Frases soltas por aí... no mundo!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A sensatez de Herbert Viana...



Essa pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando se vê...

Um lembrete de Mário Quintana


'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.


Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais.'

Mário Quintana


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Por quem dobram os sinos da ação social?

O Brasil é ainda hoje uma sombra bem distante do país que queremos. Ano a ano, os problemas se somam e não se subtraem. O modelo político se mostra cada vez mais impotente quebrar os paradigmas da indignação geral, caracterizado ainda como a prática do benefício para poucos ao invés do atendimento para a sociedade como um todo. Por sua vez, também, o cenário econômico patina ainda na incerteza do desafio de caminhar em terra firme do desenvolvimento, mas com cuidados intrínsecos quanto aos ajustes necessários da balança comercial, da inflação e da dívida interna. Os tempos, assim, vão transformando cada vez mais nossas atitudes e os valores desta sociedade, que insiste ainda em acreditar que é possível obter o mínimo de qualidade de vida para nossa população. E então, de papéis trocados, entra em cena a visão social empreededora dos empresários. Cansados de perceber que o Estado não tem perfil para desenvolver ações sociais permanentes, um contigente cada vez maior de empresas resolveu arregaçar as mangas e fazer a sua parte com absouta competência nesta questão.

Com o desenvolvimento de projetos locais socialmente responsáveis, as organizações estão agindo no ponto certo da transformação e inclusão social, resgatando valores humanos e morais com resultados extraordinários. Como ocorre também em países desenvolvidos, a atitude voluntária da empresa ganha força e tem tido destaque. Mais ainda, o mercado está percebendo que empresas-cidadãs são mais preparadas para o desafio da competitividade, valorizando sua imagem institucional.

Empresas éticas, voltadas para as comunidades com as quais interagem, são claramente distinguidas pelo consumidor, que as reconhece, as valoriza e a elas se fideliza. Isto já é perfeitamente constatável. No mês de abril deste ano, por exemplo, a Revista Fortune escolheu as 10 mais admiradas empresas americanas. Democraticamente e sob o impulso de milhares de votos, elas foram eleitas com base em 8 requisitos macro-administrativos de avaliação do seu desempenho. Um destes requisitos era o da Responsabilidade Social.

No Brasil, parece que estamos começando a perceber estes novos tempos. Este novo século aprofundará as marca sociais se nada de concreto for feito. Em contrapartida, as empresas estão sentindo o espaço certo de contribuírem, com programas sociais, nos mais variados setores de relacionamento com a comunidade. São pequenas, médias e grandes organizações, são os funcionários-voluntários, são as ONG´s sociais que se multiplicam, são premiações e distinções colocads para o bem comum, como incentivos extraordinários. Estas organizações, verdadeiras agentes-sociais de mudança, são o exemplo vivo de que é possível crescer socialmente em criatividade e amor ao próximo. A alma da empresa se ajustou claramente com o espírito social, fazendo, sem dúvida, a diferença positiva e multiplicadora para uma gente carente que vê, nestas ações, o seu renascer e o seu futuro, com um mínimo de dignidade.

Estamos, de forma construtiva, fazendo a nossa parte. Que estas atitudes sirvam realmente de exemplo e estímulo para que entidades, empresas e até o governo percebam, de vez, que somente depende de cada um dar o passo certo e rápido para o resgate social do nosso país.

prof. Lívio Giosa

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

OS NEOCARETAS


Geysi tem 20 anos, carnes fartas e - suprema arrogância - gosta de si a ponto de usar um vestido vermelho e curto, deixando de fora um bom naco das coxas generosas. E vai vestida assim para a escola, justificando-se:

- Depois da aula vou numa festa.

Convenhamos: não é de bom tom ir à aula de minissaia, qualquer que seja a cor, certo? Pode provocar tumulto. E foi exatamente o que aconteceu neste ano de 2009 do novo milênio. Além de usar a minissaia, Geysi subiu a rampa que dá acesso às salas de aula... E alguém sentiu-se incomodado com o vestido e as coxas da moça e falou para outro alguém, que também se incomodou. Outros alguéns compartilharam da incomodação e começaram a xingar a moça, juntando mais gente e encurralando-a numa sala de aula da universidade Uniban, em São Bernardo, SP.
Foi necessário que a polícia fosse chamada para Geysi ser retirada do local em segurança, vestindo um jaleco branco sobre o vestido escandaloso.

