Frases soltas por aí... no mundo!!

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

PRATICANDO O DESAPEGO

Exergue os términos com outros olhos e aprenda a dizer adeus
A entrega do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009, trouxe uma surpresa. O filme japonês Partidas (Departures/Okuribito) levou a tão desejada estatueta no lugar de outros filmes mais incensados pela crítica. Mas afinal de contas, o que Partidas tem que o torna tão especial? Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida.
Um outro filme, este feito para a TV, pela HBO, chamado Correr Riscos (Taking Chance) mostra um coronel que escolta o corpo de um soldado morto na guerra do Iraque para ser entregue a seus pais no interior, e também fala de despedir-se com dignidade.
A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver - e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.
É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.
Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali. Na Índia, a religião hindu tem uma trindade de deuses, formada por Brahma, Shiva e Vishnu. Brahma é o criador de tudo, Shiva é o destruidor e Vishnu o preservador. Parece meio sinistro um deus que destrói, mas é através da destruição do que está gasto que há renovação, que é possível nascer o novo. Não à toa, Shiva é o deus mais adorado na Índia, tendo muito mais templos onde é cultuado, do que os outros deuses da trindade hindu.
Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina."Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina." Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela.


Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sem vontade de fazer nada? Texto da Monja Coen


Depressão - Monja Coen




"Sem vontade de fazer nada. Sem vontade de levantar. Para quê? Fazer comida? Limpar a casa? Procurar trabalho? Amanhã. Hoje não. Dá para ver um pouco de televisão. Dá para chorar e rir. Chorar é mais fácil.

Lê o jornal e "Que mundo horrível!". Não dá vontade de fazer nada. Um amigo convida para o cinema. "Hoje não, tenho compromissos." Compromisso com a cama, com o sofá, com o suco, a comida que pede por telefone.


Só em questão de absoluta emergência tem de se vestir para ir ao banco. Toma banho, "Ah! Que delícia!".

As roupas ficaram apertadas. E agora? Veste com o zíper aberto, um casaco por cima. Uh! Para o sacrifício da rua, das pessoas, do mundo sujo e torpe, sem esperança, sem motivação, sem nada.


Como se fosse branco-e-preto o colorido do céu azul, a nuvem branca, a parede vermelha, a roupa verde, o sol dourado, a criança correndo, a senhora de bengala, o executivo apressado no celular sem parar.

Caixa de banco olha para a fila e suspira. Chegou mais um. Ninguém me ajuda. Disseram que o caixa eletrônico resolveria. Devagar vai atendendo - afinal, tem tanto tempo e precisa não errar.
Na fila já se irrita. Demora demais, que horror. Pensa que eu tenho todo o dia? Cara fechada, ranzinza. Briga com um e com outro e se autoconfirma: "O mundo não presta, as pessoas são más".

Volta para casa com sacolas de compras, de roupas, comidas, revistas, livros, CDs e DVDs.

De novo se enfurna na internet. Joga paciência, procura amor virtual ouvindo música alto, cantando, para afastar o pranto. Conta piada no telefone, reclama das contas, das pessoas, do desemprego, das dificuldades. Retorna para a TV, para o DVD, para a cama - ninho precioso, local abençoado, livre de tudo e de todos.


Encolhe-se de lado e dorme. Sonha com anjos e lobisomem. Campos de flor- e trovadores. Campos arados e queimados. Bombas, pavores, amores, tremores. Vira do outro lado e sonha.

Se um dia sonhasse que acordava. O que perceberia?

Depressão é passageira. Mesmo que esteja na direção, no controle central. Vem e vai. Não se apegue. Não a segure. Deixe-a partir. Ela sai de leve se você pára de reclamar. Se olhar para fora de sua gaiola. A porta está aberta, a grade é de vento.


Será que Buda saberia ajudar a acabar com a depressão? A pessoa até quer sair dessa trama, mas não consegue. Está amarrada, presa, enroscada. É infeliz, sofre demais, doença danada.
O que é saúde? Cinco frutas por dia, dizia um senhor ao meu lado. Apenas a garça voando baixinho de volta ao ninho.

De repente, abre a janela, respira fundo, parece que ela se foi.

Arruma o quarto, guarda as roupas, leva outras para a lavanderia, toma banho, se veste, lê o jornal, toma café, sai para levar o pobre do cão a passear. Cumprimenta as pessoas, sorri.


Aquece-se com o sol. Árvore frondosa abraça e se firma. Vai fazer cursos, procura emprego, namora e se entrega à vida sem medo.

A depressão se foi.

Tudo é possível, mas fica uma sombra: E se ela voltar?

Não adianta fechar as janelas, pôr tranca nas portas, se esconder em algum altar. Ela pode voltar.


Então a receba, com dignidade. Conhecida deprê, venha me ver. Estou preparada para recebê-la. Conheço sua manha, suas trapaças. Conheço bem os seus disfarces. Já não me controla, já não me derruba, apenas me deixa com mais algumas rugas."



Autor: Monja Coen
Fonte: Livro - Sempre Zen



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