
Este foi um dos primeiros padrões que eu percebi em mim após ser apresentado ao escape espiritual.
Eu percebi que quando pessoas ficavam chateadas ou bravas comigo, minha reação era dizer coisas como: “Ficar nervoso não resolve nada” ou “Eu acho que poderíamos ter menos problemas se pudermos permanecer calmos”.
Internamente, eu silenciosamente julgaria a outra pessoa, pensando: “Se ela fosse mais iluminada, poderíamos evitar esse drama”.
Em muitas situações, essa era a minha maneira de evitar problemas profundos que precisavam ser direcionados.
Quando você se interessa pela espiritualidade, uma das primeiras citações que você encontra provavelmente é: “guardar a raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que acaba se queimando.”
Esta citação é comumente atribuída de forma errônea à Buda, embora na verdade seja uma interpretação de uma declaração feita por Budagosa no século V.
O ponto sutil desta citação é que nós não devemos guardar a raiva; nós devemos senti-la, expressá-la se necessário, e então deixá-la para trás.
Porém, é muito comum para um leigo assumir que isso significa que raiva, em qualquer forma, é um sinal de que a pessoa não é sábia nem espiritual. Isso não é verdade.
A raiva é uma emoção humana natural e uma reação perfeitamente justificada em várias situações. Com frequência, a raiva é um indicador de que há sérios problemas que precisam ser ponderados por alguém ou seus relacionamentos.
Ironicamente, muitas pessoas espirituais reprimem todas as emoções “não-espirituais” e artificialmente elevam emoções/traços “espirituais” como compaixão, bondade e equanimidade. Isso leva à falsidade.
A pessoa tem dificuldades de constantemente se apresentar como calma, gentil, legal e em um estado de paz perpétua, e acaba parecendo como uma fraude.

5. Usar “espiritualidade” como justificativa para uso excessivo de drogas.

Autossabotagem espiritual
Muitas pessoas, inclusive eu, acreditam que drogas psicodélicas podem causar experiências místicas e elevar a espiritualidade.
Até aí tudo bem, mas algumas pessoas levam essa percepção longe demais, usando-a como uma forma de racionalizar padrões autodestrutivos de uso de drogas e para cegar a si mesmas para o lado sombrio de várias substâncias.
Nos casos mais extremos, pessoas “espirituais” acabam “realizando cerimônias de cannabis” durante todo o seu período acordado; usando drogas psicodélicas com muita frequência ou em contextos inapropriados; e negando completamente que estas substâncias têm qualquer efeito negativo.
Agora, a HighExistence tende a ser pró-psicodélicos, mas deixe-me ser direto com você: drogas psicodélicas, incluindo cannabis, definitivamente possuem um lado sombrio.
Se você é irresponsável ou simplesmente sem sorte, drogas psicodélicas mais fortes como LSD ou cogumelos de psilocibina podem ocasionar experiências traumáticas com ramificações negativas de longo prazo.
E cannabis, uma droga psicodélica leve, é uma formadora de hábitos de uso de drogas sedutora, que sutilmente deixará sua mente nebulosa e corroerá sua motivação, caso consuma muito ou com muita frequência.
Respeite as substâncias e use-as com sabedoria.

6. Enfatizar demais a “positividade” para evitar olhar para os problemas em suas vidas e no mundo.

Autossabotagem espiritual
“Apenas seja positivo!” é frequentemente empregado como um mecanismo de desvio pelas pessoas “espirituais”, que preferem não fazer o trabalho difícil de confrontar seus problemas internos, feridas e bagagem, sem falar dos problemas do mundo.
O movimento de “positividade” explodiu na cultura ocidental nos últimos anos.
A Internet está transbordando de memes e artigos aparentemente infinitos, repetindo as mesmas mensagens vazias: “Pense coisas positivas!” “Apenas seja positivo!” “Não se concentre no negativo!”
Embora certamente haja valor em cultivar a gratidão pelas várias maravilhas da experiência humana, esse movimento parece negligenciar algo crítico: os aspectos mais obscuros da vida não desaparecem simplesmente porque são ignorados.
Na verdade, muitos problemas em nossas vidas particulares e na escala global parecem apenas piorar ou ficar ainda mais complexos quando são ignorados.
Da mesma forma que pareceria absurdo dizer a um viciado em heroína a frase “apenas pense positivo!” como uma solução para o seu problema, é absurdo acreditar que pensamento positivo oferece algum tipo de solução para grandes problemas globais como mudança climática, pobreza, agricultura industrial e riscos existenciais.
Isso não quer dizer que devemos carregar os problemas do mundo em nossos ombros e nos sentir mal sobre eles o tempo todo. É saudável reconhecer e se sentir otimista sobre o fato de que de várias maneiras importantes, o mundo está melhorando.
Porém, precisamos equilibrar esse otimismo com a disposição de confrontar problemas reais em nossas vidas particulares, nossas comunidades, nosso mundo.

