Frases soltas por aí... no mundo!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Carta Aberta para Renato Aragão sobre Criança Esperança!

Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.

Vale a pena conferir o depoimento dessa mulher....

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você.

São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta. Se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos.

Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e te garanto que trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem!

Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: - pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos.

Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece.

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "'minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença.

Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias. Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.

Minha doação mensal já é muito grande! Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo?

Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.

Melhorar os salários desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa receber um lanche, desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.

PS-1: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: - vou rasgá-la antes de abrir.

PS-2: Aos que doaram para o Criança Esperança: - Fiquem sabendo que, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: - essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS-3: E o dinheiro da CPMF que pagamos durante 11(onze) anos? Melhorou alguma coisa na educação e na saúde durante esses anos?

BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estarei ficando louco (louca?!?!) ou será só o stress??


1. Você acidentalmente tecla sua senha no microondas.

2. Há anos não joga paciência com cartas de papel.

3. Você tem uma lista de 15 números de telefone para falar com sua
família de 3 pessoas.


4. Você envia e-mail para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.


5. A razão porque você não fala há tempos com muitos de sua família é desconhecer seus endereços eletrônicos.

6. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o
ajude a desembarcar as compras.

7. Todo comercial de TV tem um site indicado na parte inferior da tela.

8. Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 ou
30 anos, você fica apavorado e volta buscá-lo.

10. Você levanta pela manhã e liga o computador antes de tomar o café.

11. Como a carinha do Msn, você vira a cabeça de lado para sorrir : )

12. Você não sabe o preço de um envelope comum.

13. Para você ser organizado significa, ter vários bloquinhos
de 'Post-It' de cores diferentes.

14. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e
ainda por cima ri sozinho...).


15. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular!!).

16. Você digita o '0' para telefonar de sua casa.

17. Você vai ao trabalho quando ainda está escuro, volta para casa
quando já escureceu de novo.

18. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu
coração que parou.

19. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.

21. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou
que a lista não tem o número 9.

21. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número.


22. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO ...

23. Você já está pensando para quem você vai enviar esta
curiosidade...

24.
Provavelmente agora você vai 'Encaminhar' essa curiosidade... é a vida... fazer o que... foi o que eu fiz também... rssssssss ...
Tenha dias maravilhosos
!!!!!!!!!

praticamente uma lei na vida que, quando uma porta se fecha para nós, outra se abre. A dificuldade está em que, frequentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu."
(Andrew Carnegie - Empresário Escocês, 1835-1919)

Signos, a apresentação definitiva... será?



'Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão' - Fernando Pessoa

ÁRIES . O Diabo de Desafio Enérgico. Aventureiro e espontâneo. Confiante e
entusiástico. Divertido. Ama um desafio. EXTREMAMENTE impaciente. Às vezes
egoísta. Fusível curto (enfurece facilmente). Vivido, inteligência
apaixonada e afiada. Gosta de sair. Perde interesse depressa - facilmente
entediado. Egoístico. Corajoso e afirmativo. Tende a ser físico e atlético.

TOURO - O Resistente. Que encanta, mas agressivo. Podem parecer enfadonhos,
mas não são. Trabalhadores duros. Amável. Forte, tem resistência. Seres
sólidos e estáveis e seguros dos modos deles/delas. Não procuram atalhos.
Orgulhosos da beleza deles/delas. Pacientes e seguros. Fazem grandes amigos
e dão bons conselhos. Bom coração. Amam profundamente - apaixonados.
Expressam-se emocionalmente. Propenso a temperamentos e acessos de raiva
ferozes. Determinado. Cedem aos seus desejos frequentemente. Muito generoso.

GÊMEOS - O Tagarela. Inteligente e engenhoso. Parece estar sempre de saída,
muito falador. Vivo e enérgico. Adaptável mas com necessidade de se
expressar. Argumentativo e franco. Gosta de mudança. Versátil. Ocupado, mas
às vezes nervoso e tenso. Fofoqueiros. Pode parecer superficial ou
incoerente. Mas só é sujeito a mudança. Bonito fisicamente e mentalmente.

CÂNCER - O Projetor Mal-humorado. Emocional. Pode ser tímido. Muito amoroso
e gentil. Bonito. Sócios excelentes para vida. Projetor. Inventivo e
imaginativo. Cauteloso. Tipo de pessoa sensível. Necessidade de ser amado
pelos outros. Magoa-se facilmente, mas simpático.

