Frases soltas por aí... no mundo!!

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mentir dá trabalho


Satya: o compromisso com a verdade

Oui, Monsieur Duchamp, isto é um mictório, não uma obra de arte.

Mentir dá trabalho. Quem mente é obrigado a gerenciar duas «realidades», uma para si e outra para as outras pessoas (a não ser que o sujeito seja biruta, a realidade de fato é aquela que ele guardará para si). Comparado com alguém que não mente, o mentiroso sempre terá mais trabalho e gastará mais tempo e energia. Mentir é uma espécie de malabarismo.

Satya é o yama que mostra a importância de não criar realidades. O yogin que respeita este yama reconhece a realidade única e vive nela. Trata-se, portanto, de um exercício constante de sinceridade -- consigo, com os outros, com o universo ---, de permitir que a visão se purifique e se livre de julgamentos e de avaliações. Estas coisas pertencem ao território da mente e o yogin sabiamente permite que elas aconteçam. Satya não o leva ao esforço de neutralizar os julgamentos e avaliações, satya apenas leva o yogin a reconhecer tais coisas como produtos da mente e, portanto, como uma tentativa da mente manipular e recriar a realidade à sua própria vontade.

Satya, portanto, pode ser compreendido também como o esforço de não misturar objetos de naturezas diferentes antes de reconhecê-los como tais.Um exemplo pode tornar esta idéia mais clara.


***
 

Suponhamos que um colega de trabalho, com quem você tem boas relações, o destrate sem nenhum motivo aparente. A mente do indivíduo inconsciente de si reagirá produzindo explicações para o fato: 

1) Seu colega na verdade não gosta de você. Portanto, ele é falso e desde o início estava enganando você, provavelmente porque quer prejudicá-lo.

2) Seu colega acordou de mau humor, por isso ele o maltratou. Logo vai passar.

3) Seu colega está passando por um período difícil na vida e maltratar as pessoas é uma reação natural a isso e uma forma inconsciente de pedir ajuda.

A mente pode criar outras explicações e cada uma delas implicará desdobramentos. Note, por exemplo, que cada uma das três explicações sugeridas indicam três caminhos diferentes. Decerto a primeira explicação levaria você a iniciar um conflito bastante sério com seu colega. A segunda poderia levá-lo a uma atitude passiva, à espera de que o humor de seu colega melhore. A terceira poderia levá-lo a oferecer-lhe ajuda. Qual das três mais se aproxima da realidade? A resposta é: nenhuma. Mesmo que uma delas corresponda em algum grau ao que de fato aconteceu com seu colega, elas foram produzidas na sua mente. 

Sem dúvida, a aproximação entre fato e pensamento pode modificar a realidade, mas é fácil perceber os riscos a que nos expomos quando agimos com base em pensamentos que não correspondem à realidade inicial -- aquela que gerou os pensamentos que geraram nossas ações. Pode-se imaginar que esses riscos não existem quando fato e pensamento coincidem (em outras palavras, quando conseguimos perceber a realidade adequadamente); no entanto, permanecer em satya leva o indivíduo a dispensar até mesmo os «pensamentos certos» ou, no máximo, a reconhecê-los como são, isto é, como pensamentos.



Perceber a realidade significa reconhecer o movimento das informações. Luz, calor, sons, fatos -- tais informações são recebidas pelos sentidos. Notar essas coisas é o mesmo que notar as informações que essas coisas produzem e, portanto, o movimento dessas informações em nossa direção. 

Se vejo um carro azul, meus olhos recebem a imagem e minha mente a registra. Fechar os olhos significa interromper o fluxo dessa informação. Ver mentalmente o carro azul significa criar um movimento que parte de mim. Ainda que ele não ultrapasse os limites de meu corpo e de minha mente, ele já foi «emitido»: se posso vê-lo, mesmo que apenas mentalmente, significa que ele já está «fora de mim». Satya significa também reconhecer esses dois movimentos e não confundi-los em nenhum momento.

O indivíduo acostumado a viver na ilusão não apenas inventa realidades e se esforça para que elas substituam a realidade única. Ele também não reconhece a realidade única quando a vê. Confundir aqueles dois movimentos -- a realidade que vem até você através dos sentidos e as imagens produzidas na mente como eco dessa realidade -- significa perder todo o senso da realidade. Pior do que viver na ilusão é perder a capacidade de perceber a realidade, por mais óbvia e impactante que ela seja.

***

Ah, sim, o yoga. Suponhamos que você vá até a escola onde toma aulas de yoga, estende seu tapete e posiciona-se para o início da prática. Então seu professor altera completamente o andamento habitual da aula. Ele ensina passos de dança ou fica conversando sobre os maravilhosos efeitos terapêuticos dos asanas ou, ainda, permanece em silêncio olhando para você com expressão absolutamente neutra. 

É natural que sua mente reaja. «Que raios é isso? Aula de dança agora?». Ou: «Ok, Hipócrates, asanas são uma panacéia. Que tal praticá-los?». Ou ainda: «Se ele continuar me olhando mais um segundo eu vou cair na risada. Não, eu não posso rir... eu não posso rir... Quando é que a aula vai começar?».

Uma boa forma de exercitar satya em situações assim é colocar seus pensamentos no fim da fila das coisas que participam da realidade. Observe como são suas ações quando elas não podem contar com os pensamentos. Perceba tudo o que acontece -- dentro e fora de você -- até que todas aquelas frases surjam na mente. A verdade se revela quando você se torna capaz de permanecer em silêncio, apenas observando tudo o que acontece.


Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse: «É mesmo?»


Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade. «É mesmo?», Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança. 


Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger. Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido. «É mesmo?», disse Hakuin enquanto devolvia a criança.

Publicação original do blog: http://www.yogailhabela.org de 26/03/2011 Autoria de Christian Rocha

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OS TRÊS TIPOS DE SONHOS

Pode se dizer que existem pelo menos três qualidades de sonhos:


1 - A primeira qualidade é um sonho que diz respeito, justamente, a toda essa impressão do mundo sobre os seus sentidos. O sonho é uma forma de revelar a natureza do seu apego. Por isso, muitas vezes, esses sonhos não fazem o menor sentido. É como se fosse um descarrego desse acúmulo de impressões dos seus sentidos, através de imagens e sentimentos. São sonhos relacionados à natureza do seu apego, ou seja, onde a sua mente ficou agarrada, presa por conta de algum sentimento ou emoção.

Conforme vai participando da programação e vai se desligando da matrix, você começa a ter um segundo tipo de sonho: 


2 - que são os sonhos relacionados à sua história. Você acessa conteúdos do inconsciente, que ajudam você a entender melhor a sua vida. Esses sonhos dizem respeito a sentimentos guardados, e te dão notícias sobre as contas abertas na sua vida. Eles são sonhos instrut
ivos. Você acorda com uma sensação de que está recebendo uma pista sobre o seu trabalho pessoal. Às vezes agradável, e às vezes desagradável. Mas, sempre informações significativas sobre o seu processo.

Conforme vai se aprofundando na prática e direcionando a sua mente para Deus, você começa a ter um terceiro tipo de sonho: 


3 - que são os sonhos que eu poderia chamar de sonhos espirituais ou experiências espirituais noturnas. Muitas vezes, você ascende para os mundos superiores e tem experiências transcendentais. Às vezes, você trabalha a serviço do outro e está consciente; existe lucidez nessas experiências astrais. Você começa a ativar poderes da sua alma e a colocá-los a serviço do bem comum. Às vezes, você esbarra nas suas questões pessoais, e se assusta com a experiência, porque nem sempre elas são extasiantes. Às vezes, numa só noite, você passa pelos três tipos de sonhos".




Sri Prem Baba

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix


A arte que imita a vida

Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação do tipo Matrix?

Todos os fãs da trilogia Matrix sempre se questionaram se seria realmente possível que fôssemos uma espécie de "agentes de software" da vida real.
Ou se o que chamamos de "vida real" não seria de fato uma "vida virtual" fundada em uma outra realidade à qual não temos acesso direto.
Agora esta questão está sendo levada a sério pelos cientistas, que estão propondo um teste para sabermos se estamos ou não vivendo em uma simulação computadorizada.
A ideia, proposta por uma equipe da Universidade de Bonn, na Alemanha, parece ir bem mais longe do que outro conceito mais em voga, de que nosso Universo pode ser um gigantesco holograma.
Segundo eles, mesmo nossos deuses-programadores devem ter à disposição uma capacidade de processamento limitada e, sobretudo, devem cometer erros de programação.
E essas imperfeições devem criar erros na simulação que nós podemos ser capazes de detectar.




Simulações realísticas

As simulações computadorizadas são uma das principais ferramentas usadas pelos cientistas hoje, sejamos nós virtuais ou não.
Os simuladores permitem estudar tudo, de um você-virtual e da física dos arco-íris até o Universo, passando pelo planeta Terra inteiro e pelo nascimento das galáxias.
As simulações costumam criar matrizes 3D de "células", ou "átomos", que interagem de forma crescente até formar a coisa toda que se propõe estudar.
Como o poder computacional está crescendo continuamente, torna-se razoável pensar que um dia possamos simular o Universo inteiro, detalhe por detalhe.

Isso imediatamente leva à questão: Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação?





Falhas na Matrix

Silas Beane e seus colegas propõem que, se estivermos vivendo em uma matriz simulada por computador - uma Matrix - então os raios cósmicos, partículas carregadas que chispam pelo Universo, provavelmente estão viajando ao longo das linhas que conectam os diversos elementos dessa matriz.
Ou seja, a rota dos raios cósmicos deveria seguir uma estrutura geométrica precisa - eles não viriam de todos os ângulos possíveis.
Isso seria uma "falha" na Matrix, uma inconsistência que poderíamos detectar.
Mas vai levar um tempo até que você possa liberar seu Neo interior, ou alimentar a esperança de ser "o escolhido".
Os limites de energia dos raios cósmicos observados em nosso Universo significam que, se nosso Universo for mesmo uma simulação, as "células" de sua matriz não poderiam ser menores do que 10-12 femtômetros para que a falha aparecesse.
Seria então, uma questão de construir detectores de raios cósmicos suficientemente precisos para medir não apenas a energia, mas também o ângulo de chegada de cada "partícula" de energia.
É claro que estamos muito longe disto - o raio de um próton, por exemplo, mede pouco menos de 1 femtômetro.


Sinais dos criadores

Não há razão, contudo, para assumir que deuses-programadores suficientemente avançados não sejam capazes de projetar e rodar células ainda menores, nem que eles utilizem uma estrutura cúbica, como os cientistas presumem, o que de fato nos leva de volta à estaca zero.
Mas pode haver outras formas pelas quais os simuladores nos deem indicações de sua presença, eventualmente como um teste para avaliar a evolução das capacidades das suas criaturas virtuais.
Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, recentemente sugeriu que os criadores da nossa realidade podem ter deixado mensagens nos alertando sobre sua existência, ou podem simplesmente nos transportar para sua realidade.
O fato é que a questão mais geral sobre se existem ou não outros níveis de realidade além deste que afeta nossos sentidos tem incomodado os filósofos há milênios.
Ou seja, não espere uma resposta definitiva para a questão tão cedo.

Texto originalmente publicado no site Inovação Tecnológica




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