Frases soltas por aí... no mundo!!

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Mágoa



 A palavra, que tem origem no latim macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento.

É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo. Por vezes é possível percebê-lo no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa.

Poderíamos dizer que a mágoa é uma forma de suicídio. Viver amargurado, nostálgico pelo o que foi e não é mais. Pelo o que foi e deixou feridas profundas. Um suicídio postergado que vai matando aos poucos, nos envolve de tal forma que não conseguimos mais raciocinar de forma clara a respeito que quem nos magoou, além de gerar medo ou receio de ter novas experiências e relação. Impede o sorriso abundante, que poderia trazer o gosto bom de viver. Impede a confiança no outro.

A mágoa é um sentimento aparentemente insignificante, porém deixa marcas gigantescas em nossa dinâmica interna. Não é uma doença, é apenas um sentimento gerado por formas específicas de pensar. Raciocinar de tal forma que o leve a crer, que aquilo que o outro fez está errado, que não deveria ter feito, que deveria ser mais sensível, pensar mais, que deveria saber o que estava fazendo, que deveria... Todavia, não foi o que aconteceu. O outro tomou atitudes que lhe mostraram uma realidade que desconhecia, inesperada. E o que fazer quando a realidade nua e crua, se apresenta em nossa porta e bate até que abramos? Não bata a porta em sua cara, receba-a como um amigo para uma conversa.

Devemos extrair o máximo de proveito, o máximo de aprendizagens e pensares lúcidos, devemos nos tornar amigos, assim será mais fácil para lidar com a realidade.

Aceitar esse real não significa deixar-se ser dominado. Que o seu sentimento de raiva ou ódio tornem-se num rançoso sentimento de mágoa. Não. O outro apenas lhe mostrou uma realidade. Por sua vez agora, deve analisar o que está sendo mostrado e tirar suas próprias conclusões. Depois se faz necessário que mostres a sua escolha, frente ao que foi apresentado. Não se trata aqui de vingança, mas sim de limites. O outro vai até onde permitimos que vá. O outro entra em nossa vida pelas portas que abrimos, o outro faz conosco aquilo que permitimos que faça. Podes escolher trancar algumas portas, porque não! Podes distanciar-se, podes continuar com reservas. Podes voltar a confiar. Cada um pode fazer a própria escolha consciente, analisando as circunstâncias sem precisar alimentar em si, a mágoa.

Na medida em que nos relacionamos com as pessoas, vamos apreendendo e identificando o terreno de cada um. Percebendo onde podemos pisar ou não. Não é interessante magoar nem ser magoado. No momento em que existe um conhecimento mútuo, é importante que se crie um respeito mútuo, pautado no conhecimento que cada um tem do outro. Se houverem deslizes, deve-se fazer os questionamentos necessários à elucidação do fato. Deve-se se perguntar o que pode ser relevado, absolvido ou mesmo condenado.

Já que a mágoa é um sentimento gerado por uma forma específica de pensar em relação ao outro, para que ela não se forme, precisamos pensar diferente do modelo padrão causador da mágoa. Pensarmos de tal forma que possamos ter lucidez e entendimento com relação aos fatos. Assim, evitamos esse corrosivo sentimento, nos sentiremos mais leves, acabaremos por compreender mais o outro e a nós mesmos.

Extraído do Artigo publicado na Revista Psicologia Brasil de Nº 16 - Dezembro de 2004.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Adeus, tristeza!



Não adianta, quando a tristeza bate não há chocolate, festa ou programa com os amigos que dê jeito. A única coisa que pode fazer você se recuperar de uma grande decepção é estar com a cabeça no lugar, refletir e pensar muito sobre as coisas que aconteceram para você ficar assim. Depois de sentida a mágoa, só o tempo pode curar.

São muitas as coisas que podem nos deixar assim, tristes e magoados, desde uma briga familiar, término de relacionamento, desentendimento com um amigo ou mesmo insatisfação com fatos da vida, com as conquistas que deixamos para trás ou que paramos de lutar. O que sabemos é que não dá para viver a vida toda assim, levando as mágoas adiante, cultivando aquele sofrimento e sentimento depressivo que nos faz tão mal. 



É claro que não se pode ignorar os sentimentos, principalmente quando eles são ruins e nos fazem perder as forças, mas é preciso seguir em frente, levantar a cabeça e pensar no futuro, nas suas obrigações e nas pessoas que te adoram, além de quem lhe fez mal.

