Frases soltas por aí... no mundo!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

COISAS QUE SABÍAMOS, NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS...




LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS, SABÍAMOS OU NÃO LEMBRAMOS... e não sabemos como vivemos até hoje sem sabermos ou sem nos lembrarmos. Mas... como aprender ou relembrar não ocupa espaço... lá vai...

Os Três Reis Magos:. O árabe Baltazar: ...... trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
. O indiano Belchior: ... trazia ouro, significando a sua realeza.
. O etíope Gaspar: ....... trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou O Túmulo de máusolo em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
(a origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino):
Ut queant laxis (dó) ... para que possam
Resonare fibris .......... ressoar as
Mira gestorum ........... maravilhas de teus feitos
Famulli tuorum .......... com largos cantos
Solve polluit ............... apaga os erros
Labii reatum .............. dos lábios manchados,Sancti Ioannis ............ Ó São João
Os Sete Pecados Capitais
(eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)
. Gula
. Avareza
. Soberba
. Luxúria
. Preguiça
. Ira
. Inveja

As Sete Virtudes
(para combater os pecados capitais)
. Temperança ...... (gula)
. Generosidade ... (avareza)
. Humildade ........ (soberba)
. Castidade ......... (luxúria)
. Disciplina ......... (preguiça)
. Paciência .......... (ira)
. Caridade ........... (inveja)

Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, nos demais idiomas (com exceção da língua portuguesa), mantêm os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilônios:
. Domingo ... dia do Sol
. Segunda .... dia da Lua
. Terça ......... dia de Marte
. Quarta ...... dia de Mercúrio
. Quinta ...... dia de Júpiter
. Sexta ........ dia de Vênus
. Sábado ..... dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris:
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
. Vermelho
. Laranja
. Amarelo
. Verde. Azul
. Anil
. Violeta


Os Dez Mandamentos:
1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar os sábados
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias


Os Doze Meses do Ano:
- Janeiro: ........homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares;
- Fevereiro: ....mês do festival de Februália (purificação dos pecados), em Roma;
- Março: .........em homenagem a Marte, deus guerreiro;
- Abril: ............derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
- Maio: ...........acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento das plantas;
- Junho: ..........mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;- Julho: ...........no primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
- Agosto: ........inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
- Setembro: ....era o sétimo mês. Vem do latim septem;
- Outubro: ......na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
- Novembro: ...do latim novem (nove);
- Dezembro: ...era o décimo mês


Os Doze Apóstolos:
1 - Simão Pedro
2 - Tiago (o maior)
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago (o menor)
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.
***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

Os Doze Profetas do Antigo Testamento:
1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
. Lucas ...... (representado pelo touro)
. Marcos ...(representado pelo leão)
. João ........ (representado pela águia)
. Mateus ...(representado pelo anjo)

Os Quatro Elementos e os Signos
. Terra ...(Touro - Virgem - Capricórnio)
. Água ...(Câncer - Escorpião - Peixes)
. Fogo ...(Carneiro - Leão - Sagitário)
. Ar .......(Gêmeos - Balança - Aquário)

As Musas da Mitologia Grega
(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)
1 - Urânia ...........( astronomia )
2 - Tália ..............(comédia )
3 - Calíope ..........( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ........( retórica )
5 - Euterpe ..........( música e poesia lírica )
6 - Clio ................( história )
7 - Érato ..............( poesia de amor )
8 - Terpsícore .....( dança )
9 - Melpômene ... ( tragédia )

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

Os Múltiplos de Dez
(os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)

