Frases soltas por aí... no mundo!!

terça-feira, 29 de março de 2011

O impacto das smart grids nas cidades

Sustentabilidade

Samantha Lima
Exame – 23/03/2011

O impacto das smart grids nas cidades

O mundo rico começa a descobrir as smart grids, redes elétricas inteligentes por meio das quais o consumidor pode gerar sua própria energia e vendê-la no Mercado – a novidade também vai chegar aqui

Imagine-se em 2020. Você chega em casa, depois do trabalho, e vai direto para a cozinha conferir, em um medidor digital, se o consumo de energia elétrica está dentro da meta diária que você mesmo traçou. A luz verde indica que sim. O aparelho também revela que, naquele momento, o preço do quilowatt-hora está no pico. Você, então, manda sua filha desligar a prancha de cabelo e seu filho sair do videogame. A boa notícia é que você gerou tanta energia elétrica a partir do sol — graças ao painel fotovoltaico instalado no telhado — que neste mês sua conta de luz vai ficar ainda mais barata. É possível que, no próximo verão, você gere mais energia do que consome e, assim, venda o excedente. Você vai, então, dormir feliz — não sem antes programar o aparelho de ar-condicionado e a lavadora de roupas para ligar durante a madrugada, quando o preço da energia é menor. Toda essa inovação começa a fazer parte do planejamento do sistema elétrico brasileiro — e se baseia em um conceito batizado de smart grids (redes inteligentes, em inglês). “Nos próximos dez anos, nossa rede elétrica vai sair da pré-história”, diz André Pepitone, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Será uma revolução comparável ao surgimento do celular na telefonia.” A tecnologia dará ao consumidor o poder de decidir como e quando consumir energia — e até gerá-la, a partir do vento, da luz solar ou de gás natural. As empresas que operam o sistema, por sua vez, serão capazes de identificar problemas em tempo real, sem ter de esperar o chamado do cliente. Quando uma árvore cair sobre a fiação da rua, o fluxo de eletricidade interrompido será remanejado a distância pela distribuidora para outras linhas antes que técnicos cheguem ao local. “As smart grids permitirão que o fornecimento de energia seja mais eficiente, moderno, seguro e sustentável”, diz o consultor Eduardo Bernini, sócio da Tempo Giusto Consultoria e ex-presidente da AES Eletropaulo.

As novas redes demandarão investimentos de, pelo menos, 15 bilhões de reais — basicamente aplicados na substituição, em todo o país, dos decrépitos medidores analógicos pelos modelos digitais, na instalação de sensores na rede e na modernização dos centros de controle das concessionárias. “As redes inteligentes vão solucionar boa parte dos problemas de energia elétrica nas cidades”, diz Guilherme Mendonça, diretor de automação da Siemens do Brasil.

Até lá, as cidades brasileiras conviverão com redes que demonstram operar no limite, incapazes de sustentar o aumento do consumo de energia — estimado em 5% ao ano até 2020. Os problemas se tornaram recorrentes principalmente nas linhas de transmissão que trazem energia das hidrelétricas.
Em fevereiro, a pane numa subestação sobrecarregada da estatal CTEEP deixou sem luz 2,5 milhões de clientes na Grande São Paulo. Dias antes, uma falha da estatal Chesf já havia deixado 14 milhões de consumidores na Região Nordeste às escuras. A indústria local estimou perdas de 100 milhões de reais com o apagão.

No episódio mais ruidoso, a falha em uma linha de Furnas deixou 18 estados sem luz em 2009. A duração dos cortes de luz aumentou nos últimos dez anos. Em 2000, cada brasileiro passava, em média, 17 horas às escuras. Em 2010, foram 20 horas por ano. “Na geração, não faltará energia para o país crescer”, diz Nelson Hubner, presidente da Aneel. “Na distribuição, a qualidade não acompanhou, e estamos cobrando melhorias das empresas.” Em todo o mundo, as smart grids são impulsionadas por razões diversas — inclusive a preocupação em produzir energia mais limpa. Na Alemanha, para reduzir a dependência do gás vindo da Rússia, o governo financia a compra de geradores eólicos. Nos Estados Unidos, as empresas querem cortar gastos com pessoal — já que, com a nova tecnologia, parte dos reparos pode ser feita a distância.

