Frases soltas por aí... no mundo!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A sensatez de Herbert Viana...



Essa pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando se vê...

Um lembrete de Mário Quintana


'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.


Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais.'

Mário Quintana


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Por quem dobram os sinos da ação social?

O Brasil é ainda hoje uma sombra bem distante do país que queremos. Ano a ano, os problemas se somam e não se subtraem. O modelo político se mostra cada vez mais impotente quebrar os paradigmas da indignação geral, caracterizado ainda como a prática do benefício para poucos ao invés do atendimento para a sociedade como um todo. Por sua vez, também, o cenário econômico patina ainda na incerteza do desafio de caminhar em terra firme do desenvolvimento, mas com cuidados intrínsecos quanto aos ajustes necessários da balança comercial, da inflação e da dívida interna. Os tempos, assim, vão transformando cada vez mais nossas atitudes e os valores desta sociedade, que insiste ainda em acreditar que é possível obter o mínimo de qualidade de vida para nossa população. E então, de papéis trocados, entra em cena a visão social empreededora dos empresários. Cansados de perceber que o Estado não tem perfil para desenvolver ações sociais permanentes, um contigente cada vez maior de empresas resolveu arregaçar as mangas e fazer a sua parte com absouta competência nesta questão.

Com o desenvolvimento de projetos locais socialmente responsáveis, as organizações estão agindo no ponto certo da transformação e inclusão social, resgatando valores humanos e morais com resultados extraordinários. Como ocorre também em países desenvolvidos, a atitude voluntária da empresa ganha força e tem tido destaque. Mais ainda, o mercado está percebendo que empresas-cidadãs são mais preparadas para o desafio da competitividade, valorizando sua imagem institucional.

Empresas éticas, voltadas para as comunidades com as quais interagem, são claramente distinguidas pelo consumidor, que as reconhece, as valoriza e a elas se fideliza. Isto já é perfeitamente constatável. No mês de abril deste ano, por exemplo, a Revista Fortune escolheu as 10 mais admiradas empresas americanas. Democraticamente e sob o impulso de milhares de votos, elas foram eleitas com base em 8 requisitos macro-administrativos de avaliação do seu desempenho. Um destes requisitos era o da Responsabilidade Social.

No Brasil, parece que estamos começando a perceber estes novos tempos. Este novo século aprofundará as marca sociais se nada de concreto for feito. Em contrapartida, as empresas estão sentindo o espaço certo de contribuírem, com programas sociais, nos mais variados setores de relacionamento com a comunidade. São pequenas, médias e grandes organizações, são os funcionários-voluntários, são as ONG´s sociais que se multiplicam, são premiações e distinções colocads para o bem comum, como incentivos extraordinários. Estas organizações, verdadeiras agentes-sociais de mudança, são o exemplo vivo de que é possível crescer socialmente em criatividade e amor ao próximo. A alma da empresa se ajustou claramente com o espírito social, fazendo, sem dúvida, a diferença positiva e multiplicadora para uma gente carente que vê, nestas ações, o seu renascer e o seu futuro, com um mínimo de dignidade.

Estamos, de forma construtiva, fazendo a nossa parte. Que estas atitudes sirvam realmente de exemplo e estímulo para que entidades, empresas e até o governo percebam, de vez, que somente depende de cada um dar o passo certo e rápido para o resgate social do nosso país.

prof. Lívio Giosa

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

OS NEOCARETAS


Geysi tem 20 anos, carnes fartas e - suprema arrogância - gosta de si a ponto de usar um vestido vermelho e curto, deixando de fora um bom naco das coxas generosas. E vai vestida assim para a escola, justificando-se:

- Depois da aula vou numa festa.

Convenhamos: não é de bom tom ir à aula de minissaia, qualquer que seja a cor, certo? Pode provocar tumulto. E foi exatamente o que aconteceu neste ano de 2009 do novo milênio. Além de usar a minissaia, Geysi subiu a rampa que dá acesso às salas de aula... E alguém sentiu-se incomodado com o vestido e as coxas da moça e falou para outro alguém, que também se incomodou. Outros alguéns compartilharam da incomodação e começaram a xingar a moça, juntando mais gente e encurralando-a numa sala de aula da universidade Uniban, em São Bernardo, SP.
Foi necessário que a polícia fosse chamada para Geysi ser retirada do local em segurança, vestindo um jaleco branco sobre o vestido escandaloso.

Pelas cenas, calculei que umas 300 pessoas estiveram envolvidas na confusão. Tenho certeza de que pelo menos 270 estavam no tumulto pelo tumulto. Queriam fazer algazarra, tirar fotos e participar da bagunça. Mas alguns estavam realmente irados e dispostos a dar um corretivo na moça que ousou usar uma minissaia na escola.

O ser humano em grupo é um perigo. Perde o senso do ridículo, o medo, a capacidade de usar a lógica e é capaz de cometer as maiores barbaridades. É assim com as torcidas organizadas, nas brigas na balada, e com aqueles grupos de jovens que destroem os orelhões.

Em grupo, somos irracionais.

E ali, dentro de uma universidade, local que tradicionalmente chama a si a vanguarda pelas "lutas democráticas", assistimos a uma demonstração de intolerância, brutalidade e estupidez como há muito não se via. Provavelmente a maioria dos "defensores da moral e bons costumes" eram garotos e garotas que não veem mal em dançar aqueles funks com letras pornográficas, navegar por sites de sacanagem, dar audiência para a mulher melancia - que mostra o útero em rede nacional de televisão - ou consumir algumas substâncias pra "ficar mais alegre". Essa gente tão liberal ficou zangada com o vestido da Geysi. E decidiu partir para a porrada.

E o Brasil conheceu a versão atualizada dos cara-pintadas: os neocaretas.

Parece que apenas um professor defendeu a garota. Ninguém mais. Até dá para entender: o medo de apanhar pode ter espantado os defensores habituais... Mas e depois? Cadê as declarações estridentes daquelas ONGs que defendem a mulher? Cadê as ameaças daqueles grupos que se mobilizam pelos direitos humanos? Cadê a pastoral do bairro? Ninguém se manifestou.

Geysi está só.

Geysi Arruda é a Geni do novo milênio. Mas, diferente da Geni da música de Chico Buarque, não sofre preconceito por ser prostituta. O mal de Geysi é ser loira. Ter olhos claros. Não ser miserável. Não ser negra. Não ser homossexual. Não ser bolsista pelo sistema de cotas.

O pecado de Geysi é não defender alguma bandeira "dos oprimidos".

No Afeganistão, ela teria sido apedrejada.

Ainda chegaremos lá.

Luciano Pires

Biscoito de polvilho Globo

A praia do carioca começa na Lapa



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São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito anos, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.

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– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

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– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.

- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

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Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.

– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

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Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
– A carcaça já calejou com esse horário.

Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

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– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.

Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.

Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.

Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

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Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou "me engana que eu gosto":
– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.
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