NOME (Símbolo) = fator de multiplicação
Yotta .....(Y) = (10)24 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta .....(Z) = (10)21 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa ........(E) = (10)18 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta ......(P) = (10)15 = 1.000.000.000.000.000
Tera ......(T) = (10)12 = 1.000.000.000.000
Giga ......(G) = (10)9 = 1.000.000.000
Mega ...(M) = (10)6 = 1.000.000
kilo .......(k) = (10)3 = 1.000
hecto ....(h) = (10)2 = 100
deca .....(da) = (10)1 = 10
uni = (10)0 = 1

deci ......d, (10)-1 = 0,1
centi .....c, (10)-2 = 0,01
mili .......m, (10)-3 = 0,001
micro .....µ, (10)-6 = 0,000.0001
nano ......n, (10)-9 = 0,000.000.001
pico .......p, (10)-12 = 0,000.000.000.001
femto ....f, (10)-15 = 0,000.000.000.000.001
atto ......a, (10)-18 = 0,000.000.000.000.000.001
zepto ....z, (10)-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
yocto ....y, (10)-24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001

exa .................do grego "hexa" que significa "seis".
penta ..............do grego "pente" que significa "cinco".
terá .................do grego "téras" que significa "monstro".
giga ................do grego "gígas" que significa "gigante".
mega ..............do grego "mégas" que significa "grande".
hecto ..............do grego "hekatón" que significa "cem".
deca ...............do grego "déka" que significa "dez".
deci ................do latim "decimu" que significa "décimo".
mili .................do latim "millesimu" que significa "milésimo".
micro ..............do grego "mikrós" que significa "pequeno".
nano ...............do grego "nánnos" que significa "anão".
pico ................do italiano "piccolo" que significa "pequeno".
femto ..............do dinamarquês "femten" que significa "quinze".
atto .................do dinamarquês "atten" que significa "dezoito".
zepto e zetta ...do latim "septem" que significa "sete".
yocto e yotta ...do latim "octo" que significa "oito".

Conversão entre unidades:
cavalo-vapor ......1 cv = 735,5 Watts
horsepower ........1 hp = 745,7 Watts
polegada ............1 in (1´´) = 2,54 cm
pé .......................1 ft (1´) = 30,48 cm
jarda ...................1 yd = 0,9144 m
angström ............1 Å = 10-10 m
milha marítima .......... = 1852 m
milha terrestre ... 1mi = 1609 m
tonelada .............1 t = 1000 kg
libra ....................1 lb = 0,4536 kg
hectare ...............1 ha = 10.000 m2
metro cúbico ......1 m3 = 1000 l
minuto ................1 min = 60 s
hora ....................1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius .......0 ºC = 32 ºF = 273 K (Kelvin)
grau fahrenheit ........... =32+(1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:

- o número 0 não tem ângulos
- o número 1 tem 1 ângulo
- o número 2 tem 2 ângulos
- o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
1 ano - Bodas de Algodão
2 anos - Bodas de Papel
3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
. Dunga
. Zangado
. Atchin
. Soneca
. Mestre
. Dengoso
. Feliz
Você Sabia ?

1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " 0 Killed " ( zero mortos )... Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.
2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".
3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )

4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".
7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum funcionário da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Outras frases de Odorico Paraguaçu


As mais loucas:

- Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país.

- É com a alma lavada e enxaguada que lhe recebo nesta humilde cidade.

- Vamos dar uma salva de palmas a esta figura trepidante e dinamitosa que foi o Seu Nono.

- Isto deve ser obra da esquerda comunista, marronzista e badernenta (ao se referir às maracutaias descobertas pelos vereadores de oposição à respeito de sua administração).


A mais famosa:

- Vamos deixar os entretantos e partirmos mais para os... finalmentes.


A mais debochada:

- Como dizia o poeta Castro Alves: "Bendito aquele que derrama água, água encanada, e manda o povo tomar banho" (Isso dito durante a inauguração de uma bica em um vilarejo de Sucupira).


E também temos:

"Cachacistas Juramentados" - Quem falasse mal dele;


"Donzelas Praticantes" - As irmãs Cajazeira;


"Merecedência" - Por mérito;


"Talqualmente" - Tal e qual;


"Democratura"- Democracia (rimando com ditadura);


"Muambistas, cocainistas e maconhistas" - Contra eles, Odorico promoveu uma operação "desintoxicante".