ENERGI~1

No Brasil, a concessionária fluminense Light aposta na nova rede para detectar em tempo real as tentativas de furto de energia — mal que drena 15% da energia fornecida. “Queremos também reduzir o consumo no horário de pico e aumentar a confiança do sistema”, diz Pepitone, da Aneel. A agência estima que a rede inteligente permitiria ao país diminuir em até 10% o consumo de energia. Assim como lá fora, a expectativa é que o consumidor brasileiro sinta-se incentivado a produzir a própria energia. “Esse é um caminho para aliviar o sistema e reduzir a incidência de problemas”, diz Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Além de investimentos, a instalação das redes inteligentes requer a revisão da lei atual. Será necessário permitir que o preço do quilowatt-hora para o consumidor residencial varie ao longo do dia, de acordo com a demanda e com a oferta de energia. “Ao optar pela energia mais barata, o cliente ajudará o país a consumir menos”, afirma Jerson Kelman, presidente da Light. Outra mudança em estudo permitirá que a energia produzida em casa, com geradores eólicos, solares ou gás natural, seja vendida pelo cidadão.
A Cemig e sua controlada Light iniciarão testes com medidores digitais neste semestre, com 3 000 clientes da cidade mineira de Sete Lagoas e de uma das 16 favelas pacificadas no Rio de Janeiro. O investimento no projeto é de 65 milhões de reais. As mudanças estão a caminho. Mas, até a idade da luz moderna, o país ainda enfrentará muitos anos nas trevas.

No Brasil, a concessionária fluminense Light aposta na nova rede para detectar em tempo real as tentativas de furto de energia — mal que drena 15% da energia fornecida. “Queremos também reduzir o consumo no horário de pico e aumentar a confiança do sistema”, diz Pepitone, da Aneel. A agência estima que a rede inteligente permitiria ao país diminuir em até 10% o consumo de energia. Assim como lá fora, a expectativa é que o consumidor brasileiro sinta-se incentivado a produzir a própria energia. “Esse é um caminho para aliviar o sistema e reduzir a incidência de problemas”, diz Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Além de investimentos, a instalação das redes inteligentes requer a revisão da lei atual. Será necessário permitir que o preço do quilowatt-hora para o consumidor residencial varie ao longo do dia, de acordo com a demanda e com a oferta de energia. “Ao optar pela energia mais barata, o cliente ajudará o país a consumir menos”, afirma Jerson Kelman, presidente da Light. Outra mudança em estudo permitirá que a energia produzida em casa, com geradores eólicos, solares ou gás natural, seja vendida pelo cidadão.
A Cemig e sua controlada Light iniciarão testes com medidores digitais neste semestre, com 3 000 clientes da cidade mineira de Sete Lagoas e de uma das 16 favelas pacificadas no Rio de Janeiro. O investimento no projeto é de 65 milhões de reais. As mudanças estão a caminho. Mas, até a idade da luz moderna, o país ainda enfrentará muitos anos nas treva

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Biografia "oficiosa" de Odorico Paraguaçú


Frases impagáveis de fictício político de Odorico Paraguaçu, personagem criado pelo dramaturgo brasileiro Dias Gomes.

Odorico, prefeito da cidade de Sucupira, obcecado em inaugurar o único cemitério da cidade, construído como a principal promessa de sua campanha para prefeito, pois, sempre que morria alguém na cidade, o defunto devia ser levado para a cidade vizinha para ser enterrado. Ocorre que, após a inauguração do dito cemitério, ninguém mais tinha a "honra" de morrer em Sucupira. Desesperado, Odorico tomou iniciativas macabras para concretizar sua promessa, provocando situações cômicas.

Apareceu pela primeira vez na peça de teatro "Odorico, o Bem Amado" com o ator Procópio Ferreira na pele da personagem. Na Televisão, o primeiro a interpretá-lo foi Rolando Boldrin. Entretanto, a face mais conhecida de Odorico foi a emprestada por Paulo Gracindo, que viveu o personagem em uma novela e uma minissérie. Marco Nanini, que também interpretou Odorico no teatro, viveu o prefeito em filme recente.