Permita-se um tempo de recolhimento e tristeza, isso nos faz pensar, repensar, refletir e pesar todas as coisas na nossa vida. Mas não prolongue esse processo, pois chega um momento que refletir demais passa de sadio para doentio. Você precisa colocar as ideias no lugar, pensar no motivo que deixou você assim e, caso seja uma situação de perdão, decidir se a pessoa que causou essa mágoa merece ou não uma segunda chance.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Tristeza ou depressão? Entenda as diferenças!


Coração apertado, angústia, melancolia, desânimo. Essas são algumas das sensações que incomodam tanto quem está triste quanto quem sofre de depressão. E, ao contrário do que muita gente imagina, as semelhanças param por aí!

É cada vez mais comum as pessoas dizerem que estão deprimidas quando, em grande parte dos casos, elas estão apenas tristes. Mas como saber se o sentimento é de tristeza ou se é realmente depressão? “A tristeza é uma reação normal e natural do ser humano, causada por eventos pontuais, por exemplo, pela morte de um ente muito querido, por uma decepção amorosa ou pelo desemprego”, explica a psicóloga Cynthia Boscovich. Em outras palavras, todas as pessoas, em algum momento da vida, sentem-se desiludidas e arrasadas diante dessas situações de perda ou frustração. “Contudo, apesar da sensação de angústia e dor, ela é apenas consequência de um período difícil, que passa com o tempo. Ao vivenciá-la, o indivíduo se reorganiza internamente, podendo superar a fase de dificuldade de maneira saudável”, explica a psicóloga.



A depressão, por sua vez, é uma doença que deve ser tratada. As causas desse mal ainda não são bem conhecidas, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais, como perdas e eventos estressantes, influenciem o desencadeamento do problema. “Entre os sintomas principais, podemos citar a falta de motivação por assuntos que antes despertavam interesse, insônia, perda da libido e apetite, sentimento de culpa constante e até mesmo dores pelo corpo. A pessoa deprimida se afasta dos amigos e familiares, perde a concentração, sente uma angústia permanente, mesmo sem causas aparentes”, conta Cynthia.

Uma das principais diferenças entre esses males está na duração e na intensidade dos sinais. “Quando estamos tristes podemos apresentar reações semelhantes aos sintomas da depressão. Choramos facilmente, ficamos desanimados, perdemos o apetite, dormimos mal, por exemplo. Entretanto, esses sinais devem desaparecer espontaneamente com o passar do tempo. Porém, quando o humor deprimido persiste durante a maior parte do dia, e por um período mínimo de 15 dias, é conveniente procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, que fará um diagnóstico completo para avaliar se a pessoa sofre ou não de depressão. Caso constate um quadro depressivo, o profissional estará preparado para orientar qual a melhor forma de tratamento, seja com antidepressivos ou psicoterapia”, finaliza.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Pecado



Temos o livre arbítrio, mas isso não significa que podemos fazer literalmente tudo.


As pessoas antigamente confundiam o “Carpe Diem” que significa “Aproveite o dia”. 


Elas aproveitavam o dia como se não houvesse amanhã, e isso não está errado, desde que o dia seja aproveitado da maneira correta.


Aproveitar o dia, aproveitar a vida, é o que nós devemos fazer, sim, é claro, não vamos viver no meio de tristezas, desilusões, mágoas e coisas piores do que isto, vamos ser felizes. Mas, por que ser feliz? Como eu sou ser feliz ? Como ser feliz? 


O que os dicionários falam sobre pecado?
pecado 

s. m.
1. Transgressão de preceito religioso.
2. Vício.
3. Culpa, falta.

Vamos analisar um por um.
Transgressão de preceito religioso.Ou seja, neste sentido se não se segue religião alguma, não existe pecado, enquanto para muitas tradições, a mínima coisa já seria uma grande transgressão. Cito aqui para ilustrar o Jainismo onde matar um inseto é uma grande pecado, e seus seguidores gastam uma energia e tempo considerável tentando não infringi-lo, ao ponto de só caminhar após varrer o chão a sua frente para garantir que nenhum inseto seja involuntariamente pisoteado. 
  
Vício.
Será que o vício em si pode ser considerado um pecado? Nisargadatta fumava. Gurdjieff  bebia. Osho era viciado em doces apesar de seu diabetes, Krishnamurti gostava de roupas elegantes, carros de luxo e livros de romances baratos. Quem pode dizer quando algo é um vício ou não? A psicologia moderna tende a aceitar até mesmo praticas sexuais pouco ortodoxas como normais, contanto que não prejudique o desempenho da pessoa em sociedade. Então onde vai fixar-se a régua para poder medir se algo é um vício e se pode ser considerado também como um pecado? O mais inteligente seria a pessoa perceber aquilo que lhe faz mal e abandonar tal ato. Mas aí o que chamamos de vício pode ampliar em muito o seu alcance, poderia também abranger relacionamentos destrutivos, masoquistas, de dependência, projeções, as diversas síndromes e complexos, neuroses e todo o leque de comportamento humanos destrutivos.    