Vocábulos e expressões do Odorico Paraguaçu do teatro e da TV (faça a tradução quem puder, ou entender!!):


- Acarajeizar;
- Adulância;
- Aforamente;
- Alma lavada e enxaguada;
- Anais e menstruais da História;
- Apodrecento;
- Cemitério na sua virgindade defuntícia;
- Chegar aos finalmentes;
- Confabulância sigilenta;
- Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios;
- Diversionismo desgastativo;
- Desculpento;
- Donzelas praticantes e juramentadas;
- Emboramente;
- Encupridamento de pequenos salários;
- Epistolista;
- Entrementemente;
- Escravagem;
- Esquerda badernista, desaforista e subversenta;
- Esverdecido amarelento;
- Ideia desapretechada de sensatismo;
- Imprensa lida, olhada e escutada;
- Larapista;
- Maquiavelento;
- Maucaratista;
- Merecência;
- Meticulância;
- Não obstantes, não obstantemente;
- Negativistas;
- Pacatista;
- Parede desalimentícia (greve de fome);
- Pecadilhista;
- Prafrentemente, pratrasmente;
- Puxa-saquista.


O verdadeiro Odorico - por Sebastião Nery

Odorico Paraguassu nasceu em Guarapari. Antes de ser descoberta para a medicina pelo cientista e acadêmico Silva Melo, antes de os estrangeiros lastrearem navios com a areia monazítica de suas praias e também antes de o poeta Augusto Frederico Schmidt lá criar sua Orquima, Guarapari já despertava atenção pela longevidade de seus habitantes.

A inauguração do cemitério de Guarapari é que inspirou o magistral baiano Dias Gomes a criar seu verboso e barroco prefeito Odorico. A história verdadeira é que não havia defunto para estrear a primeira cova do cemitério de Guarapari. Foi preciso importar um da vizinha cidade de Benevente, hoje Anchieta. No discurso de inauguração, o velho prefeito, o verdadeiro, disse: "Este é um lugar calmoso e hereditário, onde se respira o ar por conseqüência, tendo de um lado o oceano marital e do outro o oceano matagal". Ainda irritado porque nenhum habitante havia colaborado corporalmente para a inauguração, o prefeito baixou uma portaria: "Todos os defuntos mortos, enterrados fora do cemitério, serão multados e recolhidos aos cofres municipais".

Dias Gomes

Dias Gomes, que por esses tempos ainda vivia com um pé lá pela nossa Bahia, inspirado na história do cemitério de Guarapari, escreveu em 1961, quando a TV Globo ainda não existia (nasceu em 1965), a peça teatral "Odorico bem-amado ou Os mistérios do amor e da morte", localizada em Sucupira, uma fictícia cidadezinha baiana à beira-mar. A peça foi levada ao palco inclusive por Procópio Ferreira.

sábado, 25 de junho de 2011

Zen no trânsito

Zen no trânsito

Não é preciso ter a paciência de um monge e mestres de Yoga para enfrentar os engarrafamentos, mas é possível aprender com eles