LEÃO - O Chefe. Muito organizado. Precisa de ordem nas vidas deles/delas -
como estar em controle. Gosta de limites. Tende a assumir tudo. Mandão.
Gosta de ajudar os outros. Social e gosta de sair. Extrovertido, generoso,
amável. Sensível. Energia criativa. Confiantes neles próprios. Bons amantes.
Fazer a coisa certa é importante para Leão. Atraente.

VIRGEM - O Perfeccionista. Dominante em relações. Conservador. Sempre quer a
última palavra. Argumentativo. Preocupado. Muito inteligente. Antipatiza com
barulho e caos. Ansioso. Trabalhador. Leal. Bonito. Fácil falar. Difícil de
agradar. Severo. Prático e muito exigente. Frequentemente tímido.
Pessimista.

LIBRA - O Harmonizador. Agradável a todo o mundo que se encontra com eles.
Indeciso. Tem uma atração própria sem igual. Criativo, enérgico e muito
social. Odeia estar só. Calmo, generoso. Muito amoroso e bonito. Gosta de
flertar. Cede muito facilmente. Tende a deixar para depois. Muito crédulo.

ESCORPIÃO - O Intenso. Muito enérgico. Inteligente. Pode ser ciumento e/ou
possessivo. Trabalhador. Grande beijador. Pode ficar obsessivo ou reservado.
Guarda rancor. Atraente. Determinado. Amores que estão em relações longas.
Falador. Romântico. Pode ser às vezes egocêntrico. Apaixonado e emocional.

SAGITÁRIO - O Otimista. Agradável. Irrefletido. Não quer crescer (Peter Pan
Síndrome). Favorece o ego. Orgulhoso. Gosta de luxos e jogar, social e gosta
de sair. Não gosta de responsabilidades. Frequentemente fantasia.
Impaciente. Divertido estar ao seu redor. Tem muitos amigos. Coquete e gosta
de flertar. Não gosta de regras. Às vezes hipócrita. Antipatiza com espaços
limitados ou apertados ou até mesmo roupas apertadas. Não gosta que duvidem
dele. Bonito por dentro e por fora.

CAPRICÓRNIO - O Paciente. Pessoa agressiva e sábia. Prático e rígido.
Ambicioso. Tende a estar bonito. Humorístico e engraçado. Pode ser um pouco
tímido e reservado. Frequentemente pessimistas. Capricórnio tende a agir
antes de pensar e podem ser às vezes pouco amigáveis. Guarda rancor. Gosta
de competição. Obtém o que eles querem.

AQUÁRIO - O Amado. Otimista e honesto. Doce personalidade. Muito
independente. Inventivo e inteligente. Amigável e leal. Pode parecer não
emotivo. Pode ser um pouco rebelde. Muito teimoso, mas original e sem igual.
Atraente no lado de dentro e fora. Personalidade excêntrica.

PEIXES - O Sonhador Generoso. Bom coração e pensativo. Muito criativo e
imaginativo. Pode ficar reservado e vago. Sensível. Não gosta de detalhes.
Sonhador e irreal. Simpático e amoroso. Tipo desinteressado. Bom beijador.
Bonito.