7. Reprimir emoções desagradáveis que não se encaixam na narrativa “espiritual”.

Autossabotagem espiritual
“Sem chance, é impossível que eu fique deprimido, ou solitário, ou com medo, ou ansioso. Eu amo a vida demais e sou muito [Zen / sábio / iluminado] para permitir que isso aconteça.”
Eu me deparei com esse problema quando me mudei para a Coreia do Sul para ser um professor de inglês durante um ano.
Eu pensei que tinha cultivado uma tranquilidade imperturbável, uma capacidade de Lao Tzu para apenas “seguir o fluxo” e flutuar, como uma boia, em cima das idas e vindas das ondas do destino.
Então eu vivenciei choque cultural, solidão arrebatadora e uma aguda saudade de casa, e tive que admitir para mim mesmo que, no final das contas, eu não era um tipo de Mestre Zen.
Ou ainda, eu tive que perceber que a capacidade de “seguir o fluxo” e aceitar que o que está acontecendo é eternamente valiosa, mas que às vezes isso significará aceitar que você se sente como uma pilha de merda.
É fácil iludir-se e acreditar que a espiritualidade irá fazê-lo se sentir nas nuvens, mas na prática, não é assim que funciona.
A vida ainda é cheia de sofrimentos e, para realmente crescer e aprender com nossas experiências, precisamos ser honestos com nós mesmos sobre o que estamos sentindo e deixar que isso aconteça totalmente.
No meu caso, meu desejo de ser sempre “Zen”, de “seguir o fluxo” e de projetar uma imagem de paz interior para mim e para outros me impediu de ver a verdade sobre várias situações/experiências e de assumir a responsabilidade para lidar com elas.

8. Sentir profunda aversão e auto-aversão quando confrontado com seu lado sombrio.

Autossabotagem espiritual
Eu percebi isso em mim muito rápido, após aprender sobre escape espiritual.
Eu vi que minha imagem narcisista de mim mesmo como uma pessoa sábia, que alcançou realizações “mais altas”, estava causando uma quantidade ridícula de dissonância cognitiva.
Eu me julguei com sabedoria e senti uma colossal e esmagadora culpa por decisõesmenos do que virtuosas.
Quando você se interessa pela espiritualidade, é fácil idolatrar pessoas como Buda ou Dalai Lama e acreditar que essas pessoas são seres humanos perfeitos que sempre agem com total consciência e compaixão. Na verdade, isso certamente não é o caso.
Mesmo que seja verdade que alguns humanos atingem um nível de percepção em que fazem a “ação correta” em todas as circunstâncias, precisamos reconhecer que tal coisa é reservada para poucos.
Pessoalmente, eu suspeito que isso não existe.
Na verdade, todos somos humanos falhos e todos vamos cometer erros. O jogo está contra nós.
É praticamente impossível viver até mesmo algumas semanas de vida humana adulta sem cometer alguns erros, muito menos os menores. Ao longo dos anos, haverá grandes erros. Acontece com todos nós, e não tem problema. Perdoe-se.
Tudo o que você pode fazer é aprender com seus erros e se esforçar para fazer melhor no futuro.
Paradoxalmente, a lição aparentemente espiritual de auto-perdão pode ser especialmente difícil de internalizar para pessoas interessadas em espiritualidade.
Os ensinamentos espirituais podem deixar uma pessoa com ideais estratosfericamente altos, que resultam em uma culpa imensa e uma aversão a si mesmo quando não é capaz de corresponder a eles.
Esta é uma das principais razões pelas quais é tão comum que as pessoas espirituais desviem a responsabilidade – porque ser honesto sobre suas falhas seria muito doloroso.
Ironicamente, devemos ser honestos com nós mesmos com relação aos nossos erros, a fim de aprender com eles, crescer e nos tornamos versões mais autoconscientes e compassivas de nós mesmos.
Lembre-se: Você é somente um ser humano. Tudo bem cometer erros. Sério, está tudo bem.
Mas admita para si mesmo quando cometer um erro e aprenda com ele.