Por Patrícia Ribeiro


Todos os dias a cena se repete. É só ligar o rádio depois das 5 horas em uma grande metrópole e as notícias são sempre as mesmas: engarrafamentos sem fim em quase todos os cantos da cidade. Se você é uma daquelas pessoas que depende do carro para trabalhar e, infelizmente, não pôde aderir à bike como meio de transporte por problemas estruturais ou de distância, deve passar boa parte do tempo preso dentro do carro, refém de um trânsito caótico e de motoristas que parecem ter esquecido todas as normas da boa educação. Haja Yoga para se manter sereno a tantas fechadas, buzinadas e congestionamentos. Se tem consciência de que terá de enfrentar tudo isso, em vez de bufar, gritar ou ter pensamentos negativos do tipo "não vai dar tempo de chegar" ou "isso sempre acontece comigo", por que não tentar algumas mudanças de atitude e perceber que é possível, sim, manter-se sereno no trânsito? Conversamos com professores de Yoga e com a mestre em zen budismo, monja Coen, que nos deram sábios conselhos e dicas para administrar o estresse atrás do volante. Glauco Tavares, professor de Yoga e proprietário do Yoga Shivalaya, em São Paulo, conta uma história que aconteceu com ele: "Estava pensando na pergunta 'por que praticar Yoga' e com isso em mente entrei no carro e saí em direção à minha casa. Após uns cinco minutos deparei com um táxi fazendo uma conversão proibida e o motorista falando ao celular. Logo, quase colidi com o táxi. Minha reação naquele momento foi tirar o carro da lateral do taxista, atravessado na pista, e buzinar forte. Dois mil metros à frente, parei o carro em um semáforo e fui surpreendido com um soco no cotovelo por um homem, agora em pé, ao lado do meu carro, aos berros. Enquanto eu tentava argumentar para saber quem era aquele senhor, levei um 'belo' soco na boca sentado no banco do carro. Juro que fiquei sem reação, na verdade eu não acreditava. Então, aos gritos, aquele senhor disse que era o taxista. Mas me surpreendi com os próximos instantes: uma calma tão grande se fez presente, que a única coisa que eu dizia era para ele voltar para o seu carro, pois estava completamente fora de si. Aquela situação durou cerca de um minuto, mas mantive uma calma que não esperava. Voltei a dirigir mantendo a mesma serenidade, como se não houvesse ocorrido nada, minha respiração sob controle, um sentimento tão grande de compaixão por aquele homem, que estava visivelmente transtornado. Alguns segundos e uma voz silenciosa se manifestou: 'Está aí sua resposta, é para isso que você pratica Yoga'. Confesso que a resposta poderia vir sem aquele soco na boca", conta.


Yoga na prática Essa história ilustra o que devemos ter em mente: não adianta apenas praticar na sala de aula, suar no mat, fazer pranayamas e meditar todos os dias se não levamos a prática para o nosso cotidiano. Também não adianta ouvir CDs de relaxamento, entoar mantras ou meditar com japamala depois de levarmos uma fechada ou quando todos os motoristas estiverem buzinando ao mesmo tempo. O ideal é cultivar uma mudança de pensamento antes de uma situação tensa. Marcos Rojo, coordenador do curso de pós-graduação de Yoga da UniFMU, diz: "Para os menos devocionais, ficar ouvindo repetidamente cantos ou mantras num momento de estresse poderá deixá-los ainda mais nervosos. Temos de ser sinceros. Não adianta ser hipócrita e ficar dizendo a si mesmo o tempo todo: 'Eu sou um praticante de Yoga e por isso não vou ficar nervoso com este estúpido que me deu uma fechada'. Nessa altura, provavelmente você já ficou nervoso e está apenas se enganando. É preciso reagir antes que um estado não saudável se instale na mente. Ouvir CDs de aulas de grandes mestres sobre temas como o Bhagavad Gita ou Upanishadspoderão distraí-lo, fazendo com que não se sinta perdendo tempo, caso você goste do assunto. Repetir um mantra também vai depender do envolvimento de cada um com a técnica. Embora não seja um bom momento para a meditação, é importante criar uma condição passiva, já que para os que moram em cidades grandes, o trânsito não é sua escolha, é fato", conclui.