Odorico Paraguassu, o político corrupto imortalizado pela obra de Dias Gomes, é um dos mais divertidos e atuais personagens da literatura, teatro e TV brasileira. É também um dos mais multimídias. A peça, Odorico, O Bem Amado, foi escrita em 1962 e publicada pela primeira vez em 1963, num esp­ecial da revista Cláudia, com o curioso título de Odorico, o Bem Amado e os Mistérios do Amor e da Morte. No teatro, foi encenada pela primeira vez em 1969, e de lá para cá teve inúmeras remontagens. A mais recente no ano passado, com Marco Nanini no papel-título.

O personagem fez história na TV. Foi levado ao ar pela primeira vez na extinta TV Tupi, em 1964, como um especial. Em 1973, seu autor tornou-se escritor de novelas da TV. Assim, a novela O Bem Amado tornou-se a primeira a ser exibida em cores no país e também o maior sucesso da sua época, muito por conta da genial interpretação de Paulo Gracindo. Em 1980, a peça tornou-se um seriado, com os mesmos atores principais, com tanto sucesso que ficou cinco anos em cartaz.

Cinema
Para conquistar status multimídia, só faltava mesmo ao personagem chegar aos cinemas. É o que ocorre agora, pelas mãos do diretor Guel Arraes, responsável pelo vigor cinematográfico e televisivo de O Auto da Compadecida (Globo, 1999).

O filme O Bem Amado chega aos cinemas em 23 de julho, com Nanini. Coube a José Wilker encarnar Zeca Diabo, o matador de aluguel, que na novela e no seriado era feito por Lima Duarte.

Nanini traz às telas a experiência de já ter vivido o personagem no teatro. Em entrevista coletiva, antes da exibição do filme no Festival de Cinema de Recife, em abril, contou que seu trabalho na peça foi fundamental para definir o tom do personagem no cinema.

- Foi no palco que pudemos tirar as conclusões para as filmagens. Quando comecei a ensaiar a peça ainda não tinha oficializado como seria o Odorico - explicou Nanini.

Atualização
No Festival de Recife, Guel Arraes, normalmente avesso a entrevistas, falou bastante sobre o filme. Conta que a adaptação para o teatro, com Nanini e a direção de Enrique Diaz, só necessitou ser atualizada.

- Tiramos a questão do coronelismo, que era mais característica dos anos 50, 60, e mudamos a época, dos anos 30 para os anos 50 - diz.
Já o roteirista Cláudio Paiva, do filme A Mulher Invisível e da franquia A Grande Família, explica que a transposição da peça teatral para o cinema é que precisou de alguns ajustes.

- Se você lê a peça original, percebe que ela é na verdade uma sucessão de esquetes, piadas em cima do comportamento político da época.

Continuidade
De fato, é como se fossem contos reunidos. Tem a história do primo moribundo, que Odorico manda trazer para Sucupira, mas ele acaba melhorando. Tem a gravidez de uma das irmãs Cajazeira, tem a vinda do Zeca Diabo... São histórias divertidas, mas sem uma continuidade.

- Nosso maior trabalho no roteiro do filme foi dar uma liga, fazer uma costura das histórias para sustentar os 90 minutos que o cinema exige. No teatro as histórias soltas funcionam bem, na TV elas podiam ser prolongadas, o que era ótimo para o formato de novela, mas o cinema pede um todo mais coeso - afirma o roteirista.
Um detalhe na peça facilitou a adaptação.

- Não é uma peça de ambientes fechados, ela acontece em várias frentes, tem muita ação e permitia muitas locações. Foi relativamente simples deixar com cara de cinema. Na verdade, de um meio para o outro, o que muda mais é a forma de atuar dos atores - explica.

Como a memória que as pessoas tem de O Bem Amado não é do teatro, mas da novela, natural que as cobranças do público sejam em cima desse formato. A exemplo do filme, ela foi ganhando mais histórias, e manteve a principal contribuição da TV para a história: o linguajar de Odorico. Na peça, as famosas frases erradas que Odorico falava não eram corriqueiras.

- Isso foi uma coisa muito divertida, que o Dias Gomes foi desenvolvendo durante a novela, e teve enorme aceitação do público - explica o roteirista.

