Frases soltas por aí... no mundo!!

Mostrando postagens com marcador cérebro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cérebro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O homem mais feliz do mundo


Em Laboratórios de todo mundo, o estudo do cérebro entrou numa fase detalhada que permite hoje se chegar a conclusões sobre o grau de felicidade das pessoas e estes esforços levaram os pesquisadores a surpreendentes análises comparativas.

Nos acostumamos (fomos condicionados) a crer que a felicidade é uma espécie de competição olímpica onde é vitorioso quem possui mais, domina, comanda e sente através de coisas.
Segundo um recente experimento científico o homem mais feliz do Mundo hoje é um indivíduo que vive em uma cela de dois por dois, não é dono nem executivo de nenhuma companhia da Fortune 500, não vive dependente de celular, nem dirige uma BMW, não veste roupa de Armani nem Hugo Boss, desconhece tanto o Prozac como o Viagra ou Ecstasy e sequer toma Coca-Cola.
Em suma: O Homem Mais Feliz do Planeta é um homem que prescinde de dinheiro, competições profissionais, vida sexual e popularidade. Seu nome é Matthieu Ricard, francês, ocidental por nascimento, budista por convicção e o único entre centenas de voluntários da pesquisa cujo cérebro não só alcançou a máxima qualificação de felicidade prevista pelos métodos científicos, como superou por completo o “felizômetro”.
Os 256 sensores e dezenas de ressonâncias magnéticas aos quais Ricard se submeteu ao longo de vários anos, para validar o experimento não mentem:
Ali onde o nível dos simples mortais é muito alto – estresse, medo, frustração – no cérebro de Ricard, essas sensações simplesmente não existem. Mas ao contrário, onde a maioria demostrou baixíssimos níveis – Satisfação e Plenitude Social – Ricard superou todos os índices, dando origem ao titulo de “Homem Mais Feliz do Planeta”. Os cientistas nunca encontraram alguém “tão feliz” e afirmam: em medições quantificáveis, Ricard é mesmo o Homem mais feliz da terra.
O paradoxo do caso não é o fato de ser um homem tão feliz e sim como chegou a sê-lo, se desprendendo de tudo aquilo em que os ocidentais supõem ser a raiz da felicidade: dinheiro, posses, consumo, consumo, consumo…
E não é que Ricard seja alheio a tudo isso. Ele fez Doutorado em genética molecular e trabalhou ao lado do Prêmio Nobel de Medicina François Jacob. Além de ser filho de Jean François Revel (recém-falecido), um famoso filósofo e membro Emérito da Academia Francesa.
Mas nada o deslumbrava e não se sentia pleno.
Com o mundo do sucesso material a sua frente, e, a ponto de converter-se numa eminência científica, um dia, fortemente impressionado com a filosofia oriental, decidiu mudar o rumo da sua vida. Dedicou-se à meditação, tornou-se discípulo do mestre tibetano Rinpoche, foi para o Himalaia, adotou o caminho dos monges e iniciou uma nova vida a partir do zero.
Hoje é um dos maiores estudiosos do clássico tibetano, é assessor e braço direito do DALAI LAMA e tem doado milhões de euros – produto da venda de seus livros – a monastérios e obras de caridade.
Porém isso não é a causa, mas a consequência de sua felicidade.
A causa para esse resultado devemos buscar em outro lugar, diz o chefe do estudo, Richard J. Davidson, e não é nenhum mistério ou graça divina:
Se chama “plasticidade mental”. É a capacidade humana de modificar fisicamente o cérebro por meio dos pensamentos que escolhemos ter. Da mesma forma que os músculos do corpo, o cérebro desenvolve e fortalece os neurônios mais utilizados. Os pensamentos negativos provocam maior atividade no córtex direito do cérebro e consequentemente maior ansiedade, depressão e hostilidade. Em outras palavras: maior infelicidade auto gerada. Por outro lado, quem desenvolve bons pensamentos e também uma visão amorosa da vida, exercita o seu córtex esquerdo, elevando as emoções prazerosas e a felicidade.
Ainda do Dr. Davidson: “o resultado desse estudo pode mudar por completo a visão que temos do cérebro humano. São enormes as suas implicações.
“Entre estados de meditação, as ondas cerebrais permanecem intensas sugerindo que é possível treinar o cérebro a controlar as emoções, mudando a estrutura da própria mente”. A meditação frequente pode modificar as funções cerebrais de forma durável.
“Tudo indica que o cérebro pode ser treinado na idade adulta e até alterar sua organização interna, algo que experiências com músicos também já tinham demonstrado”.