9. Encontrar-se em situações ruins devido à excessiva tolerância e uma recusa a distinguir pessoas.

Autossabotagem espiritual
Este sou eu, 100%. Durante muito tempo, levei muito a sério a ideia de que todo ser humano merece compaixão e bondade.
Eu não discordo dessa ideia hoje em dia, mas percebi que existem inúmeras situações em que outras considerações devem temporariamente anular meu desejo de tratar todos os outros seres humanos com compaixão.
Em vários países, eu me encontrei em situações de risco de morte porque confiava demais nas pessoas, eu não sabia ou era gentil com pessoas que eu deveria ter reconhecido suas características obscuras.
Por sorte, eu nunca me machuquei nessas situações, mas eu já fui roubado e enganado várias vezes.
Em todos os casos, eu queria acreditar que as pessoas com quem eu estava interagindo eram “boas” pessoas de coração e me tratariam bem se eu assim o fizesse.
Essa linha de pensamento era terrivelmente ingênua, e eu ainda estou tentando me recondicionar para entender que em certos contextos, ser bonzinho não é a resposta.
O fato triste é que, embora você possa estar isolado disso, a luta pela sobrevivência ainda é muito real para um grande número de pessoas neste planeta.
Muitas pessoas cresceram na pobreza, cercadas por crime, e aprenderam que a única maneira de sobreviver é se aproveitando da fraqueza.
A maioria das pessoas em todo o mundo parece não ter essa mentalidade, mas se você se encontra em uma cidade ou país em que a pobreza é bastante presente, você deve tomar certas precauções, coisas básicas, como:
  1. Não ande em nenhum lugar sozinho após escurecer;
  2. Tente ficar longe de áreas abandonadas;
  3. Não pare para interagir com pessoas que tentam vender coisas para você;
  4. Faça distinções entre pessoas; deixe-se saber que não há problema em confiar no mecanismo de correspondência de padrões altamente evoluído do seu cérebro, quando ele diz que alguém parece drogado, perturbado, desesperado ou perigoso.

10. Querer tanto que várias práticas “espirituais” estejam corretas ao ponto de ignorar completamente a ciência.

Autossabotagem espiritual
Há uma linha bastante anti-científica em uma grande parte da comunidade espiritual, e eu acho isso uma vergonha.
Me parece que muitas pessoas espirituais se tornam hostis em relação à ciência, porque certas crenças e práticas que consideram valiosas são consideradas não comprovadas ou pseudocientíficas dentro da comunidade científica.
Se uma crença ou prática não é comprovada ou considerada pseudocientífica, isso significa apenas que ainda não conseguimos confirmar sua validade através de experimentos repetitivos em um laboratório.
Não significa que não é verdade ou que não é valioso.
O método científico é uma das melhores ferramentas que temos para entender a mecânica do universo observável; nos permitiu descobrir a verdade profunda da evolução biológica, observar os confins do espaço, prolongar a nossa vida por décadas e caminhar na lua, entre outras coisas.
Descartá-lo totalmente é perder uma das nossas lentes mais poderosas para entender a realidade.
Como Carl Sagan memoravelmente colocou:
A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos nosso lugar em uma imensidade de anos-luz e na passagem dos tempos, quando percebemos a complexidade, a beleza e a sutileza da vida, então esse sentimento crescente, essa sensação de exaltação e humildade combinada, é certamente espiritual.”
“Assim como nossas emoções na presença de uma grande arte, música ou literatura, ou de atos exemplares de coragem altruísta, como os de Mohandas Gandhi ou Martin Luther King Jr.”
“A noção de que a ciência e a espiritualidade são, de algum modo, mutuamente exclusivas, é um desserviço para ambas.”