Mudança de atitude Para aqueles momentos em que o trânsito não anda, fazer alguns exercícios respiratórios poderá deixá-lo mais calmo. Há métodos simples que qualquer um pode fazer, praticante de Yoga ou não. Marcos Rojo enfatiza que o pranayama é uma preparação para a meditação e que os antigos yogispossivelmente achariam bizarro uma técnica tão sofisticada para um objetivo tão comum, e compara: "Seria quase o mesmo que convidar a Orquestra Filarmônica de Berlim para tocar Mamãe eu quero. Sendo assim, vamos considerar o controle do ritmo respiratório como estratégia para a diminuição do estado de ansiedade. Respirar lenta e profundamente pelas narinas, com a expiração pelo dobro do tempo da inspiração, contraindo um pouco a glote e emitindo um som muito suave (ujjayi pranayama) por pelo menos dez repetições, já será muito proveitoso para nos acalmar", afirma. De tanto ouvir as pessoas se queixando sobre o estresse no trânsito, a professora Nicole Witek, do instituto que leva seu nome em São Paulo, produziu um CD com técnicas de relaxamento para fazer durante engarrafamentos, no trabalho e em casa. "Aconselho acolher os sentimentos de frustração, raiva e aplicar os métodos de Yoga: buscar uma emoção positiva, focar a atenção na região do coração e continuar respirando calma e tranquilamente para que o sangue possa trocar sua química relativa ao estado de estresse (adrenalina, cortisol, açúcar) para uma química de bem-estar. É como se fosse uma minimeditação. Manter essa emoção positiva por alguns minutos reverte a produção de secreções no corpo que danificam a saúde e leva a um estado de tranquilidade", explica. Monja Coen ensina: "Verifique que não estamos sozinhos e que não é alguma coisa pessoal, contra nós especialmente. Alinhe a coluna vertebral e a cervical. Sinta seus pés, suas mãos, todo o seu corpo. Perceba o processo mental da impaciência, raiva, agonia, tristeza, alegria — porque muitas vezes ficamos alegres por algum engarrafamento que dificulta um encontro desagradável que fomos obrigados a marcar. Engarrafamento não é apenas horrível. Pode ser bom. Pode se fazer amigos, principalmente consigo mesmo. Esteja presente no que está sentindo e observe que tudo é passageiro. Se você estiver aflito, seja gentil com você. Não fale palavrões, não faça gestos rudes e ásperos, não queira estar em outro local. Não insulte a si mesmo. Não insulte a cidade, os carros, as pessoas, o trânsito. Pense em soluções melhores. Faça sugestões e as envie ao Departamento de Trânsito. Atue para transformar. Seja a transformação que quer no mundo. E lembre-se: se for pegar um bom engarrafamento, é melhor levar alguns alimentos no carro, água, sucos, livros, revistas, CDs. E não se esqueça de ir ao banheiro antes de sair. E, quando vir alguém muito bravo, cortando, xingando, buzinando, pense que essa pessoa nunca fez Yoga, nunca meditou, desconhece o Zen e o autocontrole e, quem sabe, esteja muito mesmo querendo ir ao banheiro. Dê passagem e o abençoe para que atinja seus objetivos com êxito, sucesso e em tempo hábil. Querer, pensar e fazer o bem faz muito bem".


Algumas sugestões para fazer no carro: - Lentamente leve o queixo para baixo, depois gire a cabeça para os dois lados como se a orelha fosse tocar os ombros. - Inspire e expire fazendo movimentos circulatórios com os ombros para a frente várias vezes e depois para trás. - Busque um bom posicionamento no banco do carro, ajeitando bem os ísquios para manter a coluna ereta. - Traga os dedos dos pés na direção da tíbia e depois leve-os à frente esticando bem o peito do pé. Faça movimentos giratórios com os pés, ora no sentido horário, ora no sentido anti-horário. - Pequenas massagens que podemos fazer nos ombros e pescoço, apertando e soltando, para melhorar a circulação local, também ajudam.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Música na aula?

Perguntamos para professores de vários estilos se é válida a utilização de música na prática de Yoga. Confira as impressões
Por: Patrícia Ribeiro

Fotos: Louise Chin & Ig Aronovich/ Lost Art NÃO Não uso música na aula, nós vocalizamos um mantra e às vezes finalizo com mais um mantra. Na verdade a música pode ser usada como objeto de meditação, pensando nas músicas devocionais. Mas em uma aula, se estou dando asanas, o aluno deve focar nas posturas. Com a música o praticante terá dois objetos de meditação e não um. Luisa Vanossi, professora de Iyengar Yoga

Não uso música em minhas aulas. Em Iyengar Yoga a ideia é o aluno obter o máximo de energia, saúde, bem-estar e relaxamento pelo alinhamento e precisão. Para isso o professor precisa falar sobre pequenas ações internas que guiam os alunos a um melhor aproveitamento dos benefícios de cada asana. A música se torna desnecessária, pois a conexão é feita entre o aluno, as instruções do professor e seu próprio corpo. Rosana Seligmann, professora de Iyengar Yoga.

