Frases soltas por aí... no mundo!!

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mágoa



 A palavra, que tem origem no latim macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento.

É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo. Por vezes é possível percebê-lo no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa.

Poderíamos dizer que a mágoa é uma forma de suicídio. Viver amargurado, nostálgico pelo o que foi e não é mais. Pelo o que foi e deixou feridas profundas. Um suicídio postergado que vai matando aos poucos, nos envolve de tal forma que não conseguimos mais raciocinar de forma clara a respeito que quem nos magoou, além de gerar medo ou receio de ter novas experiências e relação. Impede o sorriso abundante, que poderia trazer o gosto bom de viver. Impede a confiança no outro.

A mágoa é um sentimento aparentemente insignificante, porém deixa marcas gigantescas em nossa dinâmica interna. Não é uma doença, é apenas um sentimento gerado por formas específicas de pensar. Raciocinar de tal forma que o leve a crer, que aquilo que o outro fez está errado, que não deveria ter feito, que deveria ser mais sensível, pensar mais, que deveria saber o que estava fazendo, que deveria... Todavia, não foi o que aconteceu. O outro tomou atitudes que lhe mostraram uma realidade que desconhecia, inesperada. E o que fazer quando a realidade nua e crua, se apresenta em nossa porta e bate até que abramos? Não bata a porta em sua cara, receba-a como um amigo para uma conversa.

Devemos extrair o máximo de proveito, o máximo de aprendizagens e pensares lúcidos, devemos nos tornar amigos, assim será mais fácil para lidar com a realidade.

Aceitar esse real não significa deixar-se ser dominado. Que o seu sentimento de raiva ou ódio tornem-se num rançoso sentimento de mágoa. Não. O outro apenas lhe mostrou uma realidade. Por sua vez agora, deve analisar o que está sendo mostrado e tirar suas próprias conclusões. Depois se faz necessário que mostres a sua escolha, frente ao que foi apresentado. Não se trata aqui de vingança, mas sim de limites. O outro vai até onde permitimos que vá. O outro entra em nossa vida pelas portas que abrimos, o outro faz conosco aquilo que permitimos que faça. Podes escolher trancar algumas portas, porque não! Podes distanciar-se, podes continuar com reservas. Podes voltar a confiar. Cada um pode fazer a própria escolha consciente, analisando as circunstâncias sem precisar alimentar em si, a mágoa.

Na medida em que nos relacionamos com as pessoas, vamos apreendendo e identificando o terreno de cada um. Percebendo onde podemos pisar ou não. Não é interessante magoar nem ser magoado. No momento em que existe um conhecimento mútuo, é importante que se crie um respeito mútuo, pautado no conhecimento que cada um tem do outro. Se houverem deslizes, deve-se fazer os questionamentos necessários à elucidação do fato. Deve-se se perguntar o que pode ser relevado, absolvido ou mesmo condenado.

Já que a mágoa é um sentimento gerado por uma forma específica de pensar em relação ao outro, para que ela não se forme, precisamos pensar diferente do modelo padrão causador da mágoa. Pensarmos de tal forma que possamos ter lucidez e entendimento com relação aos fatos. Assim, evitamos esse corrosivo sentimento, nos sentiremos mais leves, acabaremos por compreender mais o outro e a nós mesmos.

Extraído do Artigo publicado na Revista Psicologia Brasil de Nº 16 - Dezembro de 2004.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Amizade colorida: Será que dá certo?




A amizade colorida parece nunca sair de moda. Muitos jovens e adultos recorrem a esse tipo de envolvimento porque acreditam que a praticidade e a cumplicidade entre os amigos favorecem a aproximação e a relação. “O amigo é a pessoa com quem você pode se abrir, desabafar, expor seus sentimentos com sinceridade. Às vezes, durante essas conversas calorosas, surge um clima mais ‘quente’, e o casal acaba ‘ficando’. Isso pode se repetir quando um dos dois se sente sozinho e carente, e não impede outros relacionamentos”, afirma Mara Pusch, psicoterapeuta e sexóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
E ao contrário do que muita gente imagina, esse tipo de relação acontece tanto com os adolescentes quanto com os adultos. “Na juventude, os jovens costumam confundir os sentimentos: como admiram o amigo e estão com os hormônios à flor da pele, acabam ‘ficando’. Porém, na vida adulta, muitos já sofreram em outros envolvimentos amorosos e temem repetir a experiência. Por isso, evitam um vínculo sério, para que não fiquem vulneráveis aos sentimentos que possam magoá-los novamente”, conta Mara.