Bônus: Deixar de lado o sucesso material por causa da crença de que dinheiro e capitalismo são malvados.

Autossabotagem espiritual
Muitas pessoas “espirituais” sabotam suas próprias capacidades de serem bem-sucedidas materialmente. Isso porque elas parecem ser alérgicas à riqueza, associando dinheiro com ganância, impureza e malevolência generalizada.
O capitalismo é visto como uma engrenagem de desigualdade e corrupção que deve ser desmantelada.
Eu costumava ter uma versão desta visão, então eu percebi o quanto ela é sedutora.
Se você é atraído pela espiritualidade, é natural desprezar o “materialismo”. Porém, na verdade, esta narrativa é muito simplista. A verdade sobre o capitalismo é complexa.
Sim, o capitalismo tem algumas desvantagens muito reais, mas, em muitos aspectos, o capitalismo tem sido uma força tremenda para o bem, estimulando a inovação maciça e tirando bilhões de pessoas da pobreza globalmente.
Em 1820, 94% das pessoas na Terra viviam na extrema pobreza. Em 2015, este número caiu para meros 9,6%, muito graças ao crescimento econômico catalisado pelo capitalismo.
Além disso, deixe-me ser direto com você novamente: não há nada de errado ao querer ganhar dinheiro. O dinheiro é uma ferramenta incrível.
Bilionários como Elon Musk e Bill Gates, que estão usando suas riquezas para ajudar o mundo de importantes maneiras, provam que o dinheiro pode ser usado para o bem ou para o mal.
Considere também os 139 bilionários e centenas de milionários que se comprometeram a doar um total de 732 bilhões de dólares para causas de caridade em suas vidas.
Na verdade, precisamos de pessoas mais compassivas para obter riqueza substancial, para que possam usá-la de forma eficaz e altruísta para melhorar o mundo.
Para esclarecer, eu sou a favor de regular/aperfeiçoar o capitalismo para fazê-lo funcionar para todos do planeta.
Por exemplo, eu acho que precisam haver regulações para proteger o meio ambiente, para prevenir abusos como grupos de interesse e captura regulatória.
Principalmente, sou a favor de um sistema econômico que incentive a inovação e o empreendedorismo, ao mesmo tempo que seja sustentável e atenda às necessidades básicas de todos.
Não tenho a certeza da melhor maneira de atingir esses objetivos elevados, mas nossas formas atuais de capitalismo estão fazendo um trabalho melhor do que muitas pessoas parecem pensar, dada a imensidão do desafio.
Eu sou totalmente a favor de um trabalho metódico e baseado em dados para aperfeiçoar e melhorar nossos sistemas econômicos, mas vamos ter certeza de perceber e reconhecer todas as coisas que o capitalismo realmente faz antes de descartá-lo.

Todos estamos aprendendo…

Eu acho que, para que os vários movimentos espirituais globais interligados sejam maximamente impactantes e úteis, eles precisam abordar seus aspectos inconscientes.
Neste ensaio, tentei iluminar alguns dos pontos cegos que parecem prevalecer na comunidade espiritual. Como eu disse, a maioria dos itens que discuti serviram para mim em um ponto ou outro.
É decididamente fácil cair em algumas das armadilhas da espiritualidade e abrigar várias crenças e comportamentos limitantes, ao mesmo tempo em que se sente como se alcançasse um nível “mais alto” de ser.
A lição aqui é que o crescimento e o aprendizado são processos intermináveis. Se você acha que não tem mais nada para aprender, provavelmente está se sabotando de várias maneiras.
Pode ser profundamente difícil admitir que por um longo tempo a pessoa estava errada ou mal orientada, mas a alternativa é muito pior.
A alternativa é uma espécie de morte espiritual e intelectual – um estado de estagnação perpétua em que a pessoa se ilude sem parar, pensando que tem todas as respostas, que alcançou a Forma Final.
Em um mundo que muda rapidamente, a aprendizagem contínua é de suma importância.
No máximo, a espiritualidade é uma força que pode ajudar a humanidade a perceber nossa identidade comum como seres conscientes, ganhar consciência ecológica, sentir-se conectado ao nosso cosmos e abordar as questões mais prementes do nosso tempo com compaixão, engenhosidade, equanimidade e o que Einstein chamou uma “santa curiosidade”.
No máximo, a espiritualidade é uma força que nos impulsiona a um futuro mais harmonioso, cooperativo e sustentável.
Um brinde ao refinamento da nossa espiritualidade coletiva e co-criação de um mundo mais bonito.
Texto traduzido pela Awebic do artigo publicado originalmente em Conscious Reminder.
Imagens: pexels.com e pixabay.com