Não uso músicas porque não consigo imaginar uma prática de Ashtanga com música. O que dá o ritmo é a respiração, ela o leva para um estado de introspecção, é uma meditação em movimento. A respiração ajuda a centrar e a música distrai, conduz para outro lugar, desperta sensações, é como se fosse uma dança, é outra proposta. Eu, particularmente, prefiro ouvir o som da minha respiração. Andrea Palma, professora de Ashtanga Vinyasa Yoga

Eu não uso música durante as aulas. A prática de Iyengar Yoga demanda uma atenção plena na conexão das informações que a mente consegue digerir e enviar às ações do corpo. Assim, é importante que o foco esteja parte internamente e parte na sala de prática, na condução do professor. Mas acho acolhedor uma música adequada no estúdio para receber os alunos, antes e depois da aula. E mesmo um relaxamento conduzido guiado aos sons da natureza. Renata Ventura, professora de Iyengar Yoga

DEPENDE Depende do estilo de aula. No Ashtanga nunca usamos música, porque é fundamental ouvir a sua respiração para entrar e sair das posturas. A respiração ujjayi acaba sendo a sua música. Mesmo no relaxamento, o melhor é o silêncio, porque nas aulas estilo Mysore, cada um tem seu próprio ritmo e não entra em savasana ao mesmo tempo. Já em uma aula de Vinyasa acho bem interessante, mas tem de ser músicas que têm a ver com a proposta da aula. Dany Sá, professora de Ashtanga Vinyasa Yoga

SIM Teoricamente temos de prestar atenção na nossa respiração, para que ela se volte para dentro. A música é uma ferramenta a mais, que pode ser usada de vez em quando. A pessoa está tão estressada que, às vezes, não presta atenção na respiração durante um período de tempo. Prefiro as músicas mais tranquilas, mas às vezes posso colocar uma música um pouco mais rápida, para aquecer o corpo. Combino o objetivo de aula com a música. As músicas que tenho usado em minhas aulas transitam na fronteira do jazz, lounge e eletrônica, e também as mais tradicionais, como Deva Premal e Krishna Das. De vez em quando, faço aulas especiais com música ao vivo. O Diogo Camargo toca violão, faz músicas próprias e toca para dar ritmo ao surya namaskar, conduzindo a respiração. Anita Carvalho, professora de Vinyasa Yoga

Sou a favor da música na prática porque auxilia no clima de aquietamento, já que a música tem influência sobre o estado mental. A música também pode servir de âncora para os praticantes porque o som nos ajuda a focar a mente no momento presente. Glauco Tavares, professor de Hatha Yoga

Uso músicas com frequência em minhas aulas de Hatha Yoga, estilo Vinyasa. Acredito que para a grande maioria de nossos alunos, que, em geral, chegam às aulas vindos de um conturbado contexto urbano repleto de estímulos sensoriais, em geral desarmônicos e estressantes, a utilização de músicas suaves e harmônicas, baseadas em mantras e kirtans, possa servir de pano de fundo terapêutico que proporciona maior quietude e concentração mental. Cristiano Bezerra, professor de Hatha Yoga

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A música salva!

Presente em todas as culturas, a música nos religa com o Divino e promove saúde de corpo, mente e alma.