Há alguns meses, o estudante de Direito Fábio Mathias, de 19 anos, estava solteiro e acabou se envolvendo com uma de suas melhores amigas. “Saímos para jantar, bate-papo daqui, desabafa dali e, quando vimos, já tinha pintado aquele clima”, diz Fábio. Segundo o estudante, eles ficaram juntos algumas vezes, mas agora acabou. Atualmente, ele namora outra garota, e da amizade colorida restou apenas a amizade. “Ela não tem ciúmes, sabia que não era pra valer”, ressalta.


Vai dar namoro?  
Costuma-se dizer que a amizade colorida é um passo em direção ao namoro. Há alguns meses, Maria Cristina Vianna, estudante de Jornalismo de 20 anos, começou a ficar com um colega da faculdade. O relacionamento tem sido ótimo, e ela acredita que tem tudo para se tornar mais sério. “Acho que os amigos se conhecem muito bem, têm afinidades e interesses em comum, o que torna a relação bem promissora”, explica. Eles não se consideram namorados, mas também não estão livres e desimpedidos. “Não saio com minhas amigas para baladas com a consciência tranquila, do tipo ‘sou solteira e não devo nenhuma satisfação’”, afirma.

Já a pedagoga Roberta Albuquerque, de 32 anos, tem um amigo colorido há seis meses e não acredita que isso possa se transformar em namoro. “Quem se envolve dessa forma está justamente evitando o compromisso. Quer ter uma ótima companhia, mas livre de cobranças e apegos. Ou seja, queremos as vantagens sem abrir mão da liberdade”, diz.


O  risco  
Amigos, amigos, amores à parte. Será que essa regra é seguida à risca por aqueles que vivem uma amizade colorida? Nem sempre... Enquanto uma pessoa está decidida a curtir, sem pensar em um envolvimento mais sério, a outra pode criar expectativas e se apaixonar. “Quando alguém se apaixona, mas o outro não está nem aí, é natural que se sinta frustrado e magoado. E o pior: a amizade pode desmoronar. Por isso, é bom pensar antes se vale correr esse risco”, conclui a psicoterapeuta.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Não canse quem te quer bem


Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.

Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.

Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.




Crônica da Martha Medeiros

sábado, 28 de janeiro de 2012

Liberdade é necessário!




Liberdade é necessário!  Como Evitar a Possesividade no Relacionamento.

Um relacionamento é feito de altos e baixos. Quando duas pessoas se conhecem e se apaixonam, geralmente, no começo tudo é lindo e tranqüilo, só amor e felicidade. Com o passar do tempo, a rotina e a intimidade, em vez de ajudarem o casal a ficar mais unido, ela pode também acabar com uma relação que não for comedida.

A proximidade entre um casal vai além do dia-a-dia, além de morar, dormir e viver junto. É preciso respeitar o espaço do outro. O que acontece com muita freqüência é o querer controlar a vida do companheiro. Tanto da parte dos homens quanto das mulheres. A base de tudo deve ser a confiança.





Na primeira vez em que você tenta controlar os passos do parceiro, ele pode até não perceber, mas consecutivamente isto se torna previsível. Toda vez em que ele demorar meia hora a mais para chegar em casa e você não aceitar a sua justificativa, afirmando que estava em um compromisso qualquer, o homem para se proteger irá criar uma história aceitável. Se ele diz a verdade e a parceira não aceita, gera aí um desentendimento. Se ele mente e ela suspeita ou descobre a verdade, gera também um desentendimento.

É preciso ter limites. Superproteger uma relação assim pode ter efeitos contrários. É difícil para quem sente ciúmes da pessoa amada deixar que ela siga por onde desejar, livremente. Porém, isso é o que vai fazer com que o parceiro acredite que você confia nele. Não o pressione. Muito menos invente situações para que ele sinta ciúmes e você revide com uma mentira. Isso levaria seu relacionamento direto para o final, aos poucos. Ninguém consegue fingir o tempo todo, por isso mude suas atitudes verdadeiramente.





Quando o amor entre o casal é verdadeiro, as vidas seguem o rumo certo. Não é preciso estar as 24 horas do dia grudado um no outro. As pessoas livres que se importam com quem as amam sempre voltarão.

Postado no Blog Toda perfeita




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