sexta-feira, 30 de junho de 2017

AS 12 SEMENTES MAIS NOCIVAS

Sabe quais são as 12 sementes mais nocivas??


1ª) MEDO – Do ‪amanhã, dos problemas, dos desafios, da vida, das pessoas, do mal, de voltar à pratica das velhas coisas, da velha vida… o medo tem o poder de paralisar a vítima e, consequentemente, a sua vida também.



2ª) MÁGOAS  – Não quer perdoar quem te decepcionou, magoou, se acha no direito de nutrir essa mágoa no coração contra alguém ou até contra si mesmo. Guardar mágoas contra alguém é como tomar veneno e esperar que o inimigo morra. Não é inteligente, de forma alguma!



3ª) MAUS OLHOS  – Vê tudo com maus olhos, só olha para o lado negativo de si mesmo, das pessoas e das circunstâncias. Todos os maliciosos se tornam pessoas pessimistas, negativas e isoladas.



4ª) ACOMODAÇÃO  – Quer que coisas diferentes aconteçam sem fazer por onde… e o pior, deixa de fazer hoje o que está ao seu alcance. Consequentemente, quando chega o dia seguinte, nada de diferente acontece.



5ª) ORGULHO  – Não reconhece os seus erros, não está apto para ouvir, aprender, se acha o todo poderoso, autossuficiente, é arrogante. Quem pensa que sabe tudo, pode tudo, são os que no fundo não sabem e não podem nada.



6ª) REBELIÃO  – É algo devastador e a sua repercussão é extensa, de tal modo que é dos mais graves pecados cometidos até a data. Não encare a rebeldia de ânimo leve, pois ela é, nada mais, nada menos, que a desobediência direta a Deus! É a pessoa opor-se a Ele quanto à Sua Palavra, Direção, rejeitando a quem Ele constitui como o Seu porta-voz, Seu Mandamento ou um Pedido de Deus, equiparando-se ao próprio diabo. Todo rebelde é desobediente e mentiroso.



7ª) DESEJO DE VINGANÇA  – Quer que outros paguem pelo que lhe fizeram de mal ou deixaram de fazer de bem. Todo vingativo é amargurado, mas ninguém tem o direito de se vingar, pois ninguém é perfeito.



8ª) DÚVIDAS  – De si mesmo, das pessoas e de Deus, dos seus objetivos e sonhos. A dúvida tem sido o maior destruidor na História da Humanidade. Tudo se constrói crendo e tudo se destrói duvidando.



9ª) INVEJA  – Dos outros… Fica se comparando com os outros, tem baixa autoestima. Quem se compara com os outros é porque, infelizmente, não se valoriza, na realidade, não crê nos seus talentos e capacidades.



10ª) CONDENAÇÃO  – Pessoal ou de outros… Se condenar ou condenar alguém é o mesmo que lançar o seu presente, futuro e eternidade na escuridão de uma prisão.



11ª) HIPOCRISIA  – Buscando apenas a satisfação dos seus próprios interesses, fazendo tudo o que for necessário para isso… pois, quando você dá mau testemunho, não obedece, não pratica, não é justo e não prioriza a Deus sobre todas as coisas, você está vivendo uma vida hipócrita, de mentira.



12ª) INGRATIDÃO  – Com o Ser Divino, com os outros e consigo mesmo(a). Esta falta de reconhecimento do bem que lhe fizeram ou da ajuda que lhe foi concedida fará com que você também venha a ser alvo deste mesmo tipo de tratamento, gerando mais ingratidão através da sua.