Pelas cenas, calculei que umas 300 pessoas estiveram envolvidas na confusão. Tenho certeza de que pelo menos 270 estavam no tumulto pelo tumulto. Queriam fazer algazarra, tirar fotos e participar da bagunça. Mas alguns estavam realmente irados e dispostos a dar um corretivo na moça que ousou usar uma minissaia na escola.

O ser humano em grupo é um perigo. Perde o senso do ridículo, o medo, a capacidade de usar a lógica e é capaz de cometer as maiores barbaridades. É assim com as torcidas organizadas, nas brigas na balada, e com aqueles grupos de jovens que destroem os orelhões.

Em grupo, somos irracionais.

E ali, dentro de uma universidade, local que tradicionalmente chama a si a vanguarda pelas "lutas democráticas", assistimos a uma demonstração de intolerância, brutalidade e estupidez como há muito não se via. Provavelmente a maioria dos "defensores da moral e bons costumes" eram garotos e garotas que não veem mal em dançar aqueles funks com letras pornográficas, navegar por sites de sacanagem, dar audiência para a mulher melancia - que mostra o útero em rede nacional de televisão - ou consumir algumas substâncias pra "ficar mais alegre". Essa gente tão liberal ficou zangada com o vestido da Geysi. E decidiu partir para a porrada.

E o Brasil conheceu a versão atualizada dos cara-pintadas: os neocaretas.

Parece que apenas um professor defendeu a garota. Ninguém mais. Até dá para entender: o medo de apanhar pode ter espantado os defensores habituais... Mas e depois? Cadê as declarações estridentes daquelas ONGs que defendem a mulher? Cadê as ameaças daqueles grupos que se mobilizam pelos direitos humanos? Cadê a pastoral do bairro? Ninguém se manifestou.

Geysi está só.

Geysi Arruda é a Geni do novo milênio. Mas, diferente da Geni da música de Chico Buarque, não sofre preconceito por ser prostituta. O mal de Geysi é ser loira. Ter olhos claros. Não ser miserável. Não ser negra. Não ser homossexual. Não ser bolsista pelo sistema de cotas.

O pecado de Geysi é não defender alguma bandeira "dos oprimidos".

No Afeganistão, ela teria sido apedrejada.

Ainda chegaremos lá.

Luciano Pires

Biscoito de polvilho Globo

A praia do carioca começa na Lapa



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São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito anos, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.

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– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

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– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.

- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

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Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.

– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

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Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
– A carcaça já calejou com esse horário.

Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

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– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.

Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.

Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.

Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

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Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou "me engana que eu gosto":
– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lar doce Lar



A casa é um reflexo da família, da memória, dos conflitos, das festas, do silêncio, da música, dos risos e lágrimas que foram tecidos no cotidiano.
Cuidar da casa é cuidar de si e de sua tribo. Renovar a casa é renovar á si e a sua tribo. Além do vento e da água, que são os espíritos que vivificam a casa; o fogo do clima das pessoas e a terra da presença cotidiana forjam as qualidades de um lar.
Um corpo coletivo e individual, pois cada um tem o seu espaço, o seu jeito e as suas preferências, em uma casa.
Templo sagrado de repouso e de atividade, que acolhe e renova as energias de seus moradores, que alimenta e inspira, a casa deve ser reconhecida como a base física de sustentação da harmonia de um indivíduo ou grupo!
Kaká Wera

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PACIÊNCIA



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...

E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado.

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.



A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar?


Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...


O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA
HUMANA...



O Destino decide quem você encontra na vida... Suas atitudes decide quem fica.


Arnaldo Jabor

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aprecie a viagem: não há bilhete de volta!


Pontos de vista de George Carlin sobre envelhecer!

SE VOCÊ NÃO LER ISTO ATÉ O FINAL, TERÁ PERDIDO UM DIA EM SUA VIDA.



Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças?

Se você tem menos de 10 anos, você está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações.


Quantos anos você tem? Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!


Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura.


Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente.


Qual é sua idade? Eu vou fazer 16!


Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!


E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia: VOCÊ ESTÁ FAZENDO 20 e Uhuuuuuuu!


Mas então você se torna 30. Ooooh, que aconteceu agora?


Isso faz você soar como leite estragado! Êle se tornou azedo; tivemos que jogá-lo fora.
Não tem mais graça agora, você é apenas um bolo azedo. O que está errado?
O que mudou?

