Frases soltas por aí... no mundo!!

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

O EGO


CONTROLANDO O EGO (será possível??)

MEDITAÇÃO! Nada mais de ego.

Quando olho para minha alma, sinto os lugares doloridos, onde meu ego me feriu:

  • Me preocupar com o que as pessoas pensam de mim, 
  • Necessidade de sempre estar certo, 
  • Ter raiva quando as coisas não acontecem do meu jeito.

Quando eu abro mão e alcanço a Luz num nível mais alto, esses lugares na minha alma se abrem.

Estou livre, o ego diminui e me concentro no que realmente é importante:

  • Amor, 
  • Amigos, 
  • Família, 
  • Plenitude espiritual.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PRATICANDO O DESAPEGO

Exergue os términos com outros olhos e aprenda a dizer adeus

"Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina."

A entrega do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano trouxe uma surpresa. O filme japonês Partidas (Departures /Okuribito) levou a tão desejada estatueta no lugar de outros filmes mais incensados pela crítica. Mas afinal de contas, o que Partidas tem que o torna tão especial? Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida.

Um outro filme, este feito para a TV, pela HBO, chamado Correr Riscos(Taking Chance) mostra um coronel que escolta o corpo de um soldado morto na guerra do Iraque para ser entregue a seus pais no interior, e também fala de despedir-se com dignidade.

A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver - e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.

É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.

Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali. Na Índia, a religião hindu tem uma trindade de deuses, formada por Brahma, Shiva e Vishnu. Brahma é o criador de tudo, Shiva é o destruidor e Vishnu o preservador. Parece meio sinistro um deus que destrói, mas é através da destruição do que está gasto que há renovação, que é possível nascer o novo. Não à toa, Shiva é o deus mais adorado na Índia, tendo muito mais templos onde é cultuado, do que os outros deuses da trindade hindu.

Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina.

Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

E quando não somos amados?



O amor é algo tão natural e tão necessário na vida humana que não há quem não sofra por causa dele. Na verdade, acredito que primordialmente não deveria ser assim. Acho que Deus, como energia que podemos chamar de Pai e Mãe, não nos concebeu para sofrer por amor. Dele, entidade cósmica, princípio universal, recebemos tudo. Um corpo para experienciar a evolução da alma, desafios para nos ajudar a quebrar limites e crescer... enfim, Deus nos deu o bem e o mal justamente para a nossa evolução.

Mas por que ficamos presos aos processos de desamor?

Por que fica tão pesada a vida quando não nos sentimos compreendidos e amados?
Por que Deus fica tão distante, como um Pai carrasco? Ou melhor, essa energia divina que está dentro e fora de nós, que criou todo o universo, quando nos sentimos sem amor, se torna um padrasto e não um pai.


Vejo esses sentimentos profundos de abandono aparecerem constantemente em terapia por serem uma força, uma crença que está pulsando no inconsciente de muita gente e conseqüentemente construindo como que uma projeção na vida das pessoas. Observo que é mais fácil alguém não se sentir amado que se sentir pleno de amor. Mesmo na família, com nossos entes queridos, infelizmente, o desamor é uma constante.

Não acho que as pessoas não gostam umas das outras, apesar de algumas vezes as questões cármicas aproximarem almas com sentimentos opostos. Acredito no amor familiar e acredito que todo mundo quer se sentir amado e aceito a despeito da sua condição de jovem filho, pai idoso ou irmão meio rebelde. Todo mundo quer ser amado, encontrar o par perfeito, desenvolver intimidade e amor, pois o amor é o grande bálsamo da nossa existência. Então, por que seria tão difícil encontrá-lo?

Vanessa é uma moça sensível, chefe de cozinha em boa evolução na carreira e com uma vida pessoal rica em afeto. Ela veio me procurar para compreender a falta de afeto com sua irmã. Casada pela segunda vez, ela já tinha conseguido melhorar a relação homem e mulher que já tinha sido difícil no passado, pois para sair da casa dos pais - onde a família vivia em desarmonia - ela disse ter se casado com o primeiro namorado.