Aqui está o porquê de essas sementes terem de ser arrancadas, pois as mesmas não foram plantadas pelo Espírito de Deus. E você que tem uma destas sementes, as arranque de dentro de si agora mesmo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

LENDAS DE SÃO PAULO. MENTIRAS E VERDADES.


São Paulo é cheia de mistérios e lendas

 -É verdade que o Edifício Itália é o prédio mais alto da cidade?
Mentira.O mais alto é o Edifício Mirante do Vale (também conhecido como Palácio Zarzur, na Avenida Prestes Maia), com 170 metros de altura e 50 andares. O Edifício Itália - com 160 metros e 42 andares - continua levando a fama porque foi erguido em terreno mais alto.


- É verdade que existem arranha-céus na cidade sem o 13º andar?
Verdade.Superstição comum nos Estados Unidos, alguns prédios de São Paulo também numeram o 13º andar como 14º. Portanto, o 13º, embora na prática exista, não é identificado como tal. É o caso, por exemplo, do edifício do Banco Safra na Avenida Paulista, de 1988, e da Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas (foto), inaugurada em 1999 na Marginal Pinheiros. O Novotel Jaraguá, no centro, extinguiu o andar quando foi remodelado, em 2004.

-É verdade que existe jacaré no Rio Tietê?
Mentira.No trecho que passa pela cidade, o rio tem nível de oxigênio perto de zero e índice de visibilidade nulo. Portanto, animais não conseguiriam viver em suas águas. Na década de 80, pelo menos três jacarés foram apreendidos nas margens do rio pelos bombeiros. Acredita-se que os bichos tenham sido abandonados ali por criadores. Garças, frangos-d'água, capivaras e quatis aparecem eventualmente.


-É verdade que os motoristas podem trafegar pelos corredores exclusivos de ônibus nos fins de semana?
Verdade.Das 15h de sábado às 4h de segunda-feira, carros particulares e motos podem circular livremente pelos corredores, respeitada a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora.


-É verdade que em São Paulo ainda existem índios morando em aldeias?
Verdade.Há três aldeias dentro da área do município, com um total de 1 034 indios da etnia guarani m'bya: a Jaraguá, no pico homônimo, e a Tenondê Porã e a Krukutu, no distrito de Parelheiros.

-É verdade que há um trator enterrado no gramado do Estádio da Portuguesa, no Canindé?
Mentira.É pura maldade de torcedor - dos times rivais, claro. Reza a lenda que, em 1972, quando os dirigentes da Portuguesa de Desportos terminaram de reconstruir o estádio (de 1956) e erguer arquibancadas de concreto, esqueceram um trator no meio do gramado. Como ficou impossível removê-lo pelas saídas destinadas ao público, decidiram enterrá-lo ali mesmo. Ora, pois, pura mentira!  Mas parece que foi mesmo enterrado uma betoneira!!!


-É verdade que maio é o mês em que mais ocorrem casamentos em São Paulo ?
Mentira.De acordo com o IBGE, o mês que lidera as uniões dos noivos paulistanos é dezembro. O último levantamento, de 2004, revela que maio, o mês das noivas, ficou na sétima colocação, com 4 541 casamentos, contra 6 700 em dezembro. Agosto, com sua má fama, apareceu no fim do ranking (2 822 matrimônios).

-É verdade que o uso de celular em postos de gasolina pode acarretar multa de 530 reais?
Verdade.Até hoje, entretanto, nenhum paulistano foi multado. O valor está previsto em lei municipal, de autoria do vereador Wadih Mutran (poderia ser Mutreta), que proíbe desde 2002 o uso de celulares em postos de gasolina devido ao risco de provocar explosões. "Isso é uma grande bobagem", diz o engenheiro eletrônico Paul Jean Etienne Jeszensky, especialista em telefonia digital da Escola Politécnica da USP. "Você já viu alguém entrar no posto empurrando o carro? O motor em funcionamento produz muito mais faísca do que a bateria do celular."