Ricard adverte que não se trata de decidir ver a vida cor de rosa, de um dia para o outro, mas de trabalhar sistematicamente para debilitar os músculos da infelicidade, que tanto teimamos em fortalecer, acreditando sermos vítimas do passado, dos pais ou do nosso meio. E, paralelamente, começar a exercitar os músculos mentais que nos fazem absoluta e diretamente responsáveis por nossa própria felicidade.
Admite que seu caminho não seja mais do que um entre muitos e afirma que ser feliz necessariamente passa pela mudança de deixarmos de culpar aos outros pela nossa infelicidade e buscarmos a causa em nossa própria mente.
“Viver as experiências que a vida nos oferece é obrigatório, porém sofrer com elas ou desfrutá-las é opcional”.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mentiras e confiança



Uma razão para que a mentira possa persistir como uma estratégia em ambientes sociais é que não é a comparação dos fatos contra alguma noção de verdade, mas em vez disso, a avaliação de se uma traição da confiança aconteceu ou não, que determina a resposta a uma mentira.
No caso da Guerra com o Iraque, por exemplo, o fato de que a mentira agravou um conflito poderia ter representado uma séria quebra da confiança e traição daqueles que iriam sofrer no conflito. No entanto, qualquer um que aceita como verdadeira a afirmativa de que o regime em vigor era uma ameaça "inevitável" a aqueles que pereceram o combatendo, ou aqueles cujas vidas estão em risco como consequência da invasão, teria uma probabilidade muito menor de considerar agravar o conflito no momento mais conveniente ser qualquer tipo de traição. A perspectiva do bom senso conservador com frequência se baseia nesse tipo de suposição de certeza. Mas se conflitos que são agravados são escolhidos devido a alguma ideologia, é difícil ver como isso difere da simples lógica de "o poder torna certo".

 


Mentiras durante a infância

As mentiras começam cedo. Crianças pequenas aprendem pela experiência que declarar uma inverdade pode evitar punições por má ações, antes de desenvolverem a teoria da mente necessária para entender porque funciona. De maneira complementar, existem aqueles que acreditam que as crianças mentem por insegurança, e por não compreender a gravidade dos seus atos "escapa(m) da responsabilidade apelando para a mentira". Nesse estágio do desenvolvimento, as crianças às vezes contam mentiras fantásticas e inacreditáveis, parecidas com a mentira de Koko, a gorila discutida anteriormente, porque eles não possuem o sistema de referência conceitual para julgar se uma declaração é verossímil ou mesmo entender o conceito de verossimilhança.
Quando a criança primeiro aprende como a mentira funciona, naturalmente elas não possuem o entendimento moral para evitar fazer isso. É necessário anos observando as pessoas mentirem e o resultado das mentiras para desenvolver um entendimento adequado. A interferência da família também é imprescindível para que a criança compreenda através de bons exemplos a forma correta de agir.
A propensão a mentir varia muito entre as crianças, com algumas fazendo isso de maneira costumeira e outras sendo com frequência honestas. Os hábitos em relação a isso mudam normalmente até o início da idade adulta. Nos casos em que esta mudança não ocorre, a psicologia os define como adultos no estágio de infância psicológica.
Alguns veem que as crianças - como um todo - têm maior tendência a mentir do que os adultos. Outros defendem que a quantidade de mentiras permanece o mesmo, mas os adultos mentem sobre coisas diferentes. Com certeza a mentira de adultos costuma ser mais sofisticada, e de consequências maiores do que as contadas por crianças. Boa parte desse julgamento depende se a pessoa conta inverdades diplomáticas, insinceridade social, retórica política e outros comportamentos adultos que são tidos como mentiras.

 


Detecção de mentiras

A questão de se as mentiras podem ser detectadas através de meios não verbais é assunto de particular controvérsia.
§  Polígrafos são máquinas de detecção de mentiras que medem o estresse fisiológico que um entrevistado sente em várias medidas enquanto dá declarações ou responde perguntas. Afirma-se que picos do estresse indicam comportamento mentiroso. A precisão desse método é amplamente contestada, e em vários casos bem-conhecidos provou-se que ele foi ludibriado. No entanto, ele permanece em uso em muitas áreas.
§  Vários soros da verdade foram propostos e usados durante depoimentos, embora nenhum seja considerado muito confiável. A CIA tentou descobrir um "soro da verdade" no projeto MK-ULTRA, mas foi na maior parte um fiasco.
§  Microexpressões faciais foram mostradas como um método confiável de expor mentiras, de acordo com o Diogenes Project de Paul Ekman e do Psy7Faces de Armindo Freitas-Magalhães. Em outras palavras, um lampejo minúsculo da expressão facial de "perturbação", embora difícil de ser vista para o olho destreinado, pode indicar quando a pessoa está mentindo.
Neurocientistas descobriram que a mentira ativa estruturas do cérebro completamente diferentes durante exames de tomografia por ressonância magnética, o que pode levar a um método mais preciso (embora não prático) de detecção de mentiras.
Ref.: Ângelis, Joanna de. No livro "Conflitos Existenciais"

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O que acontece quando você acaba de beber um refrigerante?