sábado, 8 de agosto de 2009

A ARTE DE ENVELHECER



Conta um jovem universitário que no seu primeiro dia de aula o professor se apresentou e pediu que todos procurassem conhecer alguém que ainda não conheciam. Ele ficou de pé e olhou ao redor, quando uma mão lhe tocou suavemente o ombro. Deu meia volta e viu uma velha senhora, cujo sorriso lhe iluminava a face.
Ela lhe falou sorrindo: Oi, gato. Meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso lhe dar um abraço?
O moço sorriu e respondeu com entusiasmo: claro que pode!
Ela lhe deu um abraço bem forte.
Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente? Perguntou-lhe o rapaz.
Rindo, ela respondeu: estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos e, logo me aposentar e viajar.
Eu falo sério, disse seu jovem colega. Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade.
Rose respondeu gentil: sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter.
Depois da aula ambos caminharam juntos por longo tempo e se tornaram bons amigos.
Todos os dias durante os três meses seguintes saíam juntos da classe e conversavam sem parar.
O jovem universitário estava fascinado em escutar aquela "máquina do tempo". Ela compartilhava com ele sua sabedoria e experiência. Durante o curso, Rose se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer que fosse. Gostava de se vestir bem e se alegrava com a atenção que recebia dos outros estudantes.
Ao término do último semestre, Rose foi convidada para falar na festa de confraternização. Naquele dia ela deu a todos uma lição inesquecível. Logo que a apresentaram ela subiu ao palco e começou a pronunciar o discurso que havia preparado de antemão. Leu as primeiras frases e derrubou os cartões onde estavam seus apontamentos.
Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:
Desculpem que esteja tão nervosa. Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem. Assim, permitam-me, simplesmente, dizer-lhes o que sei. Enquanto todos riam, ela limpou a garganta e começou:
Não deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar.
Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar.
Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias.
Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.
Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!
Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos.
Se eu tenho oitenta e sete anos e fico por um ano sem fazer nada de útil, completarei oitenta e oito anos.
Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecer encontrando sempre a oportunidade na mudança.
Não me arrependo de nada. Nós, de mais idade, geralmente não nos arrependemos do que fizemos mas do que não fizemos. E, por fim, os únicos que temem a morte são os que têm remorso.
Terminou seu discurso cantando "A rosa". Pediu a todos que estudassem a letra da canção e a colocassem em prática em suas vidas. (Não me pergunte de quem é, ou, que música é esta porque não saberei dizer-te)
Rose terminou seus estudos e, uma semana depois da formatura, morreu tranquilamente enquanto dormia.
Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou, com seu exemplo, que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode e deve ser.
O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem. Afinal, envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional.
Pense nisso!

escrito pelo amigo Antônio Leão

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dom Quixote na contramão



As aventuras de Dom Quixote, narradas por Miguel de Cervantes, poderiam representar a saga das organizações que atuam no Terceiro Setor. Basta comparar as lutas intermináveis do herói contra os moinhos de vento com as batalhas burocráticas também intermináveis das instituições filantrópicas com o poder do Estado constituído para poderem trabalhar em prol da sociedade. O engraçado de tal comparação é que, na medida em que se analisa a estrutura de sociedades consolidadas, do ponto de vista democrático, todo esse processo é inverso.

Os responsáveis pela condução do processo social estimulam a expansão de entidades vinculadas ao Terceiro Setor, pois reconhecem o seu valor e os benefícios do fortalecimento da presença da sociedade civil nas parcerias entre o governo e a iniciativa privada. No entanto, em terras tupiniquins, parceria entre público e privado é apenas um discurso inflamado em palanques prevendo a próxima eleição.

Pode parecer que esse tipo de argumento seja uma lamentação sem fim! Claro que não é isso que se pretende. Mas não podemos perder o conjugado da história e devemos fazer jus à memória de todos aqueles que trabalharam na busca de um ideal de sociedade. Instituições que foram construídas, simplesmente, a partir do sonho de se viver em um lugar melhor; onde conceitos como dignidade da pessoa humana, liberdade, justiça, igualdade, garantias jurídicas, valor social do trabalho e da livre iniciativa, entre outros, não foram apenas princípios fundamentais da Constituição.

Instituições que desempenharam por centenas de anos o papel que é do Estado, de suprir serviços à população nas áreas de educação, saúde e assistência social, agora são estigmatizadas. Onde a força do poder público era inoperante, lá estavam as instituições filantrópicas para contribuir com o amparo aos mais necessitados. Mas agora as coisas mudaram e todas são chamadas de "pilantrópicas". O que antes era um título, agora tornou-se sinônimo de corrupção. Será porque tais entidades não se rendem aos encantos de um governo estatizante? Pois a voracidade de arrecadação não se justifica.

Basta fazer os cálculos adequados, retirando os sofismas apresentados, e logo se percebe que o custo-benefício da preservação de tais organizações é de ganho imenso para os cofres do governo.