Não ter dado certo o primeiro casamento foi para esta moça um desafio que ela superou acreditando muito na vida e se dedicando ao desenvolvimento da sua espiritualidade. Fez muitos cursos, participou assiduamente de grupos, fez caridade; enfim, se dedicou ao próximo e, no fundo de sua alma, sempre teve a esperança e a fé que encontraria um amor verdadeiro. Contudo, não conseguiu trazer essa felicidade toda para seus laços familiares e sempre ficava triste com a distância da mãe e da irmã, que eram muito diferentes dela.

Na sessão de vidas passadas apareceu um episódio em que ela, muito jovem e bonita, cultivava uma grande amizade com uma outra moça da mesma idade, que Vanessa sentiu imediatamente tratar-se de sua irmã nesta existência. Essa amizade foi muito bem até o casamento das duas, quando Vanessa se casou com um homem mais velho e rico e sua amiga com um jovem de condição mais modesta. Com o decorrer do tempo Vanessa acabou se apaixonando pelo marido da amiga e fugiu com ele. Seu então marido caiu na bebida e sua querida amiga perdeu completamente a auto-estima, pois fora traída por duas pessoas que ela prezava muito: a amiga/irmã e o marido...

O que fazer com todas essas informações?
Em primeiro lugar ficou claro para Vanessa que sua irmã era um caso de resgate do passado e que mesmo ela fazendo de tudo nessa vida para viver em paz e harmonia, não estava conseguindo seu intento, visto que nem tudo dependia de sua boa vontade.
Às vezes, amigo leitor, de fato nem tudo depende somente de nós... não depende de atitudes e escolhas racionais e até nem de atitudes generosas e gentis de nossa parte.
Mesmo pessoas íntimas podem ser desafetos de nosso passado, com um saldo a nos cobrar, e cabe a nós fazer o que sentimos que temos que fazer pelo outro, como no caso de minha cliente, que arrumou emprego para a irmã, ajudou-a pagando a escola para os sobrinhos, já que esta não ganhava o suficiente. Tratava-se de uma dívida do passado e, mesmo sem ser reconhecida, ela continuou ajudando.


 

A atitude curativa deste e de muitos casos é praticar o bem sem esperar retorno; porque sentimos que temos que fazer; porque somos felizes no momento em que fazemos sem esperar sermos reconhecidos por nossos lindos atos de amor. Pois é isso o que significa ser um instrumento do divino quando a energia do amor passa por nós. Se fizermos isso com o coração aberto, apenas conscientes de se tratar da atitude correta, esse amor nos preencherá e o fluxo amoroso seguirá em sua plenitude.
De forma prática aconselhei Vanessa a não se prender às atitudes negativas ou à desarmonia da irmã. Expliquei que existe uma família carnal que nem sempre é a nossa família de alma, e que se ela conseguisse abrir mão da expectativa afetiva, ficaria melhor, mais leve. Porque frequentemente as almas não estão no mesmo plano evolutivo e justamente por isso nem compreendem os eventos, os fatos, da mesma forma. Assim, ser amável e gentil era algo natural para Vanessa, que tinha esse tipo de atitude com todas as pessoas, mas isso não era o bastante para sua irmã.
Quando analisamos algo em nossa vida devemos abrir a mente e ver além das aparências, porque nem sempre é tão ruim quanto imaginamos. Se não somos amados por alguém o que fazer se não aceitar que é assim? E permitir que o amor venha de outras partes?
Com certeza o universo tem outras formas de suprir essa energia. Por vezes esses resgates são muito doloridos, mas até nessa dor a mão de Deus está amorosamente nos conduzindo para a evolução e para o amor maior, que é o incondicional.



por Maria Silvia Orlovas



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