Você completa 21, você se torna 20, aí você está empurrando 40... Putz! Pise no freio, tudo está derrapando!

Antes que se dê conta, você chega aos 50 e seus sonhos se foram. Mas, espere! Você alcança os 60. Você nem achava que poderia!

Assim, você completa 21, você se torna 30, você empurra os 40, você chega aos 50 e alcança os 60. Você pegou tanto embalo que bate nos 70!

Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia; Estarei batendo aí na 4ª· feira! Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; você bate no lanche, a tarde se torna 4:30; você alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui.


Entrado nos 90, você começa a dar marcha à ré; Eu tinha exatos 92. Aí acontece uma coisa estranha. Se VOCÊ passa dos 100, você se torna criança pequena outra vez. 'Eu tenho 100 e meio!'


Que todos vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!






COMO PERMANECER JOVEM: 

  • Livre-se de todos os números não-essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que você os paga.
  • Mantenha apenas os amigos alegres.
  • Os ranzinzas só deprimem.
  • Continue aprendendo... Aprenda mais sobre o computador, ofícios, Jardinagem, seja o que for, até radio amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. Uma mente inativa é a oficina do diabo. E o sobrenome de família diabo é ALZHEIMER !!!
  • Aprecie as coisas simples. Ria sempre, alto e em bom som! Ria até perder o fôlego.
  • Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.
  • Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio. 
  • Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. 
  • Se estiver instável, melhore-a. 
  • Se estiver além do que VOCÊ possa fazer, peça ajuda. 
  • Não 'viaje' às suas culpas. 
  • Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde VOCÊ tiver enterrado as suas culpas.
  • Diga às pessoas a quem VOCÊ ama que VOCÊ as ama, a cada oportunidade. 





E LEMBRE-SE SEMPRE:

  • A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.
  • Se VOCÊ não mandar isso para pelo menos 8 pessoas; quem se importa? 
  • Mas compartilhe isto com alguém. Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia!
  • A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando:
               - 'PUTZ, QUE VIAGEM!'
               - VIVA SIMPLESMENTE,
               - AME GENEROSAMENTE,
               - IMPORTE-SE PROFUNDAMENTE,
               - FALE GENTILMENTE, DEIXE O RESTO PARA DEUS.

"Para ver quantos amigos tem, dê uma festa. Para saber a qualidade deles, fique doente."
"Perdoar é restaurar a pessoa à mesma posição que ela ocupava antes em seu coração."



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Felicidade Realista


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados,queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Autoria de Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O permanente e o provisório.


O casamento é permanente, o namoro é provisório.
O amor é permanente, a paixão é provisória.
Uma profissão é permanente, um emprego é provisório.
Um endereço é permanente, uma estada é provisória.
A arte é permanente, a tendência é provisória.
De acordo? Nem eu.

Um casamento que dura 20 anos é provisório. Não somos repetições de nós mesmos, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem, anteontem, já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem pra agora, hoje é o meu dia, nenhum outro.





Amor permanente... como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, nossos achaques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro da nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro.




Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta, a vontade se impõe – até que o tempo vire.

Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível.


Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós.




domingo, 6 de setembro de 2009

DESAPEGO


Não adianta "fecharmos as cortinas da janela da alma" a fim de levarmos uma vida de sonhos - repleta de pensamentos e vazia de experiências - , atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um "desapego defensivo", ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.




Denominamos "desapego defensivo" o mecanismo de fuga da realidade utilizado, de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento auto-imposto proveniente do medo de amar, ou mesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou idéias e de serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e de submissão fora do próprio controle.


   Esse "desapego de proteção" tem como base profunda um processo mental ativado tão logo o indivíduo perceba algo ou alguém que tenha grande significado para ele, e que, se o perdesse, seria muito doloroso. Ele adota uma atitude de contenção dos sentimentos e se isola com indiferença e desprezo diante do seu mundo sensível.

Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura íntima o seguinte pensamento: "eu não me importo", quer dizer, "não abro as portas do meu sentimento". (Aliás, a palavra "importar" vem do latim importare - "trazer para dentro" ou "trazer para si"). Assim, ele não se sentirá frustrado ou ameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter atingido um "real desapego", quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou seja, restringe e mutila a vida ativa.



Por outro lado, o "desapego saudável" é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e uma expansão da consciência, enquanto a experiência defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios, envolvidas que estão por uma atmosfera de falsa renúncia e altruísmo.