As instituições sérias não procuram nenhum tipo de favorecimento junto ao governo. Querem apenas manter as prerrogativas previstas pela Constituição para desenvolverem seus trabalhos beneficiando a sociedade como um todo. Tais organizações passam por uma série de fiscalizações do próprio governo, de forma austera e intensa. Chega-se a um ponto em que se passa a acreditar que é mais fácil para o governo desconfiar e aterrorizar as instituições do que investigar, por exemplo: as despesas dos parlamentares com a verba indenizatória da Câmara; a instrumentalização partidária dos ministérios; a indignação pragmática do senador Jarbas Vasconcelos; o ruído presente dos desvios das verbas do Programa de Aceleração do Crescimento; as despesas gigantescas do Palácio da Alvorada etc.

De fato, as entidades filantrópicas acabam exercendo na sociedade brasileira o mesmo papel do herói de Cervantes, na contramão de um modelo político limitado, marcado por bases ideológicas de um passado frustrado e que coloca em risco todo o futuro de uma nação que preza pela democracia e por garantias constitucionais mínimas.
Dilnei Lorenzi: Doutor em Filosofia e secretário executivo da Associação Nacional de Educação (Anec).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando uma etapa chega ao final


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora..
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te : Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Desafios de César Cielo usados para vencer “batalha mental”

Fred Bousquet abraça César Cielo na cerimônia de entrega de medalhas dos 50 mts nado livre (AFP)

Fred Bousquet abraça César Cielo na cerimônia de entrega de medalhas dos 50 mts nado livre (AFP)

Por Luciano Borges

Quando treinam na piscina da Universidade de Auburn, no Alabama, César Cielo e Frederick Bousquet costumam duelar para ver quem é mais rápido em curtas distâncias. O brasileiro vive propondo o desafio. E, nos últimos meses de preparação nos EUA, vinha vencendo o francês nos 15, 25 e 50 metros.

A brincadeira é mais do que um simples tira-teima de dois caras que se dão bem e saem poucas vezes para se divertir numa cidade que não tem muita diversão. “Eu uso estas disputas para ganhar a cabeça dele. Se ele não me vence em nenhuma delas, já vai entrar na piscina para me enfrentar com a pulga atrás da orelha”, disse Cielo.

O medalhista de ouro no Mundial de Roma, nas provas dos 50 e 100 metros nado livre, contou ao Blog do Boleiro que é bom também em outro campo de batalha: o psicológico. “Rola muita provocação entre os caras que nadam o 50 metros. Quando você consegue entrar na cabeça do outro, pode ter vantagem”, disse.

Ele lembra que na “guerra de nervos” vale até colocar a família no meio na hora de acertar o prêmio das apostas. O nadador George Bovell, de Trinidad-Tobago costumava provocar Cielo com propostas deste tipo: “Se eu ganhar aqui, vou poder jantar com sua irmã”.

César garante que não liga muito para estas situações, mas que aproveita quando está bem: “Quando estou cansado e não estou muito a fim, eu vou de boa. Mas quando estou bem, eu sou folgado”, afirmou.

Cielo e Bousquet têm o mesmo técnico, o australiano Bret Hawke. O francês, medalha de prata nos 50 metros nado livre, cuja final foi disputada neste sábado, disse que admira uma qualidade de César: “Ele tem muita determinação”.

A julgar pelas declarações de Frederick, a estratégia dos desafios de Cielo funcionou: “Não acredito que pudesse vencê-lo hoje”, disse uma hora depois de ser batido pelo brasileiro.

César Cielo coloca a seu favor uma série de pequenos gestos e truques: imprime frases motivacionais em folhas que são coladas no quarto, estabelece tempos que quer atingir e os coloca ao alcance da vista, dá tapas no próprio corpo pouco antes de competir e não faz alongamento antes da prova.

“Acho que tenho uma flexibilidade natural, porque não posso alongar. Se alongo, nado mal”, garante o já maior atleta da história da natação brasileira.

Como um campeão não é feito apenas de superstições e força mental, vale lembrar que Bret trabalhou pesado no período de preparação. Só não imagine um atleta com bíceps fortes, ou levantando pesos inimagináveis. “Hoje mudou. O velocista trabalha outros grupos musculares. Não é preciso ficar pesadão, forte, mas com centro de gravidade muito bom”, afirmou César Cielo.

Ele previa fazer em Roma, os melhores tempos a vida. Conseguiu este intento ao vencer e quebrar o recorde mundial dos 100 metros nado livre (46s91), mas vai correr atrá dos 20s06 nos 50 mts em outras competições. Em Roma, ele nadou com o tempo de 21s08.


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