Primeiros 10 minutos: 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.






20 minutos: O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).




40 minutos: A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras. 




45 minutos: O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína..)




50 minutos: O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.




60 minutos: As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam.. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes. Se não puder evitá-los, modere sua ingestão! Prefira sucos naturais.

Seu corpo agradece!


Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett Faculdade de Educação Física da UFMT Mestrado da Nutrição da UFMT Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo – 3615 8836 – Consultoria em Performance Humana e Estética

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Musicoterapia!?!?!? O que é isso?




A musicoterapia ainda é bastante desconhecida por muitas pessoas. Fato é que a música está envolvida de diversas maneiras na vida de todo o mundo. É, praticamente, impossível encontrar uma pessoa que não tenha uma música marcante ou que lembre algum fato passado. Agora, essas sensações que a música pode despertar estão sendo utilizadas de forma terapêutica, principalmente, para tratar doenças que necessitem de reabilitação motora, além de casos de câncer, hipertensão, depressão e muito mais.

A terapia realizada com instrumentos musicais e canto, libera no nosso corpo uma grande quantidade de dopamina e serotonina, que são os hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar. A musicoterapia é realizada por um profissional especializado que conhece as canções certas para cada tipo de tratamento. Não é qualquer música que vai ajudar o seu corpo a relaxar e desenvolver resultados positivos, geralmente, a música clássica e as conhecidas canções de ninar são as mais indicadas e utilizadas nos processos.


A música pode ajudar a regular a pressão arterial, melhorar a capacidade respiratória, fortalece o sistema imunológico, melhora a coordenação motora, exercita a memória e pode até diminuir a sensação de dores no corpo e melhorar a capacidade esportiva de alguns pacientes. Esta é uma opção para fugir dos tratamentos, quase sempre, realizados somente com medicamentos. São tratamentos alternativos que ainda têm muito o que descobrir e beneficiar aqueles que acreditam em seus resultados benéficos.


Presente em todas as culturas, a música nos religa com o Divino e promove saúde de corpo, mente e alma.


Fotos: Cauê Ito 



O que pode ser mais reconfortante do que ouvir no rádio uma música que marcou uma fase alegre da vida em um dia de desespero ou solidão?


"A música une as pessoas. É o mais profundo medicamento não químico." A afirmação é do neurologista inglês Oliver Sacks, autor do ótimo Alucinações musicais. Segundo ele, o poder da música para integrar e curar é fundamental. Para o escritor indiano Salman Rushdie, em seu romance O chão que ela pisa, a música é o dom divino que nos salva da miséria humana.

A ciência concorda com a poesia: ritmo, melodia e movimentos são exclusivos do homem, fundamentais na evolução humana e com efeitos ativos no cérebro. Pessoas com Alzheimer ou que sofreram derrame respondem a estímulos da música, por exemplo.

O musicoterapeuta e professor de Yoga Diogo Camargo utiliza o poder da música para cuidar de pacientes com as mais variadas questões: "Yoga e música são ferramentas que abrangem a totalidade do ser, partindo para a vivência prática e visceral, concretizando na matéria consciência, harmonia, cura, orientação, ritmo, disciplina e valores éticos". Além das sessões de musicoterapia, Diogo gravou o CD Mantras do Coracão, com Marcio Assumpção, e toca em aulas de Yoga ao lado de Anita Carvalho. 

"Faço práticas silenciosas também. Acredito na tradição, em praticar asanas ouvindo apenas a respiração. Mas a música me trouxe mais uma ferramenta para ir de encontro com a minha natureza. Vi que os alunos também ficaram mais conectados na aula", explica a professora.