Culpa, falta.
Este é aspecto mais destrutivo do conceito de pecado. A culpa destrói toda a possibilidade de crescimento do ser humano. É tanto uma maneira que a sociedade e tradições usam de controlar o comportamento das massas, como também, depois de introjetado, uma espécie de câncer autogerado que corrói a alma. Ramesh enfatizava bastante este aspecto, se as coisas acontecem como tem que acontecer, se cada um age na melhor das intensões(ainda que com suas convicções próprias), com o entendimento que hoje é possível para aquele corpo/mente, aonde entraria a culpa e de quem ela seria? Se tudo é um Todo pulsante, movido a ação e reação, que em essência são impessoais e que acontecem sem controle, qu
ando tem que acontecer, em quem podemos colocar qualquer culpa? É assim que as coisas são, simplesmente acontecem e estão a todo momento em constante mudança, em movimento, em evolução. Aliás se existe algo constante na natureza este algo seria a mudança!     
 
Resumindo: o pecado no sentido de erro, não pode ser algo ruim. E por que não? Pois é a própria maneira como se dá evolução no mundo dos fenômenos. Você já imaginou quantas formas de vida foram criadas e extintas durante a evolução? O processo da natureza, a maneira com que ela trabalha é a tentativa e erro, com sucessos (virtude) e fracassos (pecado). Ou seja, não existe virtude sem pecado, o fracasso de hoje pode ser a base do sucesso de amanhã! Tudo é relativo, tudo muda e transforma-se. E se existe realmente algum pecado, o único pecado realmente a se levar em conta seria o de tentar fixar-se, de resistir ao movimento, ao fluxo do Viver!

Que tal pensarmos um pouquinho?


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Frases sobre Alegria




Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos...
(Autor desconhecido)
Não há alegria? – Então pensa: há um obstáculo entre Deus e eu. – Quase sempre acertarás.
(Josemaria Escrivá)
O optimismo do meu tempo era, todo ele, falso e desencorajador, porque se esforçava por demonstrar que nós nos adaptamos a este mundo. Ora, o optimismo cristão assenta no facto de que nós não nos adaptamos a este mundo.
(G. K. Chesterton)
Todo o nosso descontentamento por aquilo que nos falta procede da nossa falta de gratidão por aquilo que temos.
(Daniel Defoe)
Escreves-me e eu copio “A minha alegria e a minha paz. Nunca poderei ter verdadeira alegria se não tiver paz. E o que é a paz? A paz é consequência da vitória. A paz exige de mim uma contínua luta. Sem luta, não poderei ter paz”.
(Josemaria Escrivá)
Não se pode rejeitar a tristeza, assim como não se pode rejeitar a sombra. A grande beleza de uma paisagem vem do contraste entre a luz e a sombra.
(Autor desconhecido)
O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.
(Alfred Montapert)
O sorriso é elegante. E, também, tudo o que o acompanha: o bom-humor, a alegria, a paz interior. O sorriso é a melhor coisa que podemos oferecer aos que estão ao nosso lado.
(Miguel-Angel Martí García)
Eu chorava por não ter sapatos até que um dia encontrei um homem que não tinha pés.
(Autor desconhecido)

É preciso pouco para despertar um sorriso, e basta um sorriso para que tudo seja possível.
(G. Cesbron)
Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria.
(Tagore)
O tempo que passas a rir é tempo que passas com os deuses.
(Provérbio chinês)
O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova.
(Miguel Torga)
Não tenho decepções, pois a quem só espera sofrimentos, a mínima alegria o surpreende.
(Santa Teresa do Menino Jesus)
Não existe nenhuma coisa séria que não possa ser dita com um sorriso.
(Alejandro Casona, dramaturgo espanhol)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O mito da felicidade - parte 2

O que importa para viver bem

O psicólogo Martin Seligman afirma que a felicidade é só um dos elementos responsáveis por nosso bem-estar. Conheça os outros

Ilustrações: Andrea Ebert; Foto: Eugenio Sávio/ÉPOCA

Para casais estabelecidos, que sonham com uma família, a notícia de uma gravidez costuma levar pai e mãe às nuvens. O nascimento da criança é motivo de celebração, com direito a vídeo do parto e incontáveis fotos. Mas, segundo pesquisas de opinião, a alegria dura pouco, e nossa percepção de felicidade diminui nos primeiros anos de vida das crianças. Uma provável explicação para o resultado seria que, ao responder ao questionário, somos influenciados por fatores comezinhos, como as noites maldormidas e as fraldas sujas. De qualquer forma, apesar disso, as pessoas continuam a ter filhos porque, mais do que alegria, eles dão sentido a nossa existência.