Memória afetiva
Os fãs da novela irão lembrar para sempre das coisas que ele falava, como "prafrentemente" (ver quadro ao lado). Na novela e na série de TV, o vocabulário de Odorico foi um sucesso instantâneo.

- Muita gente saía às ruas repetindo os neologismos criados por Odorico - lembra Paiva.
O escritor José Dias, autor de Odorico Paraguaçu - O Bem Amado de Dias Gomes (Imprensa Oficial, 2009), explica que o novelista era cuidadoso na elaboração das frases.
- Ele procurava respeitar a função original dos sufixos e as regras de derivação impostas pela gramática, como o -ento, que tem uma função negativa, por exemplo, em "nojento", e criava expressões como "maquiavelento" ou "patifento" - explica.

As frases de Odorico tornaram-se clássicas. Diante de uma traição, ele não vacila em afirmar "Talqualmente César, estou cercado de Brutus por todos os lados", ou "É nisso que dá eleição direta. Elegemos um cangacista desalfabetizado e desapetrechado de caráter", e ainda a mais atual de todas, "Deixemos de lado os entretantos e vamos direto aos finalmentes".

Memória afetiva
No prefácio à peça, escrito na edição de 1970, Gomes conta que ela pertence a uma fase em que a dramaturgia brasileira procurava pesquisar nossa realidade, fazendo uma espécie de tipificação do nosso povo. Como era uma época de ditadura militar, ele alertava:
"Não se pense que a proibição do povo eleger seus candidatos nos livra de Odoricos".

Não deixa de ser curioso imaginar o que diria ele hoje, se visse que, tantas décadas depois, ainda estamos longe de nos livrarmos desses personagens. E de sua linguagem fabulista e confabulante.

O Odorico do século 21

Frases do filme mantêm a linguagem do personagem clássico de O Bem-Amado

- Estou aqui, com a alma lavada e enxaguada de indignação por esse atentado covardista e crapulento! Diante do assassinato deste prefeito memorável, deste político relembrável, deste cidadão inolvidável o povo tem sede de justiça, de paz, e de...

- Seus ateístas despenitentes! Vocês não respeitam nem um homem morto?

- Se defunto votasse, o coveiro já estaria eleito!

- Vexame para o nosso prefeito, agora em estado de defuntice compulsória, ter que andar três léguas para ser enterrado.

- Povo de Sucupira, meus conterrâneos: vim de branco para ser mais claro. Se eleito nas próximas eleições, meu primeiro ato como prefeito será o de cumprir o funéreo dever de mandar fazer o construimento do cemitério municipal.

- Meus conterrâneos! Tomo posse como prefeito desta cidade com as mãos limpas e o coração nu, despido estripitisicamente de qualquer ambição de glória. Nesta hora exorbitante, neste momento extrapolante eu alço os olhos para o meu destino e, vendo no céu a cruz de estrelas que nos protege, peço a Deus que olhe para nossa terra e abençoe a brava gente de Sucupira.

- Calunismos. Eu também sou meio socialista. Não da ponta esquerda... do meio de campo, caindo pra direita!


Dicionário Paraguacês

Paulo Grancindo na pele do prefeito corrupto Odorico Paraguassu: atuação memorável
Vocábulos e expressões do Odorico Paraguaçu do teatro e da TV

- Acarajeizar,
- Adulância
- Aforamente
- Alma lavada e enxaguada
- Anais e menstruais da História
- Apodrecento
- Cemitério na sua virgindade defuntícia
- Chegar aos finalmentes
- Confabulância sigilenta
- Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios

- Diversionismo desgastativo
- Desculpento
- Donzelas praticantes e juramentadas
- Emboramente
- Encupridamento de pequenos salários
- Epistolista
- Entrementemente
- Escravagem
- Esquerda badernista, desaforista e subversenta
- Esverdecido amarelento
- Ideia desapretechada de sensatismo
- Imprensa lida, olhada e escutada
- Larapista
- Maquiavelento
- Maucaratista
- Merecência
- Meticulância
- Não obstantes, não obstantemente
- Negativistas
- Pacatista
- Parede desalimentícia (greve de fome)
- Pecadilhista
- Prafrentemente, pratrasmente
- Puxa-saquista
- Talqualmente