No Yoga, há várias maneiras de se beneficiar com a música, que passam do Bhakti ao Nada Yoga (veja detalhes a seguir). Krucis, músico discípulo do sitarista indiano Ustad Aashish Kahn, acredita fortemente na música como meio para sair do estado de estresse.   "As pessoas deixam o pensamento brotar demais, e a música traz a pessoa para o foco. Toda possibilidade de cura vem do esvaziamento, para que a pessoa consiga se ver, enxergar o mal que a atinge", diz. Krucis acompanha professores em aulas de Yoga e também oferece sessões particulares de Nada Yoga. "O trabalho é tocar para o aluno/ paciente relaxar. É resgatar o som interno de cada um, que é como um DNA para a pessoa entrar em contato com o seu eu no aqui e agora – esse é o 'religar' da pessoa". 




Musicoterapia com DIOGO CAMARGO 




A sessão começa com uma aula particular de Hatha Yoga para o paciente se aquietar, soltar o corpo e conectar-se consigo. No consultório equipado do novo centro Natureza do Ser, os processos variam de acordo com o que Diogo intui para cada paciente. Uma das possibilidades é começar pelo didgeridoo (uma espécie de berrante dos aborígines australianos, popularizado pela banda Jamiroquai). O musicoterapeuta faz o instrumento vibrar em várias partes do corpo do paciente.

Depois, o som da tigela tibetana ressoa sobre o chakra do coração. Na sequência, deita-se em uma mesa lira, que é uma caixa de ressonância, com 42 cordas de aço embaixo, todas afinadas no mesmo tom. Diego dedilha as cordas, variando a velocidade e a intensidade, e o paciente percebe as vibrações por todo o corpo, através do campo de ressonância. 

Essas vibrações atuam na base da espinha, espalhando-se pelas vértebras, estimulando o sistema nervoso e os chakras. A sessão pode terminar com Diogo no violão convidando o paciente a improvisar, tocar as notas que quiser em um xilofone. www.naturezadoser.com.br

Diogo trabalha desde 2007, quando se formou em musicoterapia na FMU e em Yoga, pelo Instituto de Yogaterapia de Campinas, espaço de sua mãe, que trabalha com o Yoga desde que ele nasceu.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Como dar um ctrl+alt+del em si mesmo?




Quem utiliza o Windows sabe que, muitas vezes, só o Ctrl+Alt+Del resolve. A combinação de teclas que permite reiniciar o sistema ficou famosa por conta dos bugs do Windows que acabou se tornando uma expressão da cultura pop para quando alguém precisa recomeçar algo do zero.

Você já pensou em dar Ctrl+Alt+Del em si mesmo? Estive vendo uma entrevista da Dra. Jill Bolte Taylor, a americana que teve um AVC que atingiu a parte esquerda de seu cérebro, e comecei a pensar nessa ideia.

Na entrevista, ela disse que o fato de o derrame ter atingido apenas a parte racional do cérebro, ela começou a perceber o mundo apenas com o lado direito, o lado das emoções, da criatividade. Jill conta em seu livro, “A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro” (Ediouro), que ver o mundo apenas a partir do lado emocional foi algo maravilhoso.

Imagine se livrar de toda a sua bagagem emocional, todos os medos, todo o raciocínio lógico. 

Claro que permanentemente não é uma coisa boa, mas por alguns minutos, imagine a sensação de liberdade que isso pode proporcionar.

É possível fazer isso conscientemente, sem precisar ter um raro tipo de AVC? Sim, mas é preciso ter um controle muito grande dos próprios pensamentos. Estimular atividades artísticas, meditar e dormir mais são alguns dos conselhos da cientista.



A grande dica, entretanto, é viver o momento presente. Lembrar que o passado - assim como o futuro - não existe em nenhum lugar a não ser no seu cérebro e, se você consegue bloquear esses pensamentos, livra-se da bagagem emocional.

Uma boa meditação pode ser o que você procura para dar um Ctrl+Alt+Del no seu cérebro. Mas, em alguns casos, só mesmo formatando.

Texto do site Raios de luz

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cuidado com a tecnologia!



Celulares podem causar câncer, segundo a OMS. Veja como se proteger

Os riscos são pequenos, mas você não precisa jogar seu celular fora para evitar o problema. Bastam pequenas mudanças nos seus hábitos.

SAN FRANCISCO (06/01/2011) - A radiação emitida por telefones celulares pode ser um fator causador de câncer, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS), que até esta terça-feira dizia que os aparelhos não apresentavam riscos à saúde. A mudança de opinião aconteceu porque a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, vinculada à OMS, diz ter encontrado um vínculo entre a radiação emitida pelos telefones celulares e um risco maior de um tipo de tumor cerebral chamado glioma.