Eugenio Sávio/ÉPOCA
Grávida de sete meses de Francisco, hoje com 4 anos, Cristiana enfrentou uma tragédia: o pai do bebê, seu namorado, Guilherme Fraga, morreu após uma parada cardíaca, aos 38 anos. Em luto, ela começou a escrever um blog, Para Francisco, em que apresentava o pai ao filho. Por meio dos textos, Cristiana não só superou a dor, como descobriu uma nova vocação, a de blogueira. Lançou um blog de moda, o Hoje Vou Assim, que se tornou fonte de satisfação e renda

A ideia de que a vida é mais do que a busca de sensações positivas não é nova. Ao escrever que a felicidade é o motivo por trás de todas as razões humanas, Aristóteles não defendia viver apenas em busca de emoções positivas e prazeres. Para o filósofo grego, ser feliz era praticar a virtude. Mesmo Thomas Jefferson, que alçou a felicidade a um direito na declaração de independência americana, em 1776, não defendia ser feliz acima de qualquer coisa, como queremos hoje. No livro A democracia na América, Alexis de Tocqueville afirma que, para Jefferson, a felicidade envolvia conter desejos para obter objetivos de longo prazo. O que muitos afobados de hoje resistem em fazer.

A noção de que a felicidade é um objetivo tangível – e não um horizonte que norteia nossas ações – só se tornou dominante na sociedade moderna. Sua base vem do iluminismo, que colocou o indivíduo – e suas necessidades – no centro das preocupações humanas. É dessa época a teoria utilitarista, que defendia a busca da maior quantidade de felicidade para o maior número de pessoas. Para o jurista e filósofo inglês Jeremy Bentham, a felicidade era a vitória do prazer sobre a dor. A partir do século XVIII, começou a ganhar força a ideia de que temos de evitar as sensações negativas. O principal problema dessa filosofia de vida é basear-se em princípios muito frágeis e efêmeros: as emoções. “Os sentimentos positivos e negativos não podem ser entendidos como fins em si mesmos”, afirma a pesquisadora norueguesa Ragnhild Bang Nes, do Instituto de Saúde Pública do país.

Rogério Cassimiro/Época
Nascido em Maceió, João Baptista tinha 20 anos quando deixou para trás a família e abraçou a vida religiosa em um convento em Goiânia. Hoje, vive em São Paulo, onde é responsável pela biblioteca do Mosteiro de São Bento. Para ele, abdicar dos prazeres mundanos pela clausura da vida monástica não foi um peso: faz parte do propósito que escolheu para sua existência

As emoções negativas, embora desagradáveis, podem servir de alerta para o indivíduo de que há um problema que precisa ser resolvido ou prepará-lo para experiências futuras. Como uma espécie de teste, elas parecem desafiar nossos planos de viver bem. A publicitária mineira Cristiana Guerra sabe como poucos o que é enfrentar situações difíceis e ser obrigada a superá-las. Aos 24 anos, perdeu a mãe e, aos 31, o pai, ambos para o câncer. Casada, chegou a engravidar duas vezes, mas perdeu os bebês. Aos 36, em um novo relacionamento, o sonho de ser mãe foi realizado, mas o pai de Francisco não chegou a conhecê-lo. Guilherme Fraga, então com apenas 38 anos, morreu após uma parada cardíaca quando Cristiana estava no sétimo mês de gravidez. “No dia em que Francisco nasceu, eu chorava, chorava. Meio de alegria, meio de tristeza.”

Para lidar com mais esse trauma, Cristiana decidiu escrever. Quando o bebê estava com 4 meses, transformou as anotações que já fazia em seu diário em um blog, batizado de Para Francisco. A ideia inicial era reunir num só lugar textos contando para o filho como era o pai que ele não conheceu. “Eu passava as madrugadas escrevendo e chorando. E cada vez que conseguia expressar o que era aquela tristeza, e as pessoas entendiam e compartilhavam seus sentimentos comigo, me dava uma alegria muito grande. Aquilo já era uma forma de felicidade”, diz Cristiana. Ao longo dos anos, as seguidas perdas foram responsáveis por uma espécie de transformação interior. “Acabei criando um senso de sobrevivência muito grande.”

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quem ama a vida?