Zeca Diabo marca diferença de mídia

Lima Duarte e Ida Gomes na novela da Globo (1973): mais destaque do que na peça
Personagem de Wilker no filme é diverso do imortalizado por Lima Duarte

Em sua autobiografia, Dias Gomes conta que se inspirou nos políticos clássicos, que falam de forma empostada e com palavras difíceis para impressionar o público. Mas o estilo de Odorico, o gestual, foi inspirado no político Carlos Lacerda, muito influente e popular nos anos 50-60. A origem da peça foi uma notícia verdadeira, que Dias leu num jornal, de um político nordestino que não conseguia inaugurar o novo cemitério.
- Procuramos preservar a história, do político que acha indigno que os moradores de uma cidade tenham que ser enterrados em outra e aproveita para faturar - explicou o diretor.

Talvez a maior diferença da peça para o filme seja o Zeca Diabo de José Wilker, totalmente diferente do imortalizado por Lima Duarte. Mas o roteirista Cláudio Paiva acha que isso não será um problema. Para ele, a memória das pessoas sobre o personagem é mais mítica, e a novela é muito antiga.

- Na peça, Zeca Diabo só entra depois de quase dois terços da história. Uma loucura, pois ele era o grande vilão e estava na memória de todos - explica Paiva.
A solução encontrada para tornar sua presença no filme mais importante foi fazê-lo entrar em cena bem mais cedo.

- Criamos mais situações com sua presença para o filme - afirma.
Dirceu Borboleta também é um personagem que interessava desenvolver, um funcionário ético, ingênuo, sempre espantado com os rolos do Odorico. Há um diálogo genial que define bem a relação dos dois: a certa altura, vê o chefe desviando 10% da verba da obra para o que ele chama de "partido", na verdade sua conta. Dirceu reclama, acha errado, e Odorico conduz toda a discussão de modo a inverter a situação, para fazer Dirceu sentir-se culpado. Cria toda uma reflexão onde diz que o dinheiro é para o partido e que sem partido não há democracia, para finalizar diante de um Dirceu atônito:
"O Senhor é contra a democracia, seu Dirceu?".


FRASES:

"É com a alma lavada e enxaguada que lhe recebo nesta humilde cidade"


"Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa que foi o Seu Nono"


"Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país"


"Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta"


"Quem é que pode viver em paz mormentemente sabendo que, depois de morto, defunto, vai ter que defuntar três léguas pra ser enterrado?"


"Vexame para o nosso prefeito, agora em estado de defuntice compulsória, ter que andar três léguas para ser enterrado."


"Se eleito nas próximas eleições, meu primeiro ato como prefeito será o de cumprir o funéreo dever de mandar fazer o construimento do cemitério municipal."


"Tomo posse como prefeito desta cidade com as mãos limpas e o coração nu, despido estripitisicamente de qualquer ambição de glória. Nesta hora exorbitante, neste momento extrapolante eu alço os olhos para o meu destino e, vendo no céu a cruz de estrelas que nos protege, peço a Deus que olhe para nossa terra e abençoe a brava gente de Sucupira."


"Calunismos. Eu também sou meio socialista. Não da ponta esquerda... do meio de campo, caindo pra direita!"


"Como diria o rei dos persas, Dario Peito de Aço, pra cada problemática tem uma solucionática. Se não disse, perdeu a oportunidade de ser citado por mim".




"Meu caro jornalista, isso me deixa bastantemente entristecido, com o coração afogado na daceptude e no desgosto. Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite-de-dendê do estágio retaguardista do manufaturamento (...), me vêm com esse acusatório destabocado somentemente porque meia dúzia de baiacus apareceram mortos na praia."


"Seu Dirceu, não fique aí com essa cara de seu-Malaquias-cadê-minha-farofa! Tome os providenciamentos necessários!"


"O senhor não vai matar, vai suicidar o homem apenasmente..."


"Pare com esse perguntório e essa cara de disenteria. Temos é que tratar dos providenciamentos inauguratícios do cemitério".


"Vai ter uma confabulância político-sigilista sobre as nossas candidaturas".


"É uma alegria poder anunciar que prafentemente vocês já poderão morrer descansados, tranqüilos e desconstrangidos, na certeza de que vão ser sepultados aqui mesmo, nesta terra morna e cheirosa de Sucupira"


"Vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmente"

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