O anúncio não é resultado de novas pesquisas, mas sim de uma nova interpretação de estudos já existentes feita por um painel de 31 cientistas de 14 países, trabalhando em conjunto durante uma semana. Eles adicionaram campos eletromagnéticos de radiofrequência a uma longa lista de agentes "potencialmente cancerígenos", junto com substâncias como o óleo de coco, DDT, vapores resultantes da queima de gasolina, chumbo, talco, dióxido de titânio e até café (!), além de algumas variantes dos vírus HIV e HPV.

Em contraste a radiação ionizante, solar e ultravioleta é classificada como "cancerígena". "Potencialmente cancerígena" é o nível seguinte na escala (do maior risco para o menor). A radiação emitida pelos celulares cai na terceira (2B) de cinco categorias de risco. Para deixar claro: a classificação não significa que os celulares causam câncer, mas que existem indícios de uma conexão entre ambos, e que mais estudos são necessários. Ou seja, é o equivalente científico de um "por via das dúvidas, vamos olhar isso com mais atenção".

A CTIA, um grupo de representa a indústria da telefonia móvel, rapidamente respondeu dizendo que a classificação "não significa que os celular causam câncer", o que tecnicamente é verdade. A FCC e FDA, agências do governo norte-americano equivalentes às nossas Anatel (telecomunicações) e Anvisa (vigilânica sanitária) também mantém a posição de que não há evidências ligando a ocorrência de câncer ao uso de telefones celulares.

Entretanto, a maioria dos cientistas concorda que não há um veredito definitivo sobre se os celulares ameaçam nossa saúde. Como a radiação emitida pelos celulares é não-ionizante - ao contrário da emitida por uma explosão nuclear ou uma máquina de Raios X - a opinião geral é de que a única forma dela danificar tecido humano é se um celular superaquecer.

Mas ao mesmo tempo, poucos especialistas podem afirmar com certeza que usar um rádio de microondas bidirecional próximo ao seu corpo é absolutamente seguro. Afinal, campos eletromagnéticos desempenham grande papel no funcionamento de nosso organismo, então quem garante que a radiação eletromagnética não nos afeta?

O painel da OMS analisou pesquisas que incluem os resultados de um estudo com uma década de duração realizado pela Interphone, que no geral não conseguiu estabelecer uma conexão entre os tumores cerebrais e o uso de telefones celulares. Entretanto, o painel de cientistas notou que um outro estudo correlacionou 30 minutos ou mais de conversa diária ao celular a um risco 40 por cento maior no surgimento de gliomas ao longo de 10 anos. E um terceiro estudo, publicado em fevereiro pelo Journal of the American Medical Association, mostrou que a radiação emitida pelos telefones celulares modifica a química cerebral, causando um aumento nos níveis de glucose.

Alguns grupos acusam a indústria de telefonia móvel de transformar os 5 bilhões de usuários de celulares em todo o mundo em cobaias. Entre eles está Devra Davis, uma epidemiologista que fundou o Enviromental Health Trust e escreveu o livro "Disconnect: The Truth About Cell Phone Radiation" (Desconexão: A verdade sobre a radiação dos telefones celulares, em tradução livre). Ela sugere que muitos pacientes que sofrem de tumores cerebrais raros também fazem uso intenso de telefones celulares, como o Senador Ted Kennedy, que morreu em 2009.

Em resumo, dada a evidência atual a única forma certa de transformar um celular em uma "máquina de matar" é prestar mais atenção à ele do que à rua enquanto você dirige. Mesmo assim, se você prefere ter um pouco de cautela, pode usar as dicas abaixo para reduzir sua exposição à radiação sem prejudicar sua produtividade.

1. Use um Headset

Você terá exposição muito menor à radiação se usar um headset em vez de encostar o celular na sua orelha. Pode ser um headset Bluetooth, ou os fones de ouvido com microfone no cabo que acompanham boa parte dos aparelhos hoje em dia. Outra opção (de preferência em um local privado) é usar o viva-voz.

Se nada disso for possível, consulte o manual do aparelho e veja o que o fabricante recomenda. A Apple, por exemplo, aconselha os usuários a segurar seus iPhones a uma distância de cerca de 1,5 cm da cabeça.

2. Mantenha o celular fora do bolso

Homens que pretendem ser pais devem evitar manter seus smartphones no bolso da calça ou presos ao cinto, já que há estudos que relacionam o uso de celulares a uma redução na quantidade e qualidade dos espermatozóides.

Por razões óbvias, não há estudos que exploram como a radiação emitida pelos celulares pode afetar fetos em desenvolvimento. Mas se você está grávida, já está evitando comer queijo minas, conservas e frutos do mar, então porque arriscar colocando um celular perto da barriga?