-É verdade que casais são proibidos de se beijar no bar Léo?
Verdade.Instalado desde 1940 na esquina das ruas Aurora e dos Andradas, no centro, o bar conhecido pela excelência de seu chope só passou a aceitar a entrada de mulheres desacompanhadas nos anos 70. Até hoje, proíbe que casais se beijem em suas dependências. Quando isso acontece, um funcionário vai até a mesa e chama a atenção dos clientes. "Porque começa assim, e, dali a pouco, a mulher já está no colo do rapaz", diz o encarregado da gerência, João Dantas. Agora a Brahma assumiu o controle do Bar do Leo e o chope deixou de ser falsificado e nem ligam mais para os beijinhos!

-É verdade que o distrito de Parelheiros está sobre uma cratera feita pela colisão de um meteorito?
Verdade. Cerca de 35 000 paulistanos moram dentro de um buraco de 3,6 quilômetros de diâmetro e 150 metros de profundidade. Localizada logo ao sul da Represa Billings, no extremo sul da mancha urbana, essa cratera foi criada com o impacto de um meteorito aproximadamente 40 milhões de anos atrás. "É um dos principais patrimônios geológicos do país", diz o geólogo Fábio Resende, que há sete anos faz pesquisas no local. "Ali, ainda existem sedimentos que contêm traços do próprio meteorito."


-É verdade que existe uma mulher que ganha a vida vendendo troco na feira?
Verdade.Uma senhora que se identifica como "Valquíria" passa por volta das 7 da manhã pelas barracas de diversas feiras da cidade oferecendo maços de 97 reais divididos em notas de 1, 2 e 5 reais. Deixa o dinheiro com os feirantes que precisam de troco e volta algum tempo depois para receber 100 reais. Tem, portanto, um lucro de pouco mais de 3% em cada operação. "Consigo dinheiro trocado com cobradores em pontos de ônibus e vendedores ambulantes", conta Valquíria, que não revela o sobrenome por medo de assalto. "Já fui roubada cinco vezes."

-É verdade que existem mais ratos do que pessoas em São Paulo ?
Verdade.Quase quinze vezes mais. De acordo com uma estimativa de 2005 do Centro de Controle de Zoonoses, há na cidade 160 milhões de ratos - e 10,9 milhões de pessoas. O fenômeno existe também em outras metrópoles, embora em proporção menor. Em Nova York, o índice é de sete roedores por habitante; em Londres, de três para um.  Alguns desses ratos paulistas se dedicam a politica!!!


-É verdade que mais de 10 000 pessoas moram na Avenida Paulista?
Verdade.De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação, cerca de 12 mil pessoas vivem em seus dezoito edifícios residenciais. Considerada o coração financeiro do país, a avenida conta com 67 prédios comerciais.

-É verdade que o rádio do carro não pega na região da Avenida Paulista por causa da quantidade de antenas ali localizadas?
Em termos.A sintonia de uma estação de rádio depende de dois fatores: potência de transmissão e qualidade do aparelho receptor. "Como a Paulista está cheia de emissoras, as estações menos potentes sofrem muita interferência e são prejudicadas", explica Antonio Fischer de Toledo, engenheiro de telecomunicações da USP. "Os rádios dos carros, que geralmente não são muito bons, nem sempre conseguem separar de modo adequado as freqüências, por causa da proximidade com as antenas." Somente de emissoras de rádio, há oito antenas na avenida.


-É verdade que os cães apreendidos pela carrocinha viram sabão?
Mentira.Acredita-se que tal lenda tenha surgido porque a gordura animal (principalmente de boi) costuma servir de matéria-prima na fabricação de sabão em pedra. "Essa história é ridícula", afirma o biólogo Hildebrando Montenegro, do Centro de Controle de Zoonoses. "Cães nunca foram usados para isso. » " Os cerca de quarenta cães e gatos apreendidos por dia pelas oito carrocinhas paulistanas ficam por três dias úteis à espera do dono. Se não aparecer ninguém para resgatá-lo, o bicho é encaminhado para adoção ou sacrificado (com uma injeção letal). Em seguida, incinerado.

-É verdade que a anã Verônica, uma das atrações do Circo Roda Brasil, é filha do cantor Nelson Ned?
Verdade.Verônica Ned - que não revela a altura, assim como algumas pessoas não contam a idade - integra a equipe do Circo Roda Brasil, em exibição no Memorial da América Latina. Segundo o site do próprio Memorial, ela mede 90 centímetros , ou 22 a menos que seu pai. "Estou realizada porque aqui posso mostrar todo o meu talento", diz a artista, que faz acrobacias, participa de um número de palhaços, dança e canta muito bem. Com 30 anos, ela é a caçula de três filhos, também anões. Nelson Júnior é baterista de uma banda de jazz e Monalisa, fonoaudióloga.