Adoro as pessoas que amam a vida, que gostam de viver, que são alegres que sabem valorizar cada minuto de felicidade. Nada melhor do que uma certa capacidade de conformação, um jeito de dar a volta por cima nas horas difíceis, de sacudir a poeira das vãs preocupações quando elas só podem nos atrapalhar. Não remoer mágoas é um ato de grande sabedoria. Perdoar, mesmo sem esquecer a ofensa, já é um sábia atitude. Perdoar, com esquecimento é suprema perfeição, coisa assim de quem já se sinta num excelente caminho evolutivo. Um limiar de candidatura ao vestibular de santo. Posicionamento muito cristão.

Adoro as pessoas que sabem fazer amigos, que são sociáveis que se interessam pelo contentamento do próximo. É dessa gente que a melhor parte do mundo é feita, que dá o lado útil da vida, o construtivo, o leal, o bom. De que adianta o negativismo? O que pode a tristeza realizar senão a dor moral de que ela é a própria argamassa? Os tristes estão sempre muito longe da vitória, do sucesso, e até mesmo de uma certa estabilidade vivencial. A tristeza não é o lado normal da criatura, pelo menos não é o mais agradável. Os tristes deveriam parar um pouco e pensar numa mudança mental, sorrir, procurar ver um mundo de coisas lindas que acontecem e estão aí na nossa frente todas as horas. Nada mais positivo do que os momentos de alegria!

Adoro as pessoas que gostam da luz do sol, da brisa, da lua, pessoas que saibam olhar para cima à noite e ver estrelas com atitude de quem sonha! São estas que, por amarem a imensidão do infinito têm a mística ou a lógica da fé, acreditam num poder maior, num verdadeiro foco de amor de quem emana toda a sabedoria. Não se pode viver sem uma crença, uma certeza, uma diretiva para o bem que se pratica e que se recebe. É preciso ter a sensação de plenitude, a consciência firme de que fazemos parte do grande Infinito, partícula de luz eterna e caminhante para a sabedoria.

Adoro as pessoas que sabem esperar quando outras desesperam, que guardam a fé, acima da tormenta de dúvidas, que suportam o peso da própria cruz. Adoro as pessoas que sabem cultivar o lado bom, que sabem discernir o justo valor das causas e das coisas, que amparam com sinceridade os que erram na caminhada da vida, que sustentam sempre o bom ânimo. Que ninguém se engane com falsas apreciações acerca da justiça, porque o tempo é o juiz de todos. Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz. Adoro o ouro do tempo e o serviço da paz!

Amanhã será, certamente um belo dia, não tenho dúvidas. O meu sendo de felicidade isso me indica, me dá certeza e confiança. Mas ,para trabalhar e servir, renovar e aprender, acredite, o melhor dia é hoje mesmo, o melhor tempo é agora! Seja feliz!

texto de Wanderlino Arruda

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sentimento de solidão do poder



Despertei para este assunto quando certa vez o diretor-presidente de uma grande empresa me procurou no hotel onde estava hospedado e me convidou para um jantar. Mas, como não poderia, agradeci o convite. O referido diretor insistiu tanto que fui obrigado, ainda que constrangido, a desmarcar outro compromisso já assumido anteriormente.

Chamou-me a atenção, o fato de um dirigente naquela posição não ter alguém para acompanhá-lo ao jantar. De repente, vi-me diante de um executivo alegre e, ao mesmo tempo, frustrado por não ter com quem conversar. Lembro-me que batemos um longo papo sobre a solidão.

A partir daquela noite, comecei a observar o mesmo fenômeno em presidentes, diretores e superintendentes de outras organizações. Passei a denominar esse fato como síndrome da solidão do poder. Desde então, fiquei sensível ao tema e passei a observar, atentamente, o problema da desumanização do poder.

Percebo que os profissionais no poder tendem a se isolar, pouco a pouco, perdendo o contato mais íntimo com as pessoas de sua lida diária.

De modo geral, a dinâmica das organizações vai, gradualmente, causando este sentimento nos dirigentes, que começam a se isolar: almoçar sozinhos; conversar pouco com as pessoas; e ter sempre um lugar separado dos demais membros da organização; entre outros.

Muitas pessoas evitam, fora da rotina diária, aproximar-se deles, pois temem serem vistas como bajuladoras e procuram não ter qualquer aproximação que não tenha restrita relação com o trabalho.

Estou convicto de que grandes dirigentes são pessoas sensíveis e versáteis, mas que, muitas vezes, são vistos apenas pelo ângulo profissional.

Sempre sugiro aos órgãos de RH criarem instantes que permitam encontros informais dos diretores com suas equipes, procurando superar essas dificuldades inerentes ao exercício do poder. Gosto de falar que chefe também é gente e também precisa de instantes de intimidade.

Milton de Oliveira




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