3. Mande SMS em vez de falar

Há menos radiação envolvida no envio de uma mensagem de texto do que em uma chamada. Só não envie mensagens enquanto anda, e muito menos enquanto dirige. Bater o carro (ou a cabeça em um poste) irá machucá-lo muito mais rápido do que qualquer forma de radiação que possa ser emitida por seu celular.

4. Desligue o celular

Mesmo se você gosta de checar seu e-mail à meia-noite, não há necessidade de manter o celular ligar o tempo todo. Os cientistas podem não ter certeza quanto à radiação emitida pelo celular, mas stress e falta de sono com certeza irão prejudicar sua saúde. E em vez de manter o celular perto do travesseiro para usá-lo como um despertador, prefira usar um despertador tradicional ou rádio-relógio.

5. Fique de olho no sinal

Em áreas com pouco sinal o celular faz um "esforço extra" para se comunicar com a torre (aumentando a potência das transmissões), o que pode aumentar sua exposição à radiação. Evite usar o celular nestes locais.

6. Procure aparelhos com baixos níveis de SAR

Em teoria os níveis SAR (Specific Absorption Rate, ou "Taxa de Absorção Específica") dizem o quanto da energia emitida por um aparelho é absorvida por seu corpo. Ainda assim, comparar estes níveis não é como contar as calorias da sobremesa. O nível não é sempre o mesmo enquanto você conversa, manda mensagens de texto ou usa um aplicativo em um smartphone, e cada atividade envolve um nível de sinal diferente. A CNET publica uma lista frequentemente atualizada com os aparelhos com os maiores e menores níveis de radiação.

7. Mantenha os celulares longe do alcance das crianças

Se a radiação não-ionizante pode afetar os cérebros dos adultos de formas que ainda não entendemos, então pode provavelmente afetar ainda mais os cérebros das crianças, que ainda estão em desenvolvimento. Se você quer deixar seu filho ou filha brincar com um joguinho no celular, pelo menos coloque o aparelho no modo avião, o que desliga todas as interfaces sem fio e encerra as transmissões de radiofrequência.

8. Não acredite em "bloqueadores de radiação"

Na web, revistas e TV é possível encontrar inúmeros anúncios de produtos que "protegem" o corpo contra radiação eletromagnética (EMF). Mas não há prova alguma de que um simples adesivo ou medalhão possa funcionar como anunciado, se é que funciona. De fato, alguns desses produtos podem forçar o celular a emitir mais radiação, na tentativa de compensar algum bloqueio de sinal.

Elsa Wenzel, PCWorld EUA

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Novas descobertas sobre terapias e o cérebro

A Cura do Trauma

Depois de vinte e seis anos experimentando, aprendendo e respirando terapia, sinto que estou começando uma nova fase no meu trabalho. As recentes descobertas da neurofisiologia e as constatações de diversos estudiosos como Bert Hellinger e Peter Levine, por exemplo, elevam a terapia a um novo patamar de consciência e prática.

Quando comecei meu processo pessoal não tinha consciência do lado negativo e perigoso dos processos catárticos e de liberação emocional. Lembro de diversos grupos de terapia que têm o foco na catarse e liberação emocional que participei, sai dos mesmos me sentindo estranho e com até menos confiança na vida e nas pessoas.

Com isso não quero dizer que as terapias catárticas não são importantes. Acho que são. Mas não podem ser utilizadas indiscriminadamente com qualquer paciente/cliente que procura terapia. Explicarei abaixo algumas das razões que entendi depois diversos cursos que fiz nesses dois meses, entre 2010 e 2011, que passei na Osho Multiversity (www.osho.com), de Puna, Índia.

Também compreendi que terapias verbais que se utilizam simplesmente da cognição, da análise e da compreensão racional não tocam a raiz dos aspectos traumáticos. Pois o trauma acontece e se instala no cérebro reptiliano ou cérebro animal, enquanto que os aspectos racionais se dão no Neocortex que é um cérebro estritamente humano e racional.

O cérebro reptiliano é a nossa herança animal e funciona exatamente como o cérebro dos animais irracionais. Ele vive através das sensações (senso-percepção). O trauma é o subproduto de uma carga energética que se dá quando o animal ou o homem se sente ameaçado e seu sistema de defesa lhe fornece uma quantidade de energia maior do que ele precisaria para reagir lutando, correndo ou congelando.