-É verdade que há bichos-preguiça no Jardim da Luz?
Verdade.São quatro - três machos e uma fêmea. "É difícil vê-los porque ficam escondidos no topo das árvores", diz a veterinária Vilma Clarice Geraldi, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. "Muitas vezes precisamos recorrer a binóculos." Os machos nasceram ali, descendentes de um grupo de preguiças que vive no parque desde o fim do século XVIII. Já a fêmea foi trazida em outubro do ano passado. "Suspeitamos que ela já esteja prenhe." Portanto, quatro bichos-preguica ficam no topo das arvores e outras centenas deles passam horas sentados nos bancos do Jardim da Luz.

-É verdade que São Paulo é a maior cidade japonesa fora do Japão?
Verdade.A população de japoneses e seus descendentes, apenas  na capital, é estimada em 400.000 pessoas, segundo o Ministério de Negócios Estrangeiros do Japão. É a maior colônia nipônica fora do Japão. Atrás vêm as comunidades de Los Angeles e Honolulu (no Havaí), com cerca de 100 000 pessoas cada uma. Uma pesquisa realizada pelo DATAFOLHA em 2010 revelou que 93% dos imigrantes japoneses e seus respectivos descendentes torcem pelo Corinthians.


-É verdade que dá para ver o mar sem sair de São Paulo?
Verdade.Quem enveredar por uma das trilhas do Parque Estadual da Serra do Mar, em Marsilac, no extremo sul do município, a 55 quilômetros da Praça da Sé, pode avistar o mar de Itanhaém. "Dá para ver a olho nu", diz a presidente da Associação de Moradores do Distrito de Marsilac, Maria Lúcia Cirillo. "Se o dia estiver claro, conseguimos observar até os prédios da cidade e algumas embarcações maiores."

-É verdade que os radares fotográficos instalados nos semáforos não multam à noite?
Verdade.São cinquenta equipamentos posicionados nos cruzamentos mais movimentados de São Paulo foram comprados pela prefeitura na década de 90 e não têm flash. Ou seja, só funcionam de dia. A Companhia de Engenharia de Tráfego, no entanto, informa que não há salvo-conduto para quem cruza os semáforos à noite. Se um marronzinho flagrar a infração, o motorista será autuado com uma multa gravíssima (191,54 reais e 7 pontos na carteira de habilitação). Cuidado, o DSV instalou recentemente diversos radares "inteligentes" que, dentre outras coisas,  funcionam a noite.


-É verdade que existem edifícios residenciais em Higienópolis nos quais os elevadores ficam parando em todos os andares do anoitecer da sexta ao anoitecer do sábado?
Verdade.O mecanismo está instalado em elevadores de pelo menos dez prédios da região. Ele serve para que os judeus ortodoxos possam usar os elevadores sem desrespeitar o Shabat - dia considerado sagrado, que vai do pôr-do-sol de sexta ao início da noite de sábado, no qual o mínimo esforço de apertar um botão deve ser evitado. "A tecnologia propicia essas adaptações à vida moderna, facilitando o cumprimento dos preceitos", diz Cecilia Ben David, especialista em judaísmo da Casa de Cultura de Israel. "Em Tel-Aviv, isso já é bem comum."  Os baianos tambem querem algo parecido!!!

-É verdade que se uma pessoa cair no Rio Tietê morrerá intoxicada?

Em termos.O rio é fiel depositário de detritos de São Paulo e de outras 38 cidades da região metropolitana. "Com sorte, quem cair em suas águas pode pegar somente cólera, hepatite ou leptospirose", diz o biólogo. José Luiz Negrão Mucci, do departamento de saúde ambiental da USP. O risco de intoxicação é altíssimo, pois o Tietê está poluído por metais pesados e substâncias tóxicas como cianetos. "Mas, se receber tratamento médico adequado, a vítima possivelmente sobreviverá."



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