É considerada pelos Espíritos Superiores como "duplo egoísmo" a atitude de certos "homens que vivem na reclusão absoluta para fugir do contato do mundo".

Não podemos nos esconder atrás de valores sagrados para camuflar conflitos de caráter afetivo, sexual, profissional, cultural, religioso - isso é escapismo.
Enfim, uma deserção da participação social é, na verdade, um fenômeno retardatário do amadurecimento psicológico. Esse tipo de desapego, que parece ter como motivo um imenso desprendimento por bens materiais ou pessoal, comprova, acima de tudo, ser apenas um desejo de fuga ou um receio proveniente do egoísmo.

Uma atitude auto-imposta por dúvidas e desconfiança, insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e nos desvia do dinamismo evolutivo da Vida Providencial. Não adianta "fecharmos as cortinas da janela da alma" a fim de levarmos uma vida de sonhos - repleta de pensamentos e vazia de experiências -, atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um "desapego defensivo", ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.



As criaturas do mundo estão cheias de fictícios desapegos que, na realidade, reduzem a visão da verdadeira espiritualidade, dificultando as muitas maneiras de despertar as potencialidades da alma.

Diz-se que um indivíduo "apegado" é indeciso e inerte, porque perdeu a conexão consigo mesmo; não sabe mais o que quer para si, não mais navegava os mares nem desbravava os continentes de seu reino interior - desviou-se de sua rota existencial.

Disse Jesus: "Em verdade, em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto. Quem ama a sua vida a perde e quem odeia a sua vida neste mundo guardá-lá-á para a vida eterna".

O entendimento das palavras do Mestre pode nos libertar do sofrimento a que nos arremessou o apego.



O "amar a vida" ou "odiar a vida" a que Cristo se refere é, exatamente, o despertar ou a conscientização de que as coisas vêm e vão na nossa existência, e que é preciso adotar a prática do desapego em relação a elas. O apego é a memória da "dor" ou do "prazer" passado, que carregamos para o futuro. Atrás de cada sofrimento existe um apego.

"Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto".
Eis a excelência da mensagem: tudo em nossa vida terrena é transitório, vai passar; vai mudar e ir além... Os "grãos de trigo" vão tomar uma nova feição - se transformarão num imenso trigal e, mais adiante, se converterão na prodigalidade do alimento generoso.

Apego é a não-aceitação da impermanência das coisas. Na Terra nada se perpetua, somente a alma é imortal".

Do livro OS PRAZERES DA ALMA


sábado, 5 de setembro de 2009

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA.


SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos:
OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase;
é o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.


Diante
do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões... Se souber de algum, acrescente e passe adiante.

  1. ANOTARAM A DATA DA MARATONA
  2. ASSIM A AIA IA A MISSA
  3. A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
  4. A DROGA DA GORDA
  5. A MALA NADA NA LAMA
  6. A TORRE DA DERROTA
  7. O CÉU SUECO
  8. O GALO AMA O LAGO
  9. O LOBO AMA O BOLO
  10. RIR, O BREVE VERBO RIR
  11. A CARA RAJADA DA JARARACA
  12. SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
  13. ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
  14. O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
  15. LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL.


SABEM O QUE É TAUTOLOGIA?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem.
Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.
Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:


- elo
de ligação
- acabamento
final
- certeza
absoluta
- quantia
exata
- nos dias 8, 9 e 10,
inclusive
- juntamente
com
-
expressamente proibido
- em duas metades
iguais
- sintomas
indicativos
- há anos
atrás
- vereador
da cidade
-
outra alternativa
- detalhes
minuciosos
- a razão é
porque
- anexo
junto à carta
- de sua
livre escolha
- superávit
positivo
-
todos foram unânimes
- conviver
junto
- fato
real
- encarar
de frente
- multidão
de pessoas
- amanhecer
o dia
- criação
nova
- retornar
de novo
- empréstimo
temporário
- surpresa
inesperada
- escolha
opcional
- planear
antecipadamente
- abertura
inaugural
-
continua a permanecer
- a
última versão definitiva
-
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer
em pessoa
- gritar
bem alto
- propriedade
característica
-
demasiadamente excessivo
- a seu critério
pessoal
- exceder
em muito

Note que todas essas repetições são dispensáveis.

Por exemplo, 'surpresa inesperada'.

Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.


Palavras mais buscadas...

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