Fotos: Cauê Ito 



O que pode ser mais reconfortante do que ouvir no rádio uma música que marcou uma fase alegre da vida em um dia de desespero ou solidão?
"A música une as pessoas. É o mais profundo medicamento não químico." A afirmação é do neurologista inglês Oliver Sacks, autor do ótimo Alucinações musicais. Segundo ele, o poder da música para integrar e curar é fundamental. Para o escritor indiano Salman Rushdie, em seu romance O chão que ela pisa, a música é o dom divino que nos salva da miséria humana.

A ciência concorda com a poesia: ritmo, melodia e movimentos são exclusivos do homem, fundamentais na evolução humana e com efeitos ativos no cérebro. Pessoas com Alzheimer ou que sofreram derrame respondem a estímulos da música, por exemplo.

O musicoterapeuta e professor de Yoga Diogo Camargo utiliza o poder da música para cuidar de pacientes com as mais variadas questões: "Yoga e música são ferramentas que abrangem a totalidade do ser, partindo para a vivência prática e visceral, concretizando na matéria consciência, harmonia, cura, orientação, ritmo, disciplina e valores éticos". Além das sessões de musicoterapia, Diogo gravou o CD Mantras do Coracão, com Marcio Assumpção, e toca em aulas de Yoga ao lado de Anita Carvalho. 

"Faço práticas silenciosas também. Acredito na tradição, em praticar asanas ouvindo apenas a respiração. Mas a música me trouxe mais uma ferramenta para ir de encontro com a minha natureza. Vi que os alunos também ficaram mais conectados na aula", explica a professora.
No Yoga, há várias maneiras de se beneficiar com a música, que passam do Bhakti ao Nada Yoga (veja detalhes a seguir). Krucis, músico discípulo do sitarista indiano Ustad Aashish Kahn, acredita fortemente na música como meio para sair do estado de estresse. "As pessoas deixam o pensamento brotar demais, e a música traz a pessoa para o foco. Toda possibilidade de cura vem do esvaziamento, para que a pessoa consiga se ver, enxergar o mal que a atinge", diz. Krucis acompanha professores em aulas de Yoga e também oferece sessões particulares de Nada Yoga. "O trabalho é tocar para o aluno/ paciente relaxar. É resgatar o som interno de cada um, que é como um DNA para a pessoa entrar em contato com o seu eu no aqui e agora – esse é o 'religar' da pessoa". 




Musicoterapia COM DIOGO CAMARGO 




A sessão começa com uma aula particular de Hatha Yoga para o paciente se aquietar, soltar o corpo e conectar-se consigo. No consultório equipado do novo centro Natureza do Ser, os processos variam de acordo com o que Diogo intui para cada paciente. Uma das possibilidades é começar pelo didgeridoo (uma espécie de berrante dos aborígines australianos, popularizado pela banda Jamiroquai). O musicoterapeuta faz o instrumento vibrar em várias partes do corpo do paciente.

Depois, o som da tigela tibetana ressoa sobre o chakra do coração. Na sequência, deita-se em uma mesa lira, que é uma caixa de ressonância, com 42 cordas de aço embaixo, todas afinadas no mesmo tom. Diego dedilha as cordas, variando a velocidade e a intensidade, e o paciente percebe as vibrações por todo o corpo, através do campo de ressonância. 

Essas vibrações atuam na base da espinha, espalhando-se pelas vértebras, estimulando o sistema nervoso e os chakras. A sessão pode terminar com Diogo no violão convidando o paciente a improvisar, tocar as notas que quiser em um xilofone. www.naturezadoser.com.br

Diogo trabalha desde 2007, quando se formou em musicoterapia na FMU e em Yoga, pelo Instituto de Yogaterapia de Campinas, espaço de sua mãe, que trabalha com o Yoga desde que ele nasceu.

Bhakti Yoga POR JAI UTTAL 

 Muitos de nós pensamos o Yoga como um conjunto de exercícios que oferecem mais beleza física e estamina, com ocasionais meditações para efeitos calmantes. Mas isso é só uma pequena parte. E o coração? E o mar das emoções humanas?

Milhares de anos atrás, os rishis (videntes, sábios) nos deram os sistemas do Yoga para nos trazer a um estado de harmonia, paz e união com o Divino. Esses yogis tinham consciência de todos os níveis – físico, mental, emocional – que compõem o animal humano, e criaram práticas para levar luz a todo o ser. E eles nos deram o Bhakti Yoga, o Yoga da devoção, que canaliza a energia que pode nos levar à liberação e a usa como ponte para nos levar de volta à nossa Fonte.

A essência do Bhakti é a entrega – oferecer um eu individual ao grande oceano de consciência pura. A prática nos leva a um reino onde as qualidades racionais são pouco poderosas perto do vasto oceano do sentimento. O coração conduz. Kirtan, a prática de cantar os nomes ou mantras dos deuses e deusas, é talvez a técnica mais importante em Bhakti Yoga. Externamente, estamos apenas cantando músicas repetitivas com melodias simples. Tentamos colocar nossas mentes analíticas de lado e cantamos com o coração. Então a mágica acontece. Imergimos no infinito rio da oração que flui desde os primeiros humanos.

Às vezes, quando canto, sinto a presença de Radha e Krishna ou Shiva ou Hanuman, e outras vezes as canções me levam ao fundo do meu coração. E às vezes não sinto nada espiritual.

Mas quer saber? Não importa muito para mim. Entendo que a minha mente é um mecanismo limitado e que o reino miraculoso do espírito pode ser compreendido apenas pelo espírito. Crenças têm seu valor. Mas para mim o coração é muito mais importante. Como posso ser um bom pai e marido? Como posso manter o meu coração aberto? www.jaiuttal.com


Nada Yoga COM JULIO GOPALA O que é Nada Yoga? 
Tenho utilizado a palavra naad, que soa mais próxima do sânscrito e não induz ao niilismo! Naad Yoga é uma prática muito antiga, inerente ao Tantra, Hatha Yoga, Bhakti Yoga e sufismo, apenas como referências. Na verdade ela consiste no desvendar interno da nossa própria natureza sonora e vibrante, acessando diretamente a energia shakti por meio de exercícios prânicos sutis. É uma via muito direta de sentir e descobrir a si mesmo.

Como é o seu trabalho que envolve música e Yoga/ meditação? É uma abordagem natural, que se desenvolve a partir da própria sensibilidade do praticante para respirar, cantar e meditar. Como em outras vertentes, é importante estar "de bem" com o próprio corpo, por isso sempre sugiro uma prática de asanas paralelamente. O pranayama ajuda a oxigenar o cérebro e permite um fluxo prânico benéfico à utilização posterior da voz. Aqui também aprendemos a gostar da nossa própria capacidade vocal, liberando preconceitos estéticos ou padrões de baixa autoestima relacionados. Em seguida são aplicadas técnicas que integram raga e mantra visando à meditação.
Você vem do jazz e se especializou em música indiana. Acha que outros gêneros podem ser utilizados com quem não tem paciência com sons indianos? Qualquer música é um bom começo, mas se desejarmos sentir mais os harmônicos (shruti) entre as notas e acessar a profundidade dos mantras, a música indiana aliada à tradição védico/tântrica ainda são dificilmente substituíveis. É bom frisar que muito do que se escuta em centros de Yoga não se trata realmente de música indiana, mas sim de uma galera bem-intencionada que canta e toca melodias ocidentalizadas, agregando mantras ou bhajans indianos. Por razões culturais, não se poderia esperar que fosse de outra maneira. A vibração e os resultados são, porém, necessariamente distintos do trabalho mais tradicional. Aqui falamos de gunas (modos complementares da natureza), gravitando de rajas (agitado) a sattwa (tranquilo, harmonioso). Mas no final toda expressão sincera é válida, pois abre canais sonoros. Obviamente existem muitas vias, a questão é transformar a coisa em sadhana e fazer as pazes com a dona paciência! Seja como for, passos bem orientados, com o tempo, deixarão a pessoa satisfeita. www.surmeditar.blogspot.com

Por: Greice Costa

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