Quando o animal passa por uma ameaça e escapa, ele trata de descarregar o excesso de energia através do chacoalhar o corpo, saltar, correr, etc. O animal racional por ter perdido ou esquecido essa característica se mantêm com esse acúmulo de energia que é o gerador potencial do 'trauma'. E toda vez que outra experiência lembrar o fato traumático aquela energia é acessada gerando todos os sintomas do trauma original. A pessoa sente como se estivesse vivendo aquela mesma experiência traumática.

As terapias catárticas que não tem esse conhecimento podem reforçar o trauma, pois colocam a pessoa traumatizada em uma situação semelhante àquela que ela viveu e que a traumatizou. Essas terapias ainda podem ser utilizadas de forma gradual e consciente, ajudando o cliente traumatizado a tocar as sensações traumáticas conscientemente, de modo suave e lento.

Uma descoberta importante de Peter Levine para a cura do trauma é o que ela chama de 'Pendulação'. É uma forma de compensar ou equilibrar a sensação traumática com sensações de apoio, suporte e conexão consigo mesmo. Todos nós temos 'recursos' externos, como por exemplo, uma casa, uma conta bancária, um amigo, marido, mulher, um bichinho de pelúcia, etc, como também podemos dispor de recursos internos como sensações de paz, relaxamento em algumas partes do corpo, espaços meditativos, espaços de prazer ou enraizamento. No trabalho da cura do trauma 'pendulamos' entre uma sensação de medo e uma sensação de suporte.

Outra concepção importante é nunca acessar diretamente o vórtice do trauma, nem também evitá-lo totalmente. Quando uma pessoa revive um trauma através de um problema que aconteceu no seu relacionamento, ela pode dizer "nunca mais quero me relacionar". O que ela, na verdade, quer dizer com isso é que ela não quer mais sentir as sensações que o 'relacionamento' lhe causou. Porém, essa atitude não vai ajudar essa pessoa a se curar do trauma original. Também não é aconselhável que alguém diga "que bobagem, vá de novo, da próxima vez você aprende". Esta também não é a forma de vencer o trauma.

Então, como devemos agir? Com controle e consciência da situação; e em terapia acessar as sensações traumáticas de forma lenta e gradual, como colocamos acima. Quando tocamos um pouquinho da sensação traumática com consciência e controle saímos da experiência com mais confiança e energia. Podemos então, ter uma segunda experiência um pouco mais profunda, até depois de algumas sessões terapêuticas estarmos prontos para acessar o núcleo do trauma. Mas não podemos de antemão definir o número de sessões que cada pessoa vai ter que fazer.

Em seu livro 'The Zen Way of Counseling', o psicoterapeuta Svagito Liebermeister comenta sobre esse tema: "O propósito da pendulação é evitar confrontação imediata com o evento traumático, visto que confrontação direta pode na verdade, reforçar a ferida psicológica ao invés de ajudá-la a sarar."

Nunca é interessante para a pessoa traumatizada perder o controle da situação. Quando a pessoa traumatizada perde o controle, ela está literalmente 'perdida'. A partir desse instante ela não pode mais fazer nada, pois foi 'sugada' para o vórtice do trauma e irá reviver toda a situação traumática até sair novamente ainda mais traumatizada. Daí a importância da pendulação.

Falando sobre o reflexo do trauma, Peter Levine em seu livro 'O Despertar do Tigre' coloca "Antes de Perseu partir para conquistar a Medusa, foi avisado por Atena para não olhar diretamente para a górgone. Prestando atenção à sabedoria da deusa, ele usou o escudo para refletir a imagem da Medusa; agindo assim, conseguiu cortar a cabeça dela. Do mesmo modo, a solução para vencer o trauma não vem da confrontação direta, mas do trabalho com o seu reflexo, espelhado em nossas respostas instintivas."

Namastê!

Guilherme Ashara – é 'Counselor' (aconselhamento psicoterapêutico) com especialização em Psicologia Transpessoal e Constelação Sistêmica.


Palavras mais buscadas...

ação (3) aconchego (1) acreditar (3) adeus (1) água (8) Alexandre (3) alimentação viva (4) alimento (5) alma (8) alunos (2) amadurecer (3) amar (10) amazônia (12) amigo (14) amigos (9) amizade (8) amor (60) amoral (4) andar (2) ano (2) Apego (10) aprender (4) aproveite (1) Arapoty (1) aristóteles (4) as sete leis (2) ascendente (2) astrologia (25) atitude (6) auto-estima (3) ayurveda (5) batalha (3) beijo (4) beleza (6) bem (6) boca (7) Brasil (17) brasileiros (14) brincar (5) buda (5) busca (2) calma (2) caminhada (2) caminho (6) camisola (1) cancer (5) câncer (4) capricórnio (5) característica (3) carentes (2) carinho (6) casa (5) casal (3) casamento (6) causo (5) cérebro (9) certo (3) chakras (3) china (3) chorar (5) ciclo (2) cigarro (2) cinema (2) coisas impossíveis (2) comer (5) competição (4) conforto (2) confúcio (2) conhecimento (5) consciência (11) conto popular (6) controvérsia (3) cor (12) Cora Coralina (2) coração (13) coragem (3) corpo (18) crenças (6) culpa (7) cura (4) Dalai Lama (2) decorar (12) depressão (8) desabafo (3) desamor (3) desapego (17) destino (12) Deus (16) dia (7) dicas (6) dificuldade (3) dignidade (3) dinheiro (10) ditado (9) ditados populares (5) dito (5) doação (3) doença (11) dor (7) dosha (4) ego (7) emoção (4) emocional (4) emoções (3) energia (10) equilíbrio (3) erro (4) esperança (2) espiritual (7) estilo (2) estória (10) ética (3) ético (4) evolução (7) falar (6) família (11) fazer (3) felicidade (28) feliz (18) festa (4) filho (4) filme (2) filosofia (6) filósofo (3) flor (12) floral (12) flores (14) fofoca (6) frase (30) frases (19) Gandhi (2) gay (3) hábito (5) harmonia (4) hatha yoga (2) heroína (2) história (11) homem (15) honestidade (2) humanidade (5) humano (19) humilde (2) humor (6) idade (6) ignorância (6) imagem (2) incapaz (2) inteligência (7) japão (2) jovem (4) Kaká Werá (3) lábios (2) laranja (3) leão (6) legais (2) legumes (2) lenda (24) lendas (18) liberdade (6) limites (2) língua (3) livre (3) lorota (5) louco (7) loucura (8) luz (3) mãe (3) mágoa (5) mágoas (6) Mahatma Gandhi (3) mal (6) mantra (2) mãos (2) matuto (2) medicina (5) médico (3) Meditação (10) meditar (4) medo (13) mensagem (9) mente (5) mentira (34) mentiras (4) moksha (3) momentos (4) Monge (2) monja coen (2) moral (4) morrer (9) morte (9) motivação (4) mulher (15) mulheres (5) mundo (7) música (6) namoro (3) natal (3) natural (2) natureza (15) nova (2) nutrientes (2) o bem amado (2) obsessiva (3) Odorico (4) orgulho (5) oriental (2) otimista (2) paciência (4) pais (4) paixão (5) palavra (14) palavras (8) Paraguaçu (4) Paris (2) paz (10) pecado (3) pecados capitais (2) peixes (6) pensamento (8) perdoar (3) pererê (2) pergunta (3) persistência (3) personalidade (6) pés (2) Pessoa (4) piadas (2) pior (3) planeta (14) platão (4) poder (3) política (3) político (6) popular (10) populares (4) português (3) positivo (4) prazer (5) prem (2) prem baba (3) preocupação (3) presente (4) problemas (4) professor (5) profissional (3) promessa (2) prosperidade (2) provérbio (23) psicólogo (3) qualidade (2) raiva (4) realidade (22) refletir (2) refrigerante (3) regente (12) rei (2) relação (4) relacionamento (6) relacionamentos (5) religião (5) respeito (4) responsabilidade (9) resposta (5) rico (3) rir (8) riso (5) rosto (2) sabedoria (14) saber (5) saci (3) sagrado (2) sangue (2) Santidade (2) saudade (3) saudável (3) saúde (15) segredo (3) sensatez (2) sensível (2) sentimento (14) sexo (18) sexual (3) Sigmund Freud (2) significados (2) signo (26) signos (26) silêncio (5) sinceridade (3) sincero (2) sindrôme (2) síndrome (2) social (3) sociedade (6) sócrates (3) sofrer (3) sofrimento (3) solidão (5) solidariedade (3) sonhar (4) sorrir (4) sorriso (4) sorvete (2) stress (4) sucesso (5) Sucupira (4) suicídio (3) tempo (12) terapia (3) terra (2) Tibete (2) TPM (4) trabalho (9) transformação (3) travesso (2) triste (3) tristeza (11) tumores (2) universo (3) útil (2) velho (4) velhos (3) veneno (2) verdade (43) vício (2) vícios (3) vida (44) vinyasa yoga (2) virgem (5) virtude (3) vitamina (2) vitória (3) vivência (2) viver (18) voluntário